blogzine da chili com carne

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Pentângulo #1 : lançamento no dia 27 de FEVEREIRO na Ar.Co.

capa de Daniel Lima

PENTÂNGULO é uma publicação anual que mostra resultados de uma parceria entre a Escola Ar.Co e a Associação Chili Com Carne, que aqui unem os seus esforços criando um novo projecto editorial.

Este tem como objectivo conferir visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Numa relação saudável de partilha entre nomes consagrados e estreantes, a iniciativa conta com a participação de alunos, ex-alunos e professores.

O Departamento de Ilustração/BD do Ar.Co tem vindo a por em prática um modelo pedagógico que privilegia as aplicações específicas da ilustração e banda desenhada em relação ao mercado editorial, tendo para o efeito realizado parcerias com várias entidades ao longo dos seus 18 anos de existência. A Chili Com Carne - e a sua "irmã" MMMNNNRRRG - foi um dos parceiros com quem o departamento colaborou, como o atestam as publicações Brincar com as palavras, Jogar com as palavras, em 2002, e mais recentemente O Andar de Cima de Francisco Sousa Lobo, álbum realizado no âmbito do Ano Europeu do Cérebro, em 2014.

É na sequência destas colaborações que estas duas associações se juntam novamente, para afirmarem os seus lugares próprios na produção de banda desenhada nacional.

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Neste primeiro número colaboram Amanda Baeza, Anna Bouza da Costa, Cecília Silveira, Carolina Moreira, Daniel Lima (capa), Dileydi Florez, Francisco Sousa Lobo, Gonçalo Duarte, Igor Baptista, João Carola, João Silva, Luana Saldanha, Martina Manyà, Mathieu Fleury, Pedro Moura (como argumentista e crítico), Rafael SantosRodolfo Mariano, Sara Boiça, Simão SimõesStephane Galtier, colectivo Triciclo e Vasco Ruivo.

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Lançamento oficial: 27 de Fevereiro, na Ar.Co, em Xabregas, às 18h30 
com presença especial de Francisco Sousa Lobo que lança também o seu livro Master Song, 65º volume da colecção mini kuš! (da Letónia).

Livro à venda na loja em linha da Chili Com Carne e nas livrarias Linha de Sombra, Tigre de Papel,... e brevemente na Mundo Fantasma, Artes & Letras...

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Feedback  já li o Pentângulo, o que me bateu mais foi a bd da Cecília [Silveira] Churrascão tupinamba tá foda sim! o Rodolfo Mariano não desenha bds, na verdade o que ele faz é abrir portais cósmicos para outras dimensões, gosto bastante do imaginário que construiu e da ideia de a morte ter andado com o tempo ao colo. Também curti especialmente da parte do João Carola sobre abstraccionismo, e acho a primeira página do Nada fixe [da Luana Saldanha] muito muito fixe. A segunda também 'tá fixe mas a primeira 'tá demais. não sei quem é o João Silva mas granda maluco, faz me lembrar algumas bds portuguesas que lia em fanzines nos anos 90... será? e claro as duas ultimas bds [de Stephane Galtier e Francisco Sousa Lobo] estão um mimo. David Campos (por email)

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Santa Camarão / brouhaha do Francisco Sousa Lobo e Andy Brown


José Santa "Camarão" (1902-1963) foi um dos maiores boxistas do mundo e com uma história de vida avassaladora.

Esquecido pelo tempo, Xavier Almeida propõe trazé-lo à memória com uma biografia baseada num caderno escrito pelo próprio Santa que relata a primeira parte da sua vida: da sua infância em Ovar à juventude em Lisboa, onde culmina com o inicio da sua vida profissional.

Esta é a parte menos conhecida do Santa Camarão, no entanto a mais épica. Pois é neste período que se constrói a sua personagem e a sua carga melancólica, triste, solitária, perdida...e talvez a mais fascinante.

É de referir a colaboração de Pato Bravo (aka de B Fachada, que por sua vez é aka de Bernardo Fachada) no argumento desta banda desenhada. Uma colaboração com Almeida que já vem do tempo da Violência Electro-Doméstica.

O livro teve o apoio das Câmaras Municipais de Ovar e Lisboa. 

O livro já se encontra à venda na loja virtual da Chili Com Carne e na Artes & Letras, Letra Livre, Pó dos Livros, Mundo Fantasma, BdMania, Tasca Mastai, Bertrand, MOB, Gateway City Comics...

BUY ouside of Portugal at Quimby's (USA), Neurotitan (Germany)...

Historial: lançado oficialmente no dia 18 de Novembro de 2017 no Grupo Sportivo Adicense (Alfama) com Pato Bravo, DJ Tempos Livres, António Caramelo e uma aula livre de boxe ...  artigo n'O Corvo ... Conversa com Rahul Kumar, Mestre Paulo Seco, Xavier AlmeidaMarcos Farrajota na Tigre de Papel no dia 22 de Novembro de 2017 ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... artigo na TSF ... lançamento em Ovar no Bar Ideal, 23 Dezembro 2017 ...

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Feedback:

(...) Almeida ergue uma narrativa cuja força está na melancolia e na consciência do abismo, dentro e fora do ringue, muito mais do que no brilho dos punhos capazes de derrubar um adversário com apenas um gancho.
5 estrelas

Muito ternurento e cinematográfico
André Ruivo (por e-mail)

Santa Camarão é muito belo enquanto história, e bate forte. Sem nenhuma das cassetes e truques de BD, e que nos faz querer voltar a aprender a desenhar. Desarma. Lá dizia o poeta que o bom poema é aquele que não se desvanece no significado. Este livro e Berlim : Cidade Sem Sombras são como esse poema de que fala o Paul Valery. Resistem, não se limitam ao que aparece.
Francisco Sousa Lobo (e-mail)

Loved the boxing story...
Andy Brown (Conundrum Press)

Como ser sócio da Associação Chili Com Carne?

O regime de sócios da Associação Chili Com Carne passa pelo pagamento de uma jóia no valor de 30€ (15€ para menores de 30 anos) e o envio dos seguintes dados para o nosso e-mail: ccc@chilicomcarne.com

_nome
_data de nascimento
_morada
_tlm
_e-mail
_www
_fotografia (um jpg qualquer para fazer o cartão de sócio)

O valor da quota deve ser depositado na conta do seguinte EBAN: PT50003502160005361343153 (swift / bic: CGDIPTPL); ou através de paypal.

Quais as regalias de ser sócio da CCC?
_Oferta do livro O Subtraído à Vista, um livro de Filipe Felizardo;
_30% de desconto sobre as edições da CCC;
_30% de desconto sobre as edições da MMMNNNRRRG;
_Desconto sobre outras edições presentes no catálogo online da CCC;
_informação em primeira mão de projectos da CCC;
_apoio a projectos editoriais*.
_descontos no uso do projector de vídeo.


E depois disto?
Passado um ano há um quota a pagar de 10€ e ainda recebe um exemplar d'O Andar de Cima de Francisco Sousa Lobo!



* Apoio a projectos editoriais Ao longo do tempo a CCC tem vindo a definir de forma mais precisa qual a vertente de actividades para a qual está mais vocacionada, sendo que a edição em suporte de papel tem sido aquela que a CCC melhor tem sabido gerir. Os sócios da CCC com projectos editoriais poderão solicitar o apoio no campo da produção, distribuição e promoção. A selecção de projectos será discutida consoante cada caso. Sendo que seja imperativo ler este MANUAL!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Mundo do quarto

Existe o Quarto Mundo? Quando existia a Teoria dos Mundos (1945-90) usava-se essa expressão para designar países não-reconhecidos, povos nómadas ou recolectores ou ainda povos muito pobres dentro dos países industrializados. Também o termo foi usado pelo Jack Kirby (1917-94) para uma série de BD em que criava uma cosmogonia judaica com o folclore super-heróico, cheia de cores e extravagâncias tecno-fantasiosas. Nos anos 80, o trompetista Jon Hassell criou o conceito da "Música do Quarto Mundo", onde várias músicas do mundo (dos nobres selvagens do terceiro mundo, muito mais espirituais e puros que os ocidentais badalhocos) se fundiam com electrónica e tecnologia do primeiro mundo - o segundo mundo que se foda, eram os comunas. A dada altura esta música foi vista como uma exploração "coolonialista" e não admira que o clássico My life in the bush of ghost tenha tido queixas e críticas das comunidades árabes sobre o abuso da palavra do Corão no disco. E de repente... estamos em 2018...  e uma coisa é certa, actualmente só há um mundo, por muitos esforços estejam a ser tentados para sair deste planeta poluído. Com o advento da WWW passamos a um único mundo. Na música, vá lá existem dois...  O das bandas que vão ao Coliseu ou aos grandes festivais de Verão com tradicionalismos anacrónicos do Rock e o da música de um Mundo do Quarto, esse cubículo íntimo em que se cruza todas as referências do arquivo infinito da 'net de música e sons gravados. Rap e Eurodance dá no Zef dos sul-africanos Die Antwoord, hoje armados em estrelas, mudaram-se para L.A. Techno e poliritmos africanos dá em Kuduro ou Gqom, enquanto que portugueses de origem africana (re)inventam a House sob a batuta da Príncipe. Uns anormais em Almada tocam Viking Metal azeiteiro mas um suiço esperto juntou Black Metal ao Gospel criando um novo mito fantasioso (e se os negros dos EUA fossem pagãos?). Em breve, teremos um livro de Riccardo Balli (aka DJ Balli) que prova como a cultura "mashup" passou a ser regra na Música criando novas narrativas visto que todo o espaço físico e o tempo já foram condensados a uma nuvem de informação. Na música como noutros campos, senão aconteceu, o seu livro será a confirmação de tal porque será uma verdadeira literatura "mashup" 8-bit! Até lá, eis um apanhado de músicas improváveis que tenho apanhado por aí...


Da Colômbia tem surgido algumas propostas de nova música como os Pixvae ou os Chupame El Dedo (retratado no zine que fizemos o ano passado com o Milhões pelo Rui Moura) que misturam Metalada com Cumbias. Desta dupla está lá Eblis Alvarez que é a cabeça dos Meridian Brothers, banda que reformulam temas tradicionais com novas roupagens. Parece que estão a ter sucesso - a revista The Wire prova isso - mas se a ideia não surpreende, convenhamos que se faz disto há muito tempo, já este EP Los Suicidas (*matik-matik*; 2015) dão um passo em frente. Para já é preciso pensar num som muito especial, aquele do leitor de k7s que está com a cabeça suja e/ou com as "rodas" lentas, isso mesmo, um som arrastado e distorcido. Pensem nisso para um CD de meia hora quase sempre de temas instrumentais, de boleros & mambos pouco ritmados em que os sintetizadores são os réis da gravação. Uns sintetizadores ácidos e dissonantes de má-trip em que o desenho da capa, que lembra um mau Phillipe Druillet (desenhador de BD psicadélica nos anos 70), ilustra bem o som. Não é um disco propriamente agradável para quem está habituado a coisinhas limpinhas. Estes estes teclados psico-musicais estão presentes na discografia dos Meridian mas em Los Suicidas estão em primeiro plano, num jogo viciante que faz com que seja melhor não o ouvir perto de janelas do terceiro andar...


A juntar a loucura de referências cruzadas temos da Arte Tetra de Itália que edita lindíssimas k7s (claro que vendem em digital também, dah!) está o segundo volume de Exotic Ésotérique (2017), colectâneas de todas as "estrelas" da editora, começa curiosamente com um tema que até poderia ser dos Meridian mas rapidamente, como diziam os 3 Mustaphas 3, "correm em todas as direcções": ritmos africanos com pós-industrialismos, Vaporwave, Médio Oriente Pós-Moderno (pelo russo Holypalms), Free Jazz, Dub, Illbient, hauntology, electrónica experimental,... tudo isto que destrói fronteiras em quase duas horas de música que se ouve em "loop" sem uma única vez me arrepender de estar a ouvir há horas o mesmo disco (k7, neste caso). Numa sociedade narcisista em que todos tem os seus livros de artistas e vinis gravados de um lado só, eis um gesto certeiro de que vale a pena lançar boa música em formato físico. A embalagem é também um mimo. Uma k7 perfeita!

++++ prá semana.

analogue 8bit frankenstein meets poltergeist playstation WTF?


to be released APRIL 2018!!!

work-in-progress de RUDOLFO, that krazy kid... now grown up... kind of...


grave-back-cover-yard

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Erzsébet @ Orbital Comics



Erzsébet
by
Nunsky

17º volume of the CCC CollectionPublished by Chili Com Carne. Edited by Marcos Farrajota. Design by Joana Pires. 144 pages black/white, 16,5x23cm, color cover. 500 copies.
ISBN: 978-989-8363-24-4

Sinopsis: Erzsébet is a graphic novel based on the life and times of the infamous sixteenth century Hungarian aristocrat Elizabeth Bathory, aka the bloody countess. The author always wanted to do something in the horror genre and this story had all the ingredients he was looking for, and better still, it really happened! Nunsky (b. 1972) tried to materialize into graphic form those ominous ice cold atmospheres and the maddening loneliness and isolation, which, combined with almost absolute power, slowly pushed that damaged character to commit the most ineffable acts of insanity.

Buy at our online shop, Quimby's (Chicago) and Orbital Comics (London)















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About the author: Nunsky is a comics artist from the north of Portugal and has published most of his work in the Mesinha de Cabeceira zine. In 1997 he made an incredible 39 page comix for the 13rd issue and the 5th anniversary of this mutant zine. Actually this was the first professional looking book that the Chili Com Carne Association made, starting an important publishing history in the Portuguese scene. The comix was entitled 88 and was a unique comix in Portuguese panorama at the time - and still is nowadays! Not only the "psycho-goth" ambience was different from all Portuguese comics but also the graphic quality was astonishing for such artist coming from nowhere. It reminded the Love & Rockets and Charles Burns but had it’s own voice. Since Nunsky is such a lone wolf, almost nobody knows about him and his whereabouts. After the 88 comix he created a rock band called The ID's and that's it. Or that’s what we thought…

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Feedback: 
Very good comic, inspiring to make logos!!! 
(Belgium artist known for this work for Metal bands logos, he is really the meister of the black art!) ... 
He gets that spirit from Jess Franco movies, where the most important is the iconography and esoteric symbols than a logic narrative, which builds a tension and insanity during the book...
(Portuguese artist and musician in Sektor 304, Méchanosphère, Pagan) 
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Best Drawing at BD Amadora 2015 
(most important Portuguese mainstream comics festival)
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Best Graphic Novels 2015 (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site : Apart from authors that have been working continually, or newcomers conquering their own turf, I’d like to mention a book by someone who made a sort of comeback in early 2015. The author known as Nunsky is somewhat of a solitudinarian, staying apart from the most visible local “comics scene”, and while he works professionally with drawing, he seldom publishes comics. After projects in the late 1990s, this is his first longer form book. Erzsebét (with English subtitles) is the biography of the infamous early 17th century Hungarian princess mass-murderer, Elizabeth Báthory, a.k.a. “The Blood Countess”. The author weaves history and fantasy into a dense portrait of the character and her deeds, creating thus a classic take on the genre of horror comics. Adapting his stark, thick lines – akin to wood-engraving, to an extent - to sober composition work and a contained palette, close to artists such as Michael Kupperman or Igor Haufbauer, the book is less dynamic and fast-paced than hieratic, taut and austere. A complete biography that focuses on the emergence of Elizabeth’s very “dark side”, one could argue that Erzsebét is also a study about evil and salvation, class divides and how madness is often the key to escape desperation. 
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First Chili Com Carne book with International Rights sold: Brazilian edition by Zarabatana Books in 2017 with DGLAB support
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(...) the drawings are outstanding and the plot is extremely interesting. I must admit that violent scenes and „ blood and gores“ are not especially my taste... nevertheless I must recognize the skills of the drawings. (...) I enjoyed reading that book.. because of the historical background… and the thrills of the drawings… a bit of gores is good now and then !

Outside with the cuties @ Orbital Comics



Reading Pita's work is like having one of those dreams where everything is totally normal and completely surreal at the same time. Secretive and sweet, the comics shift with uncertainty driven by the movement of the drawing. A mysterious force is at work! 
Disa Wallander

Mariana Pita turns the ordinary into the extraordinary. Her stories are about small adventures and days at the beach where familiar situations and characters get mixed up with strange and unexpected details. Outside with the Cuties is like a dream that twists memories from past summers. 
Joana Estrela 

Mariana Pita makes drawings, paintings, comics, music, and animation. She has been developing some incredible work in the last few years, followed by a small but enthusiastic group of people. Her comics may look cheerful and lighthearted at first sight but her characters and narratives are often quite deep and odd, sometimes even dark. 

OUTSIDE WITH THE CUTIES is an attempt to present Mariana Pita's best work to a bigger audience. It collects comics produced from 2013 to 2017 originally published in various outlets as well as several unpublished works.


Co-published with O Panda Gordo and support of IPDJ



  • 112 pages, 
  • 17,30x24,3 cm 
  • offset printing, 
  • hardcover, 
  • all content in English and Portuguese


  • Buy at Chili Com Carne online shop, O Panda Gordo (UK), Quimby's (USA), Neurotitan (Germany), Ugra Press (Brazil), Desert Island (New York), Orbital Comics (London)...





    AcontorcionistA / terceiro volume : CARTÃO-POSTAL /// metade da edição esgotada @ ORBITAL COMICS


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    O Grupo Empíreo, Sociedade Anónima de Recreio e Prazer e as edições MMMNNNRRRG têm o prazer de anunciar a publicação do terceiro andamento da rapsódia erótica AcontorcionistA, intitulado Cartão-Postal.

    Desta vez, estamos perante um desdobrável composto por 16 pranchas + 4 encartes vocacionados para a transmissão não electrónica de mensagens de teor libertino.
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    A série AcontorcionistA, de formato diversificado e carácter aplicativo, conta com dois volumes anteriores ― Manifesto e Calendário ―, igualmente publicados pela MMMNNNRRRG.

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    Do presente vigésimo quarto volume das edições MMMNNNRRRG foram impressas trezentas cópias, 32 + 12 páginas em A6.

    Aceitam-se pedidos pela chilicomcarne.com

    mas também pode ser adquirido nas Ediciones Valientes (Espanha), Utopia, Matéria Prima, Sarvilevyt (Finlândia), Purple Rose, Artes & LetrasLetra LivreNeurotitan (Berlim), Linha de SombraPanta Rhei (Madrid), StetSeite Books (Los Angeles), Just Indie Comics (Itália), Desert Island (Nova Iorque), Orbital Comics (Londres) e com os Putan Club em tour infinitas.

    MUSCLECHOO - SIDE STORY FILE 001 - TRUMP CARD @ Orbital Comics (UK)



    After finding an underwater base at Water Moon Sigma 14-B, Musclechoo goes inside and loses contact with Iris and then it starts to get really weird…

    Musclechoo makes a comeback on a new book drawn between August 2014 and December 2016. For fans of Fort ThunderGhost in the Shell and Trading Card Games.
    80 pages. 16x21cm. Offset printing. Perfect bound. 333 copies. Co-published by Chili Com Carne and Ruru ComixSupported by IPDJ.


    Feedback: 
    Se (...) Livros de bonecos é que é a vossa cena. Pois bem, não percas tempo. A Chili Com Carne acaba de editar a nova BD de Rudolfo, Trump Card. É o primeiro livro a solo do autor e nele encontram a sua personagem fétiche, Musclechoo, embrenhado numa aventura bem esquisitinha. Como vocês gostam. Ambos os dois. Seus tarados!Vice Portugal 
    ...
    I already read Musclechoo and liked it. Actually I loved drawings and characters in it. Do you have any idea is it possible to find earlier zines? (...) there is some kind of collection coming but still. I fancy to own those original zines. They are looking really good in photos google found. - Marko Turunen
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    Trump card was some good shit indeed... A total teenage action comic fantasy. The violent/ gore bits are the best, for real. Those stiff action panels are awesome. Idk if that was the idea, but those moments felt a lot like Prison Pit. - Héctor Cimbrón ...
    Trump Card ganha uma desenvoltura diferente (...) foi totalmente improvisado na sua “escrita” e “desenho preparatório” (...) uma espécie de mistura de Magic the Gathering, Pokemon, MMORPGs e sabe Deus Nosso Senhor mais o quê numa sopa tão pouco credível como certamente satírica. Com efeito, é difícil não ver em Trump Card um exercício de deboche sarcástico em torno de toda uma linha de cultura popular, de Star Trek a novos jogos digitais, mas ao mesmo tempo mostrando algum gosto por essa mesma cultura. (...) Apesar do título ter tudo a ver como o jogo de cartas, e aparecer uma espécie de “tirano sapo” obcecado com sexo, não deixa de haver uma ideia de explorar a actualidade política internacional. Mas ir por aí é como patinar num sabão em chão de mármore. Todo o cuidado é pouco e equilíbrio, nenhum. Uma espécie de Image dos pobres, em que a verve daquela editora norte-americana em revisitar e revitalizar toda uma série de géneros clássicos, mas com os instrumentos imediatos e de pêlo da venta do punk (8-bit breakcore, entenda-se) zinesco, Musclechoo deve estar mesmo para ficar. Deus nos acuda. - Pedro Moura - Ler BD
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    Nomeado para Melhor Álbum de autor português em língua estrangeira pela BD Amadora 2017
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    quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

    FEARLESS COLORS - O "comix remix" de Samplerman será lançado em Lisboa no dia 16 de Março com a presença do autor!

    A BD demorou 40 anos a chegar ao automatismo (obrigado Robert Crumb e Moebius por terem tomado drogas!), ”andou às aranhas” com a autobiografia ou à auto-representação do autor, jornalismo, ensaio e crónica e uma eternidade no que diz ao respeito institucional. Não podemos ficar de fora, não podemos deixar que os DJs roubem todo o bolo! Preparem lá essa tesoura e cola! Melhor ainda… saquem lá o Photoshop! 

    É um pássaro?
    É um avião? 
    Não! 
    É o Samplerman!!!

    Ladrão que rouba ladrão, mil anos de perdão!



    Formato A5. 100 páginas, Quatro cores. Capa mole com verniz localizado
    Uma co-edição da MMMNNNRRRG com Kuš! e Ediciones Valientes




    FEARLESS COLORS compila algumas das melhores páginas de BD que Samplerman produziu entre 2012 e 2015. Pode-se dizer que elas fazem homenagem aos "comic-books" norte-americanos dos anos 40 e 50, sendo misturados tal como uma viagem de um DJ a realizar o que Marcos Farrajota intitulou de "Comix Remix" - artigo escrito originalmente para o jornal finlandês Kuti e entretanto acessível em várias línguas: português no blogue da Chili Com Carne, em francês no livro Metakatz, alemão no sítio Drei Mal Alles e em sueco na revista Sekvenser.

    Atravessando géneros clássicos como o romance cor-de-rosa, o policial, a ficção científica e o terror, algumas das páginas tanto se identifica excertos de Fletcher Hanks como o "Samplerman original": Ray Yoshida. Violência, acção, disparos, naves espaciais, micróbios e bactérias, corpos mutilados são remontados numa colagem fractal que nos possibilitam novas formas de narrativas e leituras. 

    Por detrás de um super-heróis há sempre o alterego. Neste caso de Samplerman esconde-se o desenhador francês Yvang. Começou com a experiência Samplerman em 2012 através do tumblr ZDND (La Zone De Non-Droit) juntamente com o irrequieto Leo Quievreux, tendo contaminado a web desde então. Participou em várias publicações como a š! (Letónia), Off Life, Smoke Signal, Ink Brick, Lagon, The Village Voice e Scratches. A solo sairam os seguintes livros: Street Fights Comics (ed. de Autor, 2016), Miscomocs Comics (Le Dernier Cri, 2017), Samplerman (Secret Headquarters, 2017) e ilustrou ao LP colectênea Intrepid Curves #18 da Vinyl Moon. 



    FEARLESS COLORS é o livro que colecciona a maior parte do seu trabalho. 
    Vai dar que falar!!!

    Para já foi seleccionada a Bedeteca Ideal



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    Disponível na loja em linha da Chili Com Carne e na Artes & Letras, BdMania, Letra Livre, Mundo Fantasma, Nova Livraria Francesa (de onde se espera fazer um lançamento oficial a 16 de Março com a presença do autor), Pó dos Livros, Tasca Mastai, Kingpin Books, Matéria Prima, Archi Books (livraria da Fac. de Arquitectura de Lisboa), Utopia, LAC e Bertrand.




    Imagine a Jim Woodring comic, without the characters to get in the way of the experience of it. That’s what he summons in his pages. So allow yourself to get lost in these pictures. (...) Reading Fearless Colors is like taking a weird acid trip through comics as images fall apart and melt down in front of you, recombining with different images to form brand new comic pages. Samplerman’s collages take existing art and make new art out of the old, and creates comic pages that you just want to get lost in, exploring the smallest details even while wanting to pull out and see how those details collapse into a complete comic experience.

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