blogzine da chili com carne

sábado, 27 de agosto de 2016

ccc@punx.picnic


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Boring Europa ::: últimos 20 kilometros, digo, exemplares!!!

 

primeiro volume nova colecção da Chili Com Carne, LowCCCost, dedicada a livros de viagens
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de Ana Ribeiro, Joana Pires, Marcos Farrajota, Ricardo Martins e Sílvia Rodrigues


em Espanha, Itália, Eslovénia, Sérvia, Áustria, Alemanha e França
8000 km / 15 dias


sobre a tour europeia da Chili Com Carne realizada entre 1 e 15 de Setembro 2010 nas cidades de Valência, Bolonha, Ljubjana, Pancevo, Graz, Berlim, Poitiers e Vigo.


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participações especiais de Karol Pyrcik, Jorge Parras, Martin López Lam, Jakob Klemencic, Aleksandar Zograf, Simon Vuckovic, Vuk Palibrk, Christina Casnellie, Andrea Bruno, Igor Hofbauer, Edda Strobl, Helmut Kaplan, Pilas versus Nanvaz, e ainda com Gasper Rus, David Krancan, Matej de Cecco, Matej Lavrencic, Katie Woznicki, Letac, Boris Stanic e Johana Marcade nas comic jams feitas em Ljubljana e Pancevo.


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banda sonora gratuita em linha: "A Grande Explosão" de Ghuna X via Phonotactics


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128 p. 23 x 16,5 cm impressas a azul escuro, capa impressa a branco sobre cartolina Dali bluemarine 285 gr com badanas; ISBN: 978-989-8363-11-4

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PVP: 12€ (50% para sócios e lojas) à venda no sítio da CCCFábrica Features, Matéria Prima, Letra Livre (ZDB), Mundo Fantasma, Neurotitan, Artes & Letras e BdMania.
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sobre o livro: a tournê europeia Spreading Chili Com Carne Sauce in Boring Europa tinha como objectivo principal divulgar o trabalho da Associação e dos seus artistas. Até pode parecer um acto desesperado de querer mostrar "à força" o nosso trabalho mas, desde sempre, a CCC trabalhou com projectos e autores estrangeiros – Mutate & Survive, Mike Diana, Greetings from Cartoonia, MASSIVE, Festival Crack, etc... O problema é que quase nunca vemos estes nossos amigos, dada a solidão imposta pela nossa posição periférica. Fomos dizer "olá" ao pessoal amigo! E aos que só comunicávamos por correio! E, claro, conhecer malta nova! Fomos percorrer 8000 Km de Europa em 15 dias oferecendo um pacote completo de cultura underground portuguesa a quem nos recebesse: concertos de R- e Ghuna X, festa animada com o unDJ MMMNNNRRRG, exposição de impressões e serigrafias, e, claro, uma enorme selecção de zines, livros e discos independentes. Em troca queríamos apenas simples alojamento, comida (se fosse possível à organização) e dinheiro das entradas para os espectáculos. Se os punks e metaleiros fazem isto porque não podemos fazer a mesma coisa com livros? Get in the van!


Decidimos chamar a coisa de boring, pelo sim pelo não, porque vivemos numa uniformização cultural capitalista à escala global - como tão bem ironiza Jakob Klemencic algures no livro - em que as identidades nacionais ficaram reduzidas a meia dúzia de artefactos rurais e rituais anacrónicos prontos para serem vampirizados pelos comportamentos fotográficos dos “turistas = terroristas”.


Desde o início pensámos que só podia ser bom editar um livro com os desenhos dos viajantes - um relato on the road das pessoas com quem nos cruzámos, das cidades e dos países que visitámos, etc... Era impossível de falhar: seis pessoas a desenhar, seis livros de esboços fundidos num livro "oficial". Pura ingenuidade! A excitação de conduzir, o esforço físico de alguns trajectos, a desistência da Sílvia Rodrigues, logo ao terceiro dia, e a falta de confiança em desenhar da maior parte dos participantes deixou-nos apenas com UM caderno de esboços da Ana Ribeiro. Todas as outras participações tiveram de ser feitas à posteriori, complicando com os prazos pessoais e profissionais de quem gozou estas férias diferentes. Juntámos textos, BDs, desenhos “acabados” bem como “esboços” da Ana Ribeiro, Joana Pires, Marcos Farrajota, Ricardo Martins e Sílvia Rodrigues; e bds de autores estrangeiros que relatam a recepção da nossa “caravana” - Jorge Parras, Martin López Lam, Jakob Klemencic, Aleksandar Zograf, Vuk Palibrk e Christina Casnellie. Outros cederam-nos desenhos ou bds sobre viagens para enriquecer esta edição - Andrea Bruno, Igor Hofbauer, Edda Strobl, Helmut Kaplan, Pilas versus Nanvaz. Compilámos as melhores BDs-cadáver-esquisitos ou comic jams feitas em Ljubljana e Pancevo - são bds feitas numa sessão com várias pessoas em que cada um desenha uma vinheta continuando o trabalho dos anteriores perdendo-se sempre o controlo do avanço da “estória”.
Em "Lissabon", a Karol Pyrcik ficou a tomar conta das gatas do Marcos e da Joana, e a fazer um diário gráfico sobre a sua estadia, contrapondo as nossas visões, mas fez batota e produziu umas divertidas ilustrações sobre futilidades lisboetas e quotidianas.
Criámos um inovador “Frankenstein comix” ou uma Babel impressa? Em breve teremos reacções a este livro. Esperamos ter surpresas exteriores tão agradáveis como as que tivemos quando chegávamos aos sítios durante a digressão. 


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Apoios (tour e livro): GRRR Program + Centro Cultural de Pancevo, IPJ, MMMNNNRRRG e Neurotitan

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Historial: Realização da tour Spreading Chili Sauce around Boring Europa (1-15 Set) ... Lançamento 27 de Março na MapDesign (Lisboa) e 2 de Abril na Feira do Jeco (10 anos dos Maus Hábitos) ... referência no Gabinete de Crise ... Cabaz Underground (sorteio dia 3 de Abril nos Maus Hábitos) ... reportagem na Câmara Clara (RTP2) ...

Feedback : reacções de viajantes aqui ... I love tour books about la merde de la europa / jes we can Igor Hofbauer ... O nome dificilmente poderia ser mais sugestivo e paradoxal (...) Porque, por mais quilómetros que façamos (...) o Velho Continente é cada vez mais um corpo uno. Ainda assim, o que vem dentro das páginas (...) é tudo menos entediante. Muitas ilustrações, desenhos e BD, uma forte componente gráfica e um sem-número de diálogos impróprios para gente sem sentido de humor. Tudo a duas só cores, azul e branco. Rotas & Destinos ... (...) espécie de périplo autoreflexivo na forma mista de diário/ reportagem sobre uma viagem por uma Europa de movimentos independentes, que se transforma numa espécie de mini-manifesto (é algo pomposo, mas adequado) sobre modos de pensar a arte, a vida, o mundo. Destaque aqui para o importante trabalho de Marcos Farrajota, que, com todas as suas limitações formais, tem aqui um papel crucial ao unir as diferentes contribuições e preencher espaços em branco, destacando-se ainda o seu olhar sobre as várias contra-culturas que o grupo vai encontrando na viagem, entre a extrema empatia/admiração e o desprezo ácido (o episódio de Berlim é particularmente elucidativo). Sem este fio condutor o livro seria uma amálgama de acasos individuais, e não faria grande sentido. JL ... (...) é um livro que deve tanto à mítica Torre de Babel como às auto-estradas europeias, misturando várias línguas e registos tão diversos (...) Surpreendentemente, o resultado é tão coerente como são caóticos os dias aqui retratados. Mais do que uma colagem de histórias e fragmentos, Boring Europa é um livro de viagens, uma aventura em 8000 quilómetros de estrada e, sobretudo, um contributo relevante para se pensar a Europa e as suas relações internas. Agora que a ajuda entre países (mais ou menos forçada) anda na boca de toda a gente, seis pessoas e uma carrinha dizem mais sobre as vias possíveis para o encontro e sobre a capacidade de nos conhecermos para lá das fronteiras do que todas as directrizes da União Europeia. Sara Figueiredo Costa in Ler ... Hace casi un año tuve la oportunidad de presenciar una de las exposiciones más atrevidas y frescas de ilustración y cómic de todo el tiempo que llevo dedicado al mundo gráfico y a la autoedición. Acostumbrado a una corrección profesional y buen rollista, que muchas veces rosa el aburrimiento y mojigatería, que encuentro habitualmente en la gráfica convencional -en la prensa, en la calle y en las estanterías de las librerías-, la expo-guerrilla del colectivo portugués Chili Com Carne resultó ser un contundente puñetazo visual e ideológico que demostraba, con la práctica, otras maneras de entender la ilustración y el quehacer visual. La exposición duro sólo dos días y era la primera parada en el tour "Spreading Chili Sauce around Boring Europe" que llevó a los CCC por España, Serbia, Austria, Francia, Italia, Eslovenia y Alemania, en 15 días y cuyo diario de viaje, publicado bajo el título "Boring Europe", cuenta el cómo, cuando, cuanto y por qué recorrer alrededor de 8000 km con una furgo cargada de fanzines, y puede servir como guía de lo que es la autogestión cultural. Martin López in Bólido de Fuego ... Quase todas as histórias tocam, portanto, aspectos autobiográficos, referentes aos acontecimentos destas visitas, mas ao mesmo tempo são também testemunho de variadíssimas práticas alternativas. Não apenas da cultura (música, artes visuais, festas, feiras) mas também das práticas propriamente ditas. Ou seja, da angariação de fundos, da organização de eventos, na forma como se gere um fundo de maneio, nos modos como se criam alternativas ao(s) mercado(s) convencional(ais), como se recebem os convidados, da cozinha à dormida, e sem esquecer aspectos de turismo (...) E além disso, as jantaradas e conversas em torno de cervejas e cigarros, que levam a discussões breves mas que apontam a interessantes tomadas de posição face aos estereótipos, expectativas e jogos de projecção que o encontro de “nacionalidades” forçosamente fornece. São muitos os pormenores estranhos e curiosos deste livro, deste a sua forma de organização, à “sinalização” que identifica as autorias, até ao tal orçamento ou custos da aventura, e os dados dos espaços visitados, que poderia até funcionar como convite à visita dos leitores (...) Pedro Moura in Ler BD Um livro on the road, desenhado durante e após o tour dos autores num registo quase sempre próximo do biográfico. Foram 8000 Km de Europa percorridos em 15 dias, a bordo de uma carrinha e com orçamento reduzido. Mais do que um pout-pourri colado à pressão do trabalho dos diferentes autores, existe nesta obra um vero fio condutor (no pun intended), graças a um excelente trabalho de editor. É também um importante testemunho da existência de alternativas: à edição, à distribuição, à venda, à performance, à BD, à música, à arte, ao entretenimento, à festa, à viagem, à estadia, à habitação, ao turismo, à amizade, ao conformismo. E paralelamente vai-se criando a evidência de que, enfastiante ou não, não existe uma mas sim várias Europas. Afinal, mais do que estereótipos nacionais, somos todos indivíduos. Bandas Desenhadas



 exemplos de páginas:

REVISÃO : Bandas Desenhadas dos anos 70 .......... na El Pep

Capa de Isabel Lobinho e títulos por João Maio Pinto
2016 marca 40 anos do fim da icónica Visão, uma revista improvável num país com graves problemas económicos mas que se apresentava nas bancas com ar luxuoso, cores ácidas e brilhantes, temáticas políticas e libertárias.

 Quisemos comemorar esta publicação que fez uma ruptura com a BD tradicional portuguesa mas sobretudo recuperar um conjunto de BDs esquecidas dos anos 70 cheias de frescura, rebeldia e prazer criativo, vindas de outras experiências editoriais como Evaristo, O Estripador ou &etc.

Contem com António Pilar, Bruno Scoriels, Carlos BarradasCarlos "Zíngaro", Fernando Relvas, Gracinda, Isabel Lobinho, J.L. Duarte, João Manuel BarrosoNuno Amorim, Paralta & Zé Baganha, Pedro Massano, Pedro Potier, Tito, Zé Paulo (1937-2008), Zepe e ainda António Pinho, Carlos Soares, Jorge Lima Barreto (1949-2011) e Mário-Henrique Leiria (1923-1980) para muita BD psicadélica, urbana, cósmica, mórbida, erótica, pessimista, ácida, crítica, tão ying & yang tal como foi a década de 70 neste país periférico.

Nova paginação! 
Vintage Free! 
Completista!
Uma delícia!!!

(((o)))

9º volume da colecção Mercantologia 
editado por Marcos Farrajota 
arranjo gráfico de Joana Pires
184 páginas a cores 23,5x34cm
Capa com uma bandana


(((o)))

em breve na Utopia, FNAC e Bertrand



Historial: Apresentação no Festival de BD de Beja (29 de Maio) ... Notícia no P3 ... Lançamento no dia 9 de Julho, às 16h na Feira Morta na Bedeteca de Lisboa com as presenças de Marcos Farrajota (editor) e António Pilar, Carlos BarradasCarlos "Zíngaro", Fernando Relvas, J.L. Duarte, Nuno Amorim, Pedro Massano e António Pinho (autores) ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... Notícia no jazz.pt ... Artigo na revista Visão por Sílvia Souto Cunha ... Artigo n'Observador ...






















Feedback: 

Visão looks like an AMAZING magazine - a bit like a Portuguese GARO?! So important that people today see this pioneering work from 40 years ago and BUILD on it and push comics still further. Bravo (...) I see the relationship to Pilote/Metal and of course US comix underground too. As you say daring, radical for the times and politics. This work needs more exposure in Portugal and outside too 
Paul Gravett (via e-mail) 
... 
A Revisão é fascinante, principalmente porque para mim não é revisão nenhuma que só conhecia as bds do Pedro Massano (e o Fardeta do JL Duarte se não me engano). As histórias são algo insubstanciais, mas os desenhos, a diversidade de estilos são um festim. Muito bom. E o livro está muito bem produzido, palmas para os dois. 
M.R. (via e-mail)
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Parabéns pela edição, tá do caralho! Até podes perder dinheiro com a brincadeira, mas o prestígio ninguém te tira! 
Nunsky (via e-mail)
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4 estrelas na Time Out Lisboa
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5 estrelas no Expresso

O Fantasma de Creta e outros contos na El Pep



O novo livro de Rafael Dionísio, chama-se O Fantasma de Creta e Outros Contos

O título é auto-explicativo: são quinze contos que espelham as contradições e dificuldades das relações humanas. Psicologias complexas, relações de poder, eventualmente violentas e sexualidades mais ou menos desviantes. Com uma concisão admirável e uma segura mão narrativa, estes contos são um prazer e, por vezes, contém pequenas e grandes surpresas para o leitor.

Os contos que se reúnem neste livro foram escritos entre 2012 e 2015.
Alguns já viram a luz do dia, em publicações como a Flanzine ou a Nicotina, outros já foram lidos pelo seu autor em público.

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Uma co-edição Bicicleta (selo editorial da Mandrágora) e Chili Com Carne
capa de João Chambel
108p 20x20cm, capa a 2 cores
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PVP: 13€ (50% desconto sócios, lojistas e jornalistas) à venda na loja em linha da Chili Com CarneLeituria, Artes & Letras, Letra Livre, FNAC, Bertrand, Pó dos Livros, El Pep...


Historial: lançado no dia 7 de Abril de 2016 na Leituria

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Evan Parker - X Jazz / ESGOTADO


Evan Parker - X Jazz
graphzine / sketchbook de André Coelho
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24p 16,5x21,5cm, papel verde
impressão a duas cores em risografia pela Mundo Fantasma
com prefácio de Rui Eduardo Paes
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edição limitada de 100 exemplares
ESGOTADO
- talvez hajam ainda exemplares na Mundo Fantasma, Linha de Sombra e Just Indie Comics (Itália) -

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Evan Parker (1944) é um influente saxofonista de Free Jazz, nascido na Inglaterra. Houve um encontro com este músico em Pedrogão Pequeno, em Agosto de 2012, com 17 músicos nacionais do jazz e da livre-improvisação no âmbito do X Jazz – Ciclo de Jazz das Aldeias do Xisto, organizado pelo Jazz Ao Centro Clube com o apoio da ADXTUR.

A residência artística durou toda uma semana, com trabalho dentro de portas durante os dias e concertos à noite em povoações localizadas nas margens do Rio Zêzere. Logo no início, Parker afirmou que não queria dirigir, que estava ali apenas para transmitir a sua experiência e as suas perspectivas da música que utiliza a intuição, a espontaneidade e a interacção de grupo, sem hierarquias, como linhas condutoras. (...) As consequências desta iniciativa têm sido enormes, pois marcou a aplicação em Portugal daquilo que o próprio Parker apresenta como «coisa utópica». Esse foi, de resto, um propósito logo ali anunciado por alguns: por exemplo, o trompetista Luís Vicente adiantou ao jornal Público que tinha de imediato decidido «transportar isto para a minha maneira de tocar e de pensar a música». 

«Deixem espaço para os outros»; «quando ouvirem alguém a introduzir uma ideia, calem-se, dêem-lhe oportunidade»; «toquem menos - não queiram preencher tudo, o ensemble é mais do que cada um dos seus membros»; «ouvir é mais importante do que tocar»; «entrem apenas quando tiverem algo de importante a dizer», «não cortem o caminho dos outros», «se alguém não estiver a fazer-se ouvir, retirem-se»: estas dicas chocalharam com tudo o que se julga que é improvisar, e depressa se percebeu que o alcance da filosofia musical do coordenador desta acção ultrapassava a própria música. 

(...) A memória do que aconteceu em Pedrogão Pequeno ficou registada em texto, áudio, vídeo, fotografia e desenho – o caso presente, pela mão de André Coelho. É uma memória congelada, fixada no tempo, o contrário da efemeridade dos sons que então se produziram. As recordações mentais, essas, estão vivas e continuam a ter um efeito transformador. A influência que Evan Parker nos deixou é uma construção sem fim à vista. - Rui Eduardo Paes in prefácio

Músicos retratados: Angelica Salvi, Gabriel Ferrandini, Gonçalo Falcão, Hugo Antunes, João Camões, João Lobo, João Martins, João Miguel Pereira, João Pais Filipe, Luís Lopes, Luís Vicente, Marcelo dos Reis, Miguel Carvalhais, Miguel Mira, Pedro Sousa, Rodrigo Amado e Travassos.
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A edição foi produzida pela Chili Com Carne e Thisco, sendo o sexto volume da sua colecção THISCOvery CCChannel, dedicada às dimensões (ocultas) da (contra)cultura tendo no seu leque colaborações de Hakim Bey, Rui Eduardo Paes, Critical Art Ensemble, Ewen Chardronnet (Associação dos Astronautas Autónomos), Carl Abrahamsson, The Master Musicians of Joujouka, Ondina Pires, DJ Balli, Hetamoé entre muit@s outr@s...

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Feedback : Lançado no dia 18 de Dezembro de 2015 no Barraca Fest III com a presença do autor e intervenção de Rui Eduardo Paes ... Mais do que uma compilação de esboços do autor, os textos que os acompanham traduzem a súmula dos ensinamentos de Evan Parker, conferindo o tempo aos ensinamentos do músico e dando a ilusão da sequência narrativa dos mesmos, enquanto o leitor vai descobrindo a voz do coordenador que não quer ser ditador. Nuno Sousa ... Looks great! Evan Parker ... impresso a duas em risografia, sendo uma delas um belíssimo cinzento metalizado, que traz reflexos às figuras humanas. (...) Um sucinto mas claríssimo texto de Rui Eduardo Paes cria o necessário contexto para os incautos, mas igualmente para nos fornecer algumas pistas não só em compreender algumas das frases igualmente capturadas por Coelho, mas pequenos gestos subtis que poderão fazer adivinhar as tais harmonias conquistadas: as mãos pousadas sobre os joelhos e os olhos fechados de Parker ao escutar os músicos, um saxofonista a não tocar, o sobrolho carregado de um músico de electrónica, as caretas expectáveis de quem segue num transe de notas, e as misteriosas mãos em posições de mudra, em busca de navegações pelos sons Pedro Moura ... my partner Caroline found it again this morning and worried if I was a bit over weight! Evan Parker 

domingo, 21 de agosto de 2016

A casa dos 10 000 cadáveres

Tarados coleccionadores e outro animais do livro de artista: querem uma máquina do tempo inesperada? Chama-se 10.000 Humans e é de Maiorca, a ilha com mais talentos gráficos por metro quadrado do mundo - Max, Pere Joan, Alex Fito,... e Lluís Juncosa, a cabeça desta editora.

Entre 1989 e 1994 lançou livros e graphzines e parece que nestes últimos anos lembrou-se de promover o trabalho feito e o "fundo de catálogo". O que significa que quem é fã deste tipo de edições passa a ter acesso a uma pequena máquina do tempo, uma vez que os livros estão em excelente estado passados estes anos todos. É mais impressionante quando são edições agrafadas ou manuais (as serigrafadas) mas não o deixa de ser para os álbuns em offset como o Sutze Atlas (1993) um "atlas visual" na esteira punk / surrealista em que Juncosa foi coleccionando imagens várias, de temas completamente diferentes de nascimentos, freaks da natureza, cadáveres, celebridades ou animais vivissecados, fazendo depois uma montagem dos mesmos em várias páginas numa ordem pessoal que oferecem leituras elípticas sobre as imagens. Um livro fora do "normal" do trabalho deste artista.

Se calhar até é o "normal" dele no que respeita a "universo" mas ele é mais conhecido é pelo desenho. Um catálogo como Frenologia, vol.1: Miss Mallorca Über Alles (Museu de Mallorca; 2007) ou o CD de Comelade e Pinhas dão melhor impressão do que é o seu estilo gráfico e temático. Linhas finas e certeiras com vários elementos dispersos, muita escatologia e mutações corporais tiradas da Interzona fazem parte deste autor e não será à toa que ele tenha editado o número 40 (?) do graphzine Elles sont de sortie


Se há um título emblemático do mundo DIY em França é este "ESDS" de Bruno Richard e Pascal Doury (1956-2001) criado em 1976. Contemporâneo do grupo Bazooka e muito anterior ao Hôpital Brut (do Le Dernier Cri), o ESDS é quase um "template" para tudo o que apareceu depois, sendo a sua influência ainda a ser avaliada. Doury abandonou o projecto algures nos anos 80, passando a ser este o meio de produção de Richard (embora a sua assinatura desaparecesse com a sobreposição da sigla ESDS) e os seus desenhos de sexo e violência em batuta de S/M decadente sacado aos Men's Adventures mais Hardcore. O que não impede que de vez em quando (como neste número) aparecessem desenhos de Gary Panter, Doury, Mark Beyer e Bartolomeu Cabot (não é o Juncosa disfarçado? parece!). Resta saber de quem é a autoria das adoráveis fotografias da capa e contra-capa...

Miserere (1991) é uma colecção de desenhos de Miracoloso, aka Fernando Fuentes, ilustrador que fez parte dos gloriosos anos 80 participando na mítica revista Madriz mas também nos anos 90 na singular Nosostros somos los muertos. Álbum de grande formato, junta desenhos em que não se se sabe o destino deles - seriam ilustrações para outros projectos? trabalhos realizados para o prazer do autor? Sombrio e sujo, alguma temática lembra o Filipe Abranches com as distâncias gráficas pois exploram um imaginário sórdido do século XX com homens e mulheres a fingirem uma normalidade ou a posarem para um retrato quando o meio onde vivem parece podre e negro. Um livro que testemunha mais uma vez a qualidade gráfica que sempre existiu na vizinha Espanha.

sábado, 20 de agosto de 2016

Já não sou eu que vivo /// MUNDO FANTASMA até 29 de Outubro




It's no longer I that liveth é um livro sobre ter treze anos em 1986. Relata alguns meses na vida de Francisco Ferreira, entre a região de Lisboa e Évora. Francisco Ferreira tem a pior das idades. Uma idade em que o Deus da infância já não existe e não há ainda outro Deus que o substitua. Uma idade em que já não se brinca e ainda não se tem amigos verdadeiros. Uma idade niilista. Uma idade sem nada. Mesmo assim Ferreira descobre qualquer coisa, agarra-se a qualquer coisa.

inaugurou no passado 6 de Agosto na Galeria da MUNDO FANTASMA [Shopping Center Brasília Avenida da Boavista, 267 1o. Andar, Loja 509/510, Porto] e estará patente até 29 de Outubro

Francisco Sousa Lobo nasceu em 1973, em Moçambique, e vive entre Londres e Falmouth, no Reino Unido. Estudou primeiro arquitectura, depois arte. Em Londres acabou recentemente um doutoramento em arte, em Goldsmiths. Em Falmouth University ensina na licenciatura de Ilustração. Publicou vários livros de banda desenhada: Câmara Escura (Bedeteca de Lisboa; 2003), O Desenhador Defunto / The Dying Draughtsman (Chili Com Carne; 2013), O Andar de Cima (Ar.Co + Chili Com Carne; 2014), I Like Your Art Much (ed. de Autor; 2015), The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros (Chili Com Carne; 2015) e O Problema Francisco (Gulbenkian; 2015), também publicado em Espanha pela Ediciones Valientes. Prepara agora dois novos livros: Os Quarenta Ladrões (inquérito a artistas e críticos sobre a questão da influência) e Nuvem (sobre a Cartuxa de Évora).

ENTRETANTO:


O novo livro de Francisco Sousa Lobo, co-edição entre a Chili Com Carne e a Mundo Fantasma, não saiu na inauguração, devido a atrasos de impressão - o trabalho afinal é, como sempre com as BDs de Sousa Lobo, extenso... São 88 páginas e a duas cores, o que requer tempo quando se imprime em risografia.

Redigido em inglês e impresso sobre papel Munken Pure de 130g, numa edição limitada a 300 exemplares, este livro custará 15€ - desconto de 30% para sócios da Chili Com Carne.
Aceitam-se encomendas deste livro para o e-mail ccc@chilicomcarne.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ya drunken bastards

O Damas é o spot nocturno de Lisboa... concertos potentes que acontecem neste bar!!! Já devia ter escrito sobre os ingleses Sly & Family Drone que foram dos últimos bons concertos que vi por lá e que fiquei parvo - já foi em Abril... O LP Unnecessary Woe (auto-edição; 2013) é a tentativa de capturar uma banda que tem de ser ouvida/ vista ao vivo. Não é porque um dos elementos da banda suba de cuecas para cima do amplificador que convence a ir ao concerto - não é uma bela visão, o rapaz tem um barriga de cerveja digna de um Pub - mas porque o som deles começa com uma maquinaria que faz (muito) barulho à qual acompanha uma bateria, que mais tarde ou mais cedo costuma ser desmembrada para o público tocar nela, numa espécie de festa tribal com a vantagem de quem começou o evento comunal não quer tocar Bob Dylan nem músicas de escuteiros. A cacofonia aparece desta anarquia polirrítmica de bêbados, punks, betinhas e índios todos felizes de participarem em comunhão na chinfrineira. Estou a ser cínico... qual foi a última vez que um concerto foi realmente divertido? Se tal parede de som pode ser difícil de reproduzir para um disco de estúdio, deve-se afirmar que estes bêbados do caralho da banda conseguiram! Voltem cá, pagamos as bebidas e por discos novos que tenham!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

TendaGruta em k7 ... finalmente!!!


TendaGruta é um projecto de S.G. e André Coelho que participou na banda sonora do "comix-remix" Futuro Primitivo e que em Maio vai ter uma edição física (uma k7) pela Dissociated Records - assim, uma casa paralela da Signal Rex para sons "malaikos":

A new division of Signal Rex devoted to challenging, far-out sounds, Dissociated Records is proud to present Tendagruta's Ensalmo do Sargaço on the Amplifest

Recorded in several locations between 2010 and 2012, Ensalmo do Sargaço gathers several tracks that were dissected and scattered through compilations or presented individually in several occasions and emissions. Across its six sprawling tracks, Tendagruta conjure a completely alien soundworld where vibrations both drift up from the abyss and descend from the cosmos; between those two disparate locales, the tones are minced in a manner most post-industrial. 

The aura thus created by Ensalmo do Sargaço is one of dislocation and disembodiedness, endlessly ringing rituals that penetrate the soul and instill smeared, bleary visions of a past that never existed and a future that already was. 

Of these six sprawls of sinister-yet-sensuous sound, Urfuto Tripimivo was originally published online by Chili ComCarne / You Are Not Stealing Records on the soundtrack compilation for the book Futuro Primitivo in 2011, and Il Culta was originally published on the Aural Bowels CD compilation by Latrina do Chifrudo / Soopa / Let's Go To War in 2010. 

Limited to 50 professional black cassettes, delivered with animal bones, the body has now been reassembled.

A Associação Chili Com Carne vai ter 5 cópias para quem quiser adquirir 
- aceitam-se reservas para o e-mail: ccc @ chilicomcarne . com

FuTuRo prImItIvO últimos 24 EXemPlares ... fucking mutants!


UMA antologia ____________de BANDA DESENHADA
$$$  de artistas da Associação CHILI COM CARNE
€€€ a saber : :: Lucas Almeida, Ana Ribeiro, Manuel Pereira, João Ortega, Inês Cóias, Daniel Seabra Lopes, Marco
Moreira, João Chambel, Ana Menezes, André Coelho, João Maio
Pinto, Andreia Rechena, Bruno Borges, Rafael Gouveia, David Campos, Sílvia Rodrigues, Pepe

delrey, José Feitor, ________Natália Andrade com Christina Casnellie, Uganda Lebre, André Lemos, Bráulio
Amado, Gonçalo Duarte, Jucifer, Ana Menezes, Afonso Ferreira, Marcos Farrajota, Rudolfo, Ricardo Martins e Pedro Brito, e ainda participações CADÁVERES-ESQUISITOS com Mattias Elftorp
+ Sofia Lindh (SUÉCIA), Cláudia Guerreiro, Filipe Quaresma, Nevada Hill (EUA), Pedro Zamith, Margarida Borges, Jarno Latva-Nikkola
(FINLÂNDIA), Silas, André Ruivo, Rita Braga, Susa Monteiro (BEJA!) e Valério Bindi + MP5 (ITÁLIA)... mis

turados por unDJ MMMNNNRRRG.
\\\
Lançamento e Exposição dos originais no Festival de BD de Beja (28 Maio a 12 de Junho 2011);  CRACK 3D 2011 & HELSINGIN 26. SARJAKUVAFESTIVAALIT (5TH SepTemBER - 1ST OCtoberrr) then M¨¨älmo /ISV (14th October - 4th November) ; TEXXXXXXXXXXXAS ... 666 de April 2012 :;:;:;:;:;:;: PORTLAND at floating world comics 777 june 2012;; BReiZZZIL (808 2012 na PREgO); Barcel0na at FATbottom Books  (marÇho 15thmarch a 11 maio 2013) y SS. paulo no UGRA zine FesT (6-7abril2013).

...
... 160 p.
16,5 x 23cm p/b, capa a cores ... Capa & Design: Margarida Borges ...
Retratos mutantes dos __________________ autores: João Paulo Nóbrega ... apoios da Bedeteca de Beja, Instituto Português de Juventude, Sociedade___________Finlandesa de BD, Sociedade Sueca de BD,
Wormgod e You Are Not Stealing Records.
!!!
PVP: 15€ (50% desconto para sócios da CCC,
jornalistas e lojas) à venda na shop da CCC, Fábrica Features, , Munddo Fantasma, §  Letra LIvre (na zzzzzDB) e STAaaaALPLAaaaAT und neuroTITAN y Bolido de FUego e na
Artes & Letras , RRRRastilhuuu, e BLACK_MAMBA_vegan_metal


§§
EXTRAS

Foi feita uma banda sonora (inicialmente para a exposição
entretanto extensível ao livro) com as colaborações de André Ruivo, Somália, J. Ortega, TendaGruta, Te Voy
a Matar, John P-Cabasa,
J
M
P
, Marte &&&&&&&&& Stealing Orchestra, zZZOUNDZZz, Pepedelrey, Rita Braga, Pedro Sousa, Ondina Pires, Cospe, _________ Chiby Shit Plan e Assinante 35278/TW ### é gratis e pode ser descarregada em
You Are Not Stealing Records


valerio bindi + mp5


uganda lebre
ana menezes
lucas almeida
daniel lopes
andré coelho
João Chambel