sexta-feira, 25 de maio de 2018

pentângulo@festival.de.beja


Estaremos neste festival de BD com uma exposição do Pentângulo, ou seja, originais de BD publicadas nesta antologia co-editada com a escola Ar.Co.
Algumas edições estarão lá no mercado e é isso...

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Retratos / metade da edição esgotada! Na Bruaá!


Retratos
de

É o 41º Volume das edições MMMNNNRRRG / The Inspector Cheese AdventuresO design é de Jorge SilvaTem uma dimensão extravagante, em jeito de A3. 29,5 x 41 cm.

Grande e pleno, com 11 retratos onde o pastel não teme sujar o papel. Retratos como eram os dos reis, do clero; mais tarde dos ricos comerciantes e burgueses; depois do povo, dos vizinhos, da família… André Ruivo preenche o olhar do leitor com a expressão celular do pastel de óleo. Obriga-nos a ver a pele das páginas, completa-nos a interpretação dessa coisa inusitada que é olhar o olhar dos outros pela luz da criatividade. E, estranhamente, fá-lo de um modo «clássico». 

É Grande e Colorido!

O mais recente livro de André Ruivo, uma edição da MMMNNNRRRG com a colaboração da The Inspector Cheese Adventures, é uma publicação A3, sem informação na capa quanto ao título ou ao autor, que promete criar incómodo entre os livreiros menos dados a formatos não normalizados. Sem ironia, o formato cumpre aquele que parece ser o desígnio principal deste livro, o de colocar o leitor frente a frente com uma galeria de personagens que perscrutam e se deixam perscrutar, uma espécie de janela para os rostos de outros que acaba por transformar-se em espelho da nossa vontade de conhecer quem nos vê e, nesse gesto, de nos conhecermos um pouco a nós. 
Se todos somos muitos e diferentes eus ao longo da vida (ao longo de um dia?), estes Retratos são um desfile de rostos que tanto podem ser galeria como reflexos múltiplos de uma só identidade. 

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à venda na loja virtual da Chili Com Carne e na Linha de Sombra, Nova Livraria Francesa, Artes & Letras, Matéria Prima, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), Tigre de PapelYou to You, Inc, Tasca Mastai, Black MambaIt's a Book, Mundo Fantasma e Bruaá.
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Lançado oficialmente na It's a Book, no dia 25 de Abril de 2018
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seja como for há 300 exemplares apenas, muitos já foram à vida!
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The format is incredible, beautiful object.
Jean-Christophe Menu dixit





fotos realizadas pela designer Giulia Garbin



Sobre o autor:

Nasceu em 1977 em Lisboa onde reside. Licenciado em Design de Comunicação pela FBAUL. Colaborou como ilustrador para o Público, O Independente, Combate, Visão, Ler e Op. Tirou Mestrado em Cinema de Animação pelo Royal College of Art em Londres, Inglaterra (Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian) e realizou os filmes A Fantasista (2003), Art (2005), A First year Film (2005), A Second year Film (2006), Januário e a Guerra (2008), It´s Moving (2010), O Dilúvio (2011), O Campo à Beira Mar (2014) e O Circo (2017).

Como músico é mais conhecido pela banda Rollana Beat e editou dois discos a solo. Editou o fanzine Camaleão (1993), participou nas CriCa Ilustrada com ilustração e BD, fez a capa de Algumas Pessoas Depois (de Rafael Dionísio) e participou no Futuro Primitivo com BD e música.
No dia 1 de Abril 2012 foi lançado o livro Mistery Park, um caderno de desenhos realizados em Londres em 2006, pela Chili Com Carne e The Inspector Cheese Adventures. Em 2017 saiu o Break Dance pela MMMNNNRRRG.

Bibliografia: Sleuth Hound Song = A canção do cão raivoso (colecção 7", The Inspector Cheese Adventures; 1998), Bug (col. Imagens de Bolso; Bedeteca de Lisboa; 2001), Biblioteca (The Inspector Cheese Adventures; 2011), Mystery Park (colecção CCC, Chili Com Carne + The Inspector Cheese Adventures; 2012), Gangsters (The Inspector Cheese Adventures, 2012), Há uma altura do dia (The Inspector Cheese Adventures; 2014), Breakdance (MMMNNNRRRG + The Inspector Cheese Adventures; 2015), Holland Park, Denmark Street (TICA; 2017), Retratos (MMMNNNRRRG + The Inspector Cheese Adventures; 2017),... colectivos: Ilustração Portuguesa (Bedeteca de Lisboa; 1998-2004), Mis primeras 80.000 palabras (Media Vaca; 2002), Futuro Primitivo (colecção CCC, Chili Com Carne; 2011), Bienal de Iustração de Guimarães (C.M. Guimarães; 2017).

FrankenBalli @ Corriere della Sera


Cancer @ Bestiário / O Nojo


CANCER
de / by
Tilda Markström

publicado / published by
MMMNNNRRRG

112p. 4 cores, 21,5x27 cm ao baixo, capa dura 4 cores / 128 p. 4 colours print, 21,5x27cm hardcover book
500 exemplares / 500 copies
Livro de desenho com textos em bilingue (português / inglês) / Picture book in portuguese and English




Tilda Markström (1923 – 2012) Nasceu em Ystad, Sul da Suécia. 1955. Acaba o curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Estocolmo. 1960. Frequenta a FOTOSKOLAN, Escola de Fotografia de Estocolmo (fundada e dirigida pelo Mestre Christer Strömholm). 1965. Viagens (Europa e Estados Unidos). 1968 a 1973. Reside em Londres. Primeiras exposições. 1974. Regressa à Suécia e passa a viver em Estocolmo. Realiza exposições de Pintura, Fotografia, ilustra livros, escreve para jornais e revistas culturais. 1996. Fixa residência em Ystad embora mantenha a casa de Estocolmo. / Born in Ystad, Southern Sweden. 1955. Graduated in painting in the School of Fine Arts in Stockholm. 1960. Attended FOTOSKOLAN, Stockholm School of Phtography (founded and directed by Christer Strömholm). 1965. Trips (Europe and United States). 1968 to 1973. Lived in London. First exhibitions. 1974. Back to Sweden, went to live in Stockholm. Held painting and photography exhibitions, illustrated books, wrote for newspapers and cultural magazines. 1996. Settled in Ystad,but kept her house in Stockholm.

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à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na Linha de Sombra (Cinemateca de Lisboa), Tasca Mastai, Mundo Fantasma (Porto), Matéria Prima (Porto), Artes & Letras, LAC, Blau (Fa. Arquitectura de Lx), You to You, Bertrand, Black Mamba Letra LivreBUY @ Chili Com Carne online shop and Desert Island (NY), Le Bal des Ardents (Lyon)...

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Há temas mais duros e difíceis do que outros. Há mesmo temas que não sabemos sequer como começar a abordar; ou como reagir se outros os abordam, sobretudo quando os abordam de forma simultaneamente crua e inteligente. Mas há também um preço a pagar pelo silêncio, pelo arrumar de problemas onde (esperemos) não nos assombrem. 
Expresso
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Assinado por uma pintora e ilustradora sueca, já falecida, Cancer compõe uma narrativa visual, dolorosa e comovente, sobre uma mulher que sofre de cancro da mama. A narrativa, intuímos no final do livro, é criada pela sua companheira, a própria Tilda Markström, num tom objectivo, atento aos gestos do quotidiano e profundamente dilacerado. (...) Este será um livro sobre o cancro, mas não há aqui pedagogia ou avisos sobre a saúde e o que fazer com ela. Este é, portanto, um livro sobre o amor e a morte, talvez os únicos temas que nos atormentam com eficácia desde sempre sem que nada altere a necessidade de a eles regressar. Que Tilda Markström seja um heterónimo numa constelação de autores inventados por um pintor e ilustrador português nada acrescenta à leitura de um livro tão avassalador — e tão profundamente belo — como este.
Sara Figueiredo Costa in Blimunda
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(...) este livro vem corajosamente provar que a arte pode às vezes ter a última palavra.
5 estrelas
Manuel de Freitas in Expresso
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Se tivesse de destacar um livro ilustrado (para adultos), optaria pelo terrível Cancer, de Tilda Markström (na verdade Tiago Manuel), e pelo modo como alguém consegue lidar gráfica e visualmente com uma memória íntima terrível, uma história pessoal marcada pela perda. Não deixe de conhecer este livro, de indesmentível qualidade estética e humana.
José António Gomes in Abril a Abril
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Mesmo cuidadosamente envelopado, como só ele sabe, o mais recente volume da obra polimórfica do mano Tiago [Manuel], no caso atribuído à sueca Tilda Markström, tem uma mossa na capa e nos primeiros cadernos. Uma marca que logo interrompem a circulação de azul em torno da palavra-título: Cancer (ed. Mmmnnnrrrg). Impossível não ver nisto um sinal, uma semiótica dos acasos. A viagem marcou-o. Uma cicatriz, portanto. Com uma força extraordinária, aliás comum nos seus trabalhos, o Tiago desenvolve o álbum em sucessão de imagens que obedecem a perspectiva única: um alto pode-se tornar o ponto, o cerne que nos muda a textura do corpo e do mundo. O entorno vai ganhando texturas e padrões, os mamilos e as veias transfiguram-se na linguagem que nos rodeia, que nos cerca, que nos atrai a rede cada vez mais apertada, cenário no qual tudo diz e é sinal da morte. Sem palavras, sem nunca dizer cancro em português, língua que tem por costume evitá-la, substituí-la, coisificá-la. As linhas da cicatriz transfiguraram-se em rarefeito contorno onde acomodar as sombras que a doença ainda permite. No fecho, três textos curtos, páginas arrancadas a um diário. «Já não é possível voltar ao paraíso de onde fui expulsa pela morte». Dolorosíssimo testemunho em carne viva de um íntimo processo, viagem que a todos nos toca, tocou, tocará.
João Paulo Cotrim Macau Hoje
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Edição bilingue, português-inglês, de um livro ilustrado assinado por uma artista sueca e compondo uma narrativa sobre uma mulher, a companheira da autora, que sofre de cancro da mama. Sem pedagogias, Cancer é um livro belo e avassalador sobre o amor e a morte, mas também sobre a memória e o modo como esta nos constrói. 
Sara Figueiredo Costa in Parágrafo
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(...) como o luto corroí - pois vive de uma fixação ao podre, não necessariamente ao defunto, mas ao que se putrifica intrinsecamente -, pode apresentar diferentes configurações: é a desfiguração física daquele que é próximo, que passa a inscrever-se num corpo corrompido e devorado pela morte, como desenha Tilda Markström em Cancer.
António Baião in Bestiário #1 / O Nojo



terça-feira, 22 de maio de 2018

Break Dance - últimos 100 exemplares!!!


Break Dance
de
André Ruivo

28º volume da MMMNNNRRRG, co-editado com The Inspector Cheese Adventures
Design: Jorge Silva / Silva Designers
120p A4 a cores, 18,5x28,5cm, capa a cores
ISBN: 978-972-8515-31-7

Apoio: Delta Cafés

à venda na loja em linha da Chili Com Carne, Linha de Sombra, Nouvelle Librairie Française, Artes & Letras, Mundo Fantasma, Distopia, Matéria Prima, livraria da Fundação Serralves, Bertrand, ZDB, Tasca MastaiCAPCUtopiaBlack Mamba, Tigre de PapelLAC (Lagos), Louvre Michaelense, Gateway City Comics, Livraria do Simão (Escadinhas de s. Cristóvão, Lx) e Inc.

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André Ruivo regressa com um terceiro livro de desenhos - se ignorarmos os vários volumes mais modestos no mundo dos fanzines e edição de autor que entretanto saíram - desta vez sob chancela da MMMNNNRRRG

A parceria com esta editora de "só para gente bruta" parece óbvia, os desenhos de Ruivo exploram um grafismo descomprometido e espontâneo que só se encontra no mundo da Art Brut

Neste grosso volume aparecem dezenas de desenhos que tropeçam na flânerie de Ruivo pelas ruas de Londres com o gozo estético Ruivo pelo Yellow Submarine e o gosto pelos gestos mundanos à Tati. Daí que no livro de folhas de cadernos pautados e quadriculados cabem todas extravagâncias e absurdos, de homens-canídeos-vestidos-vai-chover, burkas-para-fumadores, swingers-pouco-convictos, gente-desconfiada-armada-em-mimos, enfim uma multidão de personagens anónimas que ninguém quererá abordá-las - nunca!. 

Parece ser um livro "fixe" mas não é! A MMMNNNRRRG só edita má onda... e se calhar este deveria ser o nosso segundo slogan!

Feedback: 

I like it a lot. a true/false sketchbook 
Jean-Christophe Menu

Liberdade! Coisa única para o homem e respectiva sobrevivência. É esta a demonstração oferecida pelo recente livro de André Ruivo. Break dance. Mas tomem atenção, muita atenção! Não leiam estas ilustrações como desperdício infantil que ocupa muito do espaço psicanalítico da Arte com redes paternalistas de segurança ou acusações iradas contra um passado qualquer. As páginas finais, suspensas nos traços compactos de esferográfica preta, são dessa história prova e redenção! As pontes executadas pelos traços, ilusoriamente descomprometidos e insconscientes, lançam para dentro de nós as hifas de um futuro que gostamos de ter na mão. Doa a quem doer! 

Lançamento na Flur no dia 8 de Dezembro 2015

Ruivo continua na sua exploração de abarcar o mundo, uma página de cada vez. Há algo de infantil nesta espécie de alegria em ocupar uma folha com um desenho e nada mais, declará-lo terminado e passar ao próximo. Todos em papel pautado, estes desenhos são criados a esferográfica, lápis ou lápis de cor, e quase sempre de figuras isoladas, umas paradas, outras em movimentos. Retratos, talvez, de personagens que misturarão alguma capacidade de observação do autor às mais estranhas idiossincrasias das pessoas reais e uma boa dose de inventabilidade no momento do próprio desenho. Para o final do volume, ao invés de transeuntes sob a forma de semi-palhaços ou amantes de camisolas de lã tricotadas e coloridas, começam a ocupar mais espaço personagens de fartas cabeleiras, cobertas com mantos, capas, burkas, sacos de plástico ou surgindo em silhueta, em manchas cada vez mais envolventes de esferográfica preta riscada com alguma intensidade (é visível o volume imposto ao papel, embolado, pela acumulação de linhas e tinta). 

Break Dance é uma galeria de seres humanos ou representações pós-humanas. Nós os monstros humanos. Uma edição da MMMNNNRRRG, do editor alternativo com mais anos de teimosia de banda desenhada e de ilustração, também amado e conhecido entre nós como pior desenhador do mundo. 
Alice Geirinhas (via Facebook) 

Um conjunto de desenhos onde predomina o traço espontâneo, riscado e colorido sobre papel pautado ou quadriculado, que resulta das deambulações do autor pelas ruas de Londres. Depois de várias incursões pelo mundo dos fanzines e da auto-edição, André Ruivo regressa aos livros e volta a confirmar o seu valor no panorama da ilustração e da banda desenhada portuguesas. 

4 estrelas  

Para lá das referências que emergem sob um olhar atento (Robert Crumb, Philip Guston, Kafka, Robert Balser, criador dos terríveis Blues Meanies do filme Yellow Submarine, de 1968), há uma que salta do papel: a cultura urbana. As actuações de breakdance de rua sempre me fascinaram. Os movimentos quebrados, repetitivos, quase máquinas, a deformação do corpo. Acho que os breakdancers apanham bem uma certa loucura dos gestos repetitivos quotidianos, das pessoas mecânicas”. 


um caderno de desenhos de André Ruivo, muito bem recriado na sua espontaneidade construída, e no qual se retratam, de forma independente, diversas personagens claramente humanas em diversas actividades, mas distorcidas até ao limiar do grotesco. As distorções parecem indicar, quer interpretações impressionistas do autor sobre pessoas eventualmente reais, e de como se expõem/ escondem/ revelam em público, quer uma vertente libertária de experimentar a forma humana sem explicações. Individualizadas, é inevitável no entanto que a sequência de ilustrações sugira ao leitor um retrato global. Se sobre as figuras representadas, se sobre o autor seria outra discussão.
Jornal de Letras

O Break Dance do André Ruivo está qualquer coisa, penso que é do lápis de cor e da caneta bic... ando a conter-me para não observar mais do que 10 páginas por dia. O que é mais engraçado é que tenho a sensação que já me cruzei na rua com algumas personagens deste livro. E obrigado pelo desenho do Ollie, um pouco mais gordo e estava que nem uma foto :)
Kevin Claro (via e-mail)

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PREVIEW:
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sobre o autor: 

nasceu em 1977 em Lisboa onde reside. Licenciado em Design de Comunicação pela FBAUL. Colaborou como ilustrador para o Público, O Independente, Combate, Visão, Ler e Op. Tirou Mestrado em Cinema de Animação pelo Royal College of Art em Londres, Inglaterra (Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian) e realizou os filmes A Fantasista (2003), Art (2005), A First year Film (2005), A Second year Film (2006), Januário e a Guerra (2008), It´s Moving (2010), O Dilúvio (2011) e O Campo à Beira Mar (2014).

Como músico é mais conhecido pela banda Rollana Beat e editou dois discos a solo. Editou o fanzine Camaleão (1993), participou nas CriCa Ilustrada com ilustração e BD, fez a capa de Algumas Pessoas Depois (de Rafael Dionísio) e participou no Futuro Primitivo com BD e música. No dia 1 de Abril 2012 foi lançado o livro Mistery Park, um caderno de desenhos realizados em Londres em 2006, pela Chili Com Carne e The Inspector Cheese Adventures.

Bibliografia: Sleuth Hound Song = A canção do cão raivoso (colecção 7", The Inspector Cheese Adventures; 1998), Bug (col. Imagens de Bolso; Bedeteca de Lisboa; 2001), Biblioteca (The Inspector Cheese Adventures; 2011), Mystery Park (colecção CCC, Chili Com Carne + The Inspector Cheese Adventures; 2012), Gangsters (The Inspector Cheese Adventures, 2012), Há uma altura do dia (The Inspector Cheese Adventures; 2014), Breakdance (MMMNNNRRRG + The Inspector Cheese Adventures; 2015), Retratos (MMMNNNRRRG + The Inspector Cheese Adventures; 2017) colectivos: Ilustração Portuguesa (Bedeteca de Lisboa; 1998-2004), Mis primeras 80.000 palabras (Media Vaca; 2002), Futuro Primitivo (colecção CCC, Chili Com Carne; 2011)

Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus : micro-literature, hyper-mashup, Sonic Belligeranza records 17th anniversary @ PRAXIS RECORDS

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1818: first edition of Mary Shelley's Frankenstein


2018: many horrific applications of technology (social network for example with their push to have people volunteering their time and creativity for their IT business purpose, they are represented in the book by @maryshelley.fr, not to mention the applications of technology like breakcore and the other musical sub-style, or the society of spectacle created monster Bally Corgan).





Frankenstein, or the 8 Bit Prometheus
micro-literature, hyper-mashup, Sonic Belligeranza records 17th anniversary 
by 
Riccardo Balli



Volume +06 of THISCOvery CCChannel collection published by Chili Com Carne and Thisco140p. b/w with illustrations and photographs. Full color cover. IN ENGLISH. Cover art, illustrations & design by Rudolfo.


buy @ Chili Com Carne online storeGalleria Più (Bologna), Tasca Mastai (Lisboa), Linha de Sombra (Lisboa), Tigre de Papel (Lisboa), Praxis (Berlin), Megastore by Largo (Lisboa), Artes & Letras (Lisboa), Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão, Lisboa), MOB (Lisboa), Glam-O-Rama (Lisboa), Black Mamba (Porto), Toolbox (France - soon), Le Bal des Ardents (Lyon), Matéria Prima (Porto), Bertrand (Portugal), ...

Released on 6th April 2018 @ Rauchhaus, Berlin ... mention at Bandcamp article about Extratone genre ... 

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After having whistled quite a number of 8-bit versions of famous pop songs, and delighted his ears with chip-tune covers of black metal and classical music, Riccardo Balli thought it was about time to extend micro-music aesthetics to literature, and remix Mary Shelley's classic accordingly. 


Through some sort of low-resolution séance, the author evoked the spirit of corpse reviver Giovanni Aldini (1762-1834), credited for having inspired The Modern Prometheus. Aldini tells a compressed version of the original Frankenstein, exposing its language to retro-gaming jargon and simplifying the plot as if it were an arcade game.


The aforementioned 18th-century electrifier was the nephew of eminent Bolognese scientist Luigi Galvani. Also from MIDIevil Bologna is DJ Balli's electronic music label Sonic Belligeranza, whose 17 years of existence (2000-2017) this volume celebrates with 17 texts that explore the multitude of contradictory sounds constituting the corpse of this Sonic Frankenstein.


Send him an impulse from your Game-Boy! BLEEEEEEEEEEEP! 



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DJ Balli (1972) is a DJ/ producer, and founder of the label Sonic Belligeranza.
A true fundamentalist of Breakcore since year zero of this non-genre of music, as the style was getting more and more codified, he progressively tried to personify its attitude and even bring it outside of audio realms. Hence following the motto of M(C)ary Shell8Bit "Every cacophony is possible, infect the Underground!", the creation in his lab a la Bolognese of Sound Monsters such as skateboard-noise, gangsta-opera and his infamous poetry readings pretending to be Billy Corgan from The Smashing Pumpkins.
Riccardo Balli is also active as a writer: Anche Tu Astronauta (1998), Apocalypso Disco (2013), Frankenstein Goes to Holocaust (2016), all in Italian, this is his first full-length book in English.

Noitadas, Deprês & Bubas / QUASE ESGOTADO



«É extremamente difícil escrever um livro medíocre. O livro conseguido está na ordem do dia. Falhar em literatura é um gesto de pura rebeldia. Um péssimo romance é um acto de terrorismo. Só uma miopia extrema, ainda assim facilmente corrigível, pode conduzir ao desastre. A possibilidade de errar foi reduzida ao mínimo indispensável que mantém as aparências e evita o escândalo. Só nos resta escrever livros certos e vendê-los a um público certo. Um público obedientemente entusiástico e atento. (...) O que antes era puro empirismo ou um difuso ritual feiticista tem agora um método de infabilidade. A improvisação e o gesto institivo estão desactualizados. Pior, são nefastos. O escritor deve actuar com rigidez e concisão. O êxito é a meta. O êxito é a única saída.» - Artur Portela, filho in Feira das Vaidades (Atlântida Editora; 1959)

É com palavras da juventude de "alguém que foi para a Alta Autoridade para a Comunicação Social", que apresentamos um livro novo de Marcos Farrajota. De novo quase nada têm, a não ser uma bd inédita de 10 páginas (para o #5 do zine A Mosca que nunca chegou a sair), porque o livro insere-se na colecção Mercantologia, uma colecção da Chili Com Carne dedicada à reedição de bd's perdidas no mundo dos zines.

São bd's autobiográficas de Farrajota, publicadas entre 1995 e 1997, nos números (esgotados) 6 ao 12 do Mesinha de Cabeceira, antecedentes ao É sempre demais... (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), apresentam o grosso da exploração da autobiografia no seu trabalho. Género esse pouco habitual em Portugal, mesmo depois do "boom" e da implosão da bd portuguesa, ao qual o autor acabou por subverter e abandonar gradualmente.

E como na vida, há de tudo nestas bd's: sexo juvenil, amores de recorte Primavera/ Verão, uso de drogas leves, vida suburbana em Cascais, relações sociais (envolvendo desde vários autores de bd a músicos como os Primitive Reason), deambulações urbano-filosóficas de quem andava à toa, rapinanços de conteúdos alheios (Mão Morta, Julie Doucet, Einstürzende Neubauten, Madman) e participações alheias de amigos - como acontece na bd Die Fliege II com textos de Miguel Caldas....
volume 3 da Colecção Mercantologia ... 72p. p/b 21x22,5 cm, capa a cores, edição brochada ... com prefácio de Daniel Lopes e apoio técnico de Pepedelrey... apoio: Instituto Português de Juventude
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algumas páginas aqui.
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Últimos 33 exemplares à venda no site da CCC, BdMania, Fábrica Features, Matéria Prima, Mongorhead, Mundo Fantasma, Artes & LetrasTigre de Papel e Neurotitan.
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historial: Comemoração 9 dos 10 anos da Chili Com Carne ... Lançado na 10ª Feira Laica ... Nomeado como Melhor Argumento Nacional pelos Troféus Central Comics ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ...

feedback: Os meus sinceros parabéns por teres sempre conseguido pôr a alma a nu, sem concessões nem comiseração! Ondina, The Great Lesbian Show ... É excelente sem favor! Belo trabalho! João Chambel, co-autor de Heróis da Literatura Portuguesa ... os registos variam, da autobiografia à crítica ou ensaio sarcástico, a fantasias sexuais. Também em termos formais ultrapassa o desenho para explorar a colagem, faz citações a partir do uso de fotografias, bocados de outras b.d.’s (caso do período gigante da Julie Doucet ou capa do Kill Your Boyfriend), letras de música, cartões da J.S., que cruza com apontamentos do seu diário gráfico. Afonso Cortez-Pinto in Umbigo [ler aqui artigo completo] ... é o delírio, mesmo! excelente a tua ideia de compilares tudo e editares. dei comigo a rir sozinho enquanto via o teu livro (e a rever-me em algumas das situações ;) tens ali um documento de grande fôlego (e talvez seja o livro de BD menos pretensioso que alguma vez vi ;) e isso dá-lhe uma força brutal. agora é pensares numa compilação "não tavas lá?!" e coleção de discos UnDj... daqui por mais um 10 anitos!! Nuno Moita, Grain of Sound


+ feedback: Acho que agora te fiquei a conhecer perfeitamente! Eh, eh, eh! Tiago Guillul, FlorCaveira ... é necessário tomar em conta que os acontecimentos retratados nestes pequenos episódios, alguns solitários – a própria criação dos trabalhos, a masturbação, as migalhas, as paranóias dos charros, as fantasias mentais, as reflexões sobre a vida – outros colectivos – saídas à noite, festas, concertos, passeios, férias, conversas – vivem em torno de uma cultura noctívaga, de um certo grau de rebeldia em relação à imposição da “normalidade social”, de uma ansiedade em relação ao futuro e àquilo a que nos parece obrigar, que se revela no próprio modo de trabalhar a banda desenhada: os traços nervosos, a flutuação dos estilos, as complicadas ou grotescas composição de página, as inclusões de material alheio (...), as diatribes contra a “normalização” aventada acima, etc. Pedro Moura in Ler BD ... Gostei muito, irmão! Bacana! Jakob Klemencic, autor esloveno de férias em Curitiba! ... O livro está do caralho!! Lembro-me de uma ou outra coisa mas ler tudo de uma só vez é completamente diferente. Li aquilo em duas vezes e a meio já ganhava o hábito de andar a rodar o livro para ler as letrinhas no fundo e referências. Acho que as histórias funcionam bem melhor num todo do que fragmentadas! Gostei particularmente da do ano 2000, o pesadelo da droga (ainda sonho com isso!!) e aquela sobre nosso Portugal está brilhante (mesmo que tenhas gamado o texto!). A do Salão do Porto fez-me lembrar montes de coisas dessa altura, acho que esse foi o melhor festival que fizemos cá! Está tudo muito porreiro, desde a história das calinadas (hehe) até às desventuras amorosas. O problema da BD autobiográfica é o de se descobrirem os podres todos: vodka na cona é naquela... mas cartões do PS?? arrggghh Hei, quando é que sai o próximo?? Rui Ricardo, ilustrador ... parecem polaroids dessa década. muito fumo de charros, mão morta, fantasias na carreira do 414? sem guita, música em altos berros, existencial. um trabalho interno rico e muito interessante que não começa nem acaba com este livro. in thefootballer-vs-thepugilist.blogspot.com ... it's crazy. I liked it. It is something in between Andrea Pazienza and Edika MP5, ilustradora italiana ... pura “BD Gonzo”, híbrida entre o egocentrismo de Hunter S. Thompson e a semi-psicopatia de Larry David David Soares, escritor ... gostei do livro, acho que foi mesmo boa ideia compilar tudo numa mesma edição. Apanhei uma valente gripe (...) e as primeiras gargalhadas, foram provocadas pela leitura de tiradas tuas decorrentes das vicissitudes da tua lúgubre existência. A “tua dor de braço” ser uma possível doença psicossomática resultante da tua timidez, quase que me deslocava os maxilares. Paulo, Division House MAS COM RESPEITO AO TEU LIVRO, ESTA LIDO E DIGERIDO. (...) FIQUEI COM BOA IMPRESSAO DO AUTOR. UMA PESSOA HUMILDE, QUE DEMONSTRA CUIDADOS MUITO HUMANOS NO TRACTO COM OS OUTROS, ESPECIALMENTE COM AS MULHERES; QUE DEMONSTRA INTERESSES ALTRIUSTAS PARA ALEM DO CULTO DA POPCULTURE, UMA GRANDE QUALIDADE EM DEGENERAÇAO NOWADAYS; QUE DEMOSNTRA SABER COMUNICAR-SE COM O MEIO FISICO E SOCIAL INTERCAMBIADO AS SUAS FRAILIDADES E DEBILIDADES (UMA VEZES MELHOR OUTRAS VEZES PIOR É CERTO), O QUE O MANTEM NUM PROCESSO CONSTRUTIVO DE AMADURECIMENTO E CRESCIMENTO EXISTENCIAL MUITO VALIOSO; ESSENCIALMENTE DEMONSTRA GRANDES QUALIDADES PARA DOMINAR UM TIPO DE DESENHO LIVRE QUE EU PARTICULARMENTE APRECIO EM CONJUNTO COM O SEU GREEDY MEAN WAY EM QUE SE AUTO-CRITICA TORNAM O TEMA "EGOCENTRISMO" MUITO INTERESSANTE IN A FUNNY WAY, E ATÉ EDUCATIVO, E A LEITURA VIVA, RICA E ...ESSENCIAL! VERA SUCHANKOVA ... Gostei muito do teu livro, o periodo em que foram escritas as tuas histórias corresponde à altura em que vivi em Lisboa e identifico-me com muitas das coisas de que falas(música, timidez, charros, copos, filmes....) André Ferreira, Ao Sabor da Leitura / Goran Titol ... Back then, the guy was young; he thought important to write down the names of fave bands as many times as possible (the way less creative colleagues do on schoolbags and tables (...) occasional innovative solutions in using and combining words and pictures, that several times reach across the standard comic language in Stripburger #48... Bom, o pacote chegou (...) Caí primeiro no seu porque foi uma surpresa, não esperava por isso, não sabia que você estava preparando um livro e é realmente muito bom, ainda estou nele. (...) parabéns pelo livro. Fábio Zimbres ... Entretanto o pessoal começou a contar histórias de "coincidências das nossas vidas" que acho hilariantes - ler aqui a primeira e mais recentemente esta. Só coisa fina. Weaver Lima

Talento local ###### últimos 9 exemplares!!! Aprovado pelo Orlando Cohen (Censurados)


Para quem queria ler mais depois do Noitadas e É sempre tarde demais (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998) e perdeu zines, revistas, jornais e exposições com trabalhos do Farrajota: My Precious Things, BoDe, Bíblia, Inside, Cru, Publish or Perish, Zalão de Danda Besenhada, Amo-te, Osso da Pilinha, V_Ludo, Stereocomics Special SPX (França), Milk+Wodka (Suiça), LxComicsZine, Mistério da Cultura, Crack On e Combate... agora fica tudo compilado! Mais uns inéditos, poucos! Este livro fecha um ciclo de produção em que toda a BD autobiográfica de Farrajota se encontra em 3 livros! O quotidiano suburbano desinteressante fica para a posterioridade! Que venha uma bomba atómica para cima da Biblioteca Nacional para que se perca o rastro deste infeliz ser humano!
Há ironia com um título como "Talento Local". Mais quando se junta o pastor protestante estrela roque do Senhor Tiago Guillul no prefácio - um bom livro de um escritor de Domingo tem sempre alguém da paróquia para prefaciar! E ainda mais quando o autor de bd sérvio Aleksandar Zograf se junta para uma bd a meias (inédita).
...
quarto volume da Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines.
80p. 15 x 21 cm
500 exemplares
ISBN: 978-989-8363-08-4
...
à venda no sítio da Chili Com CarneFábrica Features, Matéria Prima, Mundo FantasmaNeurotitanArtes & LetrasUgra Press (Brasil), RastilhoTigre de Papel e nas Bertrands.
...
Historial: lançado na 17ª Feira Laica (Dez'10)

Feedback: é fixe rever alguns conceitos famosos dos 90’s: em Londres é que se faz teatro Rafael Gouveia ... Tenho dúvidas que se possa dizer (querendo ser retórico) o Marcos não desenha nada. O desenho é uma escrita e a escrita implica reflexão, inteligência entre outras coisas mais subtis. Tiago Manuel ... Ainda estou a ler o teu último trabalho (onde estás bem) e, por exemplo, o pénis cansado será um exemplo maior A. de Silva O. ... Genial! Gamão (Traumático Desmame) ... Muito fixe pah, curti a onda 90's da coisa Boris (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS) ... Gostei da história de tentares partir a garrafa na cabeça dum espanhol. Todos devíamos ter essa oportunidade, pelo menos, uma vez na vida. Miguel Caldas ... Niiice! Jad Fair ... Estive a ler o livro, está muito fixe! Orlando Cohen (Peste&Sida, Censurados,...) ...


exemplos de bd's:


originalmente publicadas no Inside (1998), Cru (1999), Stereoscomic (2001) e Milk+Wodka (2003)

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Como ser sócio da Associação Chili Com Carne?

O regime de sócios da Associação Chili Com Carne passa pelo pagamento de uma jóia no valor de 30€ (15€ para menores de 30 anos) e o envio dos seguintes dados para o nosso e-mail: ccc@chilicomcarne.com

_nome
_data de nascimento
_morada
_tlm
_e-mail
_www
_fotografia (um jpg qualquer para fazer o cartão de sócio)

O valor da quota deve ser depositado na conta do seguinte EBAN: PT50003502160005361343153 (swift / bic: CGDIPTPL); ou através de paypal.

Quais as regalias de ser sócio da CCC?
_Oferta do livro O Subtraído à Vista, um livro de Filipe Felizardo;
_30% de desconto sobre as edições da CCC;
_30% de desconto sobre as edições da MMMNNNRRRG;
_Desconto sobre outras edições presentes no catálogo online da CCC;
_informação em primeira mão de projectos da CCC;
_apoio a projectos editoriais*.
_descontos no uso do projector de vídeo.


E depois disto?
Passado um ano há um quota a pagar de 10€ e ainda recebe um exemplar d'O Andar de Cima de Francisco Sousa Lobo!



* Apoio a projectos editoriais Ao longo do tempo a CCC tem vindo a definir de forma mais precisa qual a vertente de actividades para a qual está mais vocacionada, sendo que a edição em suporte de papel tem sido aquela que a CCC melhor tem sabido gerir. Os sócios da CCC com projectos editoriais poderão solicitar o apoio no campo da produção, distribuição e promoção. A selecção de projectos será discutida consoante cada caso. Sendo que seja imperativo ler este MANUAL!

Moules music


O Tremor, meu!... no meio das arrumações em casa reparo que me esqueci de fazer uma resenha ao belga Manu Louis que na edição do ano passado do festival deu um espectáculo todo-público num restaurante pipi assim, tipo gourmet e tal. Louis vestido com um avental, com ar de precário, na matinê de jovens talentos da escola de hotelaria (entre isto e os da FNAC venha o Diabo e escolha) foi super-divertido e good vibe. Provou que um "one-man-band" não precisa ser só Blues farçolas, pode ser um gajo com dois computadores, um para mostrar vídeos de patos e outro para despejar sons, voz e guitarra com montes de pedais a fazer música de feira antes da música de feira ser só martelos ou kizomba. Cabaret absurdo da geração empreendedora, convenceu-me a deixar o meu e-mail na sua "mailing-list" e a comprar um single 7" com duas musiquinhas catitas - editado pela New Pangea (2015). Passado um ano, eis uma bela recordação dos Açores...

domingo, 20 de maio de 2018

Malus aprovado por 10 000 Russos & ÚLTIMOS 20 exemplares!!!!



Malus de Christopher Webster

Editado pela MMMNNNRRRG em  2005
108p. 17x26cm p/b, capa dura 2 cores
ISBN: 972-98527-4-X


Originalmente editado entre 1995 e 1997 em 4 números no formato fanzine pelo autor - que nos visitou em 2000 durante o "Zalão de Danda Besenhada" - Malus foi finalmente compilado em livro pela editora de "material bruto" MMMNNNRRRG no original - em inglês mas com tradução em português. Obra de ritmo alucinado de influências tão diversificadas - é comparada tanto ao Akira como a Frank Miller como a David Lynch - que criam confusão aos mais puristas. Será uma história de Ficção Científica? de Super-heróis? Um conto de fadas entrópico? Uma sucessão de factos orgánicos?
Algumas páginas aqui.

Interessante BD por capítulos, da autoria de Chris Webster in Catálogo Expofanzines, Xornadas de BD de Ourense Cocktail do melhor de todas as escolas de BD: a europeia, a americana e a japonesa. Nas secções de cartas comparam (Malus) a tudo que é BD «e não só…» deste mundo: Ted Mckeever, Akira, Jack Kirby, Mazzuchelli, Eraserhead de David Lynch, Paul Pope, Bladerunner… in Mesinha de Cabeceira + feedback aqui. E sim os 10 000 Russos curtiram deste livro!


À venda na loja da Chili Com Carne, LAC, BdMania, Fábrica Features, Tasca Mastai, Mundo Fantasma, NeurotitanGosh Comics, OrbitalLambiek, Sarvilevyt, FNAC, Dead Head Comics, Tigre de Papel e Seite Books.

sobre o autor: estudou pintura, trabalha actualmente da Tate Gallery, frequentou aulas de BD com o famoso David Lloyd (desenhador de V de Vingança de Alan Moore) e teve vários trabalhos publicados em Inglaterra, EUA e Japão (para a importante Kodansha).

sábado, 5 de maio de 2018

ccc±@feira.morta@village.underground


Nem sabemos o que nos metemos mas um representante nosso vai estar numa Feira Morta na Festa dos 4 anos do Village Underground (nunca lá metemos os pés, é só betos?) em Alcântara. Será apenas uma pequena selecção dos nossos livros, nada de especial...

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Amazonas do Avant-guarde Russo, plágio, arte degenerada, churrascão Tupinamba, Heavy Metal, nada fixe,...

Já está distribuída pelo mercado livreiro esta revista de alunos, ex-alunos e professores da escola Ar.Co.

Na realidade a publicação está à venda, já há algum tempo, desde que foi lançado, na loja em linha da Chili Com Carne e na BdManiaGateway City Comics, Kingpin BooksLinha de Sombra, Matéria PrimaMundo Fantasma e Tasca Mastailojas estas, que estão a apoiar este projecto que terá novo número este ano.

Também encontram à venda na Tigre de Papel, MOB, Archi Books (livraria da Fac. de Arquitectura de Lx), Artes & Letras, Letra Livre, ZDBYou to YouBertrand, Black Mamba, FNAC e Livraria do Simão (Escadinhas de s. Cristóvão, Lx). Brevemente estará na LAC...

capa de Daniel Lima

PENTÂNGULO é uma publicação anual que mostra resultados de uma parceria entre a Escola Ar.Co e a Associação Chili Com Carne, que aqui unem os seus esforços criando um novo projecto editorial.

Este tem como objectivo conferir visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Numa relação saudável de partilha entre nomes consagrados e estreantes, a iniciativa conta com a participação de alunos, ex-alunos e professores.

O Departamento de Ilustração/BD do Ar.Co tem vindo a por em prática um modelo pedagógico que privilegia as aplicações específicas da ilustração e banda desenhada em relação ao mercado editorial, tendo para o efeito realizado parcerias com várias entidades ao longo dos seus 18 anos de existência. A Chili Com Carne - e a sua "irmã" MMMNNNRRRG - foi um dos parceiros com quem o departamento colaborou, como o atestam as publicações Brincar com as palavras, Jogar com as palavras, em 2002, e mais recentemente O Andar de Cima de Francisco Sousa Lobo, álbum realizado no âmbito do Ano Europeu do Cérebro, em 2014.

É na sequência destas colaborações que estas duas associações se juntam novamente, para afirmarem os seus lugares próprios na produção de banda desenhada nacional.

Neste primeiro número colaboram Amanda Baeza, Anna Bouza da Costa, Cecília Silveira, Carolina Moreira, Daniel Lima (capa), Dileydi Florez, Francisco Sousa Lobo, Gonçalo Duarte, Igor Baptista, João Carola, João Silva, Luana Saldanha, Martina Manyà, Mathieu Fleury, Pedro Moura (como argumentista e crítico), Rafael SantosRodolfo Mariano, Sara Boiça, Simão SimõesStephane Galtier, colectivo Triciclo e Vasco Ruivo.

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Exemplos de páginas:
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Historial: Lançamento oficial: 27 de Fevereiro de 2018, na Ar.Co, com presença especial de Francisco Sousa Lobo que lança também o seu livro Master Song, 65º volume da colecção mini kuš! (da Letónia).

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Feedback  o que me bateu mais foi a bd da Cecília [Silveira] Churrascão tupinamba tá foda sim! o Rodolfo Mariano não desenha bds, na verdade o que ele faz é abrir portais cósmicos para outras dimensões, gosto bastante do imaginário que construiu e da ideia de a morte ter andado com o tempo ao colo. Também curti especialmente da parte do João Carola sobre abstraccionismo, e acho a primeira página do Nada fixe [da Luana Saldanha] muito muito fixe. A segunda também 'tá fixe mas a primeira 'tá demais. não sei quem é o João Silva mas granda maluco, faz me lembrar algumas bds portuguesas que lia em fanzines nos anos 90... será? e claro as duas ultimas bds [de Stephane Galtier e Francisco Sousa Lobo] estão um mimo. David Campos (por email)

(...) Neste primeiro gesto, o tema foram as mulheres artistas dos vários movimentos das vanguardas estéticas do início do século XX, sobretudo russas. Mas haverá igualmente oportunidade para envolver ainda, como é o caso, os professores ou antigos alunos, que poderão ir conquistando maior ou menor espaço na paisagem editorial destes campos. Com efeito, encontrarão aqui trabalhos de autores como Rodolfo Mariano, Cecília Silveira (com uma peça a um só tempo divertidíssima e politicamente forte), Vasco Ruivo, Dileydi Florez (uma peça visualmente soberba), (...) e Igor Baptista, cujos nomes têm já lugar nos circuitos de fanzines ou da edição independente, e conhecidos dos leitores mais atentos. Francisco Sousa Lobo, antigo aluno, dispensará apresentações, dada a sua fortíssima presença e produção na "cena" nacional. (...). Procurem! Pedro Moura in Ler BD