sábado, 30 de setembro de 2017

Punk Comix - BD e ilustração no punk português @ Louie Louie

cartaz de André Coelho


Depois da Feira do Livro de Lisboa e Disgraça, e de uma rápida passagem pelo LAR, no Algarve, eis que chega a hora de lançar “oficialmente” o split-book CORTA-E-COLA / PUNK COMIX no Porto – cidade onde este “movimento” teve resistências a surgir mas que nos dias de hoje poderá vir a ser a Capital do Punk, já que em Lisboa tudo é para turista ver...

Inaugurou no passado dia 16 de Setembro, na Louie Louie [Rua do Almada, 307] uma pequena exposição de artefactos Punk ligados à BD e Ilustração, contando com capas de discos (Cães Vadios, Subcaos, Corrosão Caótica...), originais de BD (Raridades) e publicações DIY como o Ezequiel, PxC fanzine, Ritmo, Buraco, Ganmse, Boring EuropaSangue Violeta... Objectos vindos quase todos directamente das colecções privadas dos autores do livro, Afonso Cortez e Marcos Farrajota, que estiveram presentes a beber umas bejecas enquanto o GG Ramone tocava!

Do que poderão ver chamamos já a atenção para duas peças EXCLUSIVAS: um original raro de Nunsky da BD Inadaptados, publicada no zine Mesinha de Cabeceira #4 (Jan'94), e a nunca antes vista primeira versão da capa do LP “Rock Radioactivo” dos Mata-Ratos, desenhada por Nuno Saraiva e imediatamente reprovada pela EMI e pela banda por acharem que algumas personagens - João Peste, Jorge Bruto - poderiam estar demasiado reconhecíveis e criar problemas. O autor de seguida fez a mesma composição mas todos travestidos de ratos, versão essa também recusada por evidenciar um skinhead esmagado por uma bomba…


Agradecimento especial ao André Coelho, Louie Louie, GG Ramone, Nunsky e Nuno Saraiva.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

ccc@FOMO


A selection of our books are with Francisco Sousa Lobo in a table at FOMO
Go there spend some quid! Or some squid...



FOMO: Falmouth Art Publishing Fair 2017 is organised by Gillian Wylde, Carolyn Shapiro, Maria Christoforidou and Neil Chapman. It is a project in collaboration with Falmouth Art Gallery, showcasing and promoting publishing as an expanded practice; bringing artists, performers, musicians, illustrators, historians, graphic designers, writers, thinkers and poets into dialogue with the public and with each other towards new and unexpected working partnerships.

FOMO: Falmouth Art Publishing Fair – Falmouth Art Gallery, Friday 29th September to Sunday 1st October 2017.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

DUELO DJ ... life is a simple mess release party ... DAMAS ... 28 SET ... ai ai ai


O DUELO DJ mais improvável:

Travassos, o sacrossanto ideólogo do bom gosto, da seriedade e do minímal!
unDJ MMMNNNRRRG, a grande besta do mau gosto, da bandalheira e do "maximal"!

Depois de um lançamento frio e civilizado do livro LIFE IS A SIMPLE MESS (colectênea de capas desenhadas por Travassos + CD) no Jazz em Agosto com a presença do simpático Nate Wooley (que assina texto do livro) EIS QUE o autor (TRAVASSOS) e o editor Marcos Farrajota (é ele o unDJ MMMNNNRRRG) começaram à bengalada! Separados pelos amigos e postos em segurança (embora um deles teve de levar uns pontos nas urgências), um atirou a sua luva branca (estranho, era Verão!) à cara do outro e foi decidido um DUELO até à morte!

Armas escolhidas: discos áudio!

Local e Hora : na Capital portuguesa, mais especificamente no DAMAS, na Quinta-Feira de 28 (vinte e oito) de SETEMBRO.

São precisas testemunhas para saber quem merece a vitória justa e limpa!

ENTRADA LIVRE

o VJ Disléxico ou Pitosgas ou EXTRABIC tentará distrair as testemunhas...

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

sábado, 23 de setembro de 2017

Não pula



O Terceiro Corno (A Giant Fern; 2017) é a segunda k7 dos Zarabatana, onde a surpresa diluí-se e a entidade se mistura com outro projecto - culpa de Bernardo Alves que abriu a boca com neo-primitivismos que se conheceram em Alförjs. Estes lançaram antes de Zarabatana, também o seu segundo registo, em CD, Demons I pela Shhpuma - mais uma vez, há editora portuguesa mais atenta que esta? Não deveria ter começado por escrever sobre Alförjs então? Não sei, andei a adiar estas resenhas porque não estou inteiramente feliz com estes "segundos difíceis discos" comparando com os de estreias.
O Corno parece manso e os "Demónios" muito curtos, há repetições de territórios mapeados nos primeiros discos e basta o Alves abrir a boca em Zarabatana para achar que me enganei no disco. Que tal fazer uma super-banda? O Quinteto Zarabörjs?
Apesar desse pormenor irritante é de destacar a gravação ao ar livre nas matas de Sintra pelos Zarabatana, sentindo-se algo realmente "free" no registo. Sei que fui contaminado pelo video "making of" mas desde que comecei a ouvir o "disco" em "download" (invés da k7) sabia que havia algo de estranho no som da gravação. O som límpido do digital permite perceber de que se trata de uma bela de uma bofetada para muita gente que perde tempo e dinheiro em estúdios! Muito bom!
O tema Ajuba do Demons I quase que faz o disco, é totalmente voodoo crazy, uma bomba! Acho que vou meter o LP dos Macumbas à venda que não bate tanto como estes demónios do Sul... De resto, soa a pouco o CD mas o pior é o artwork do CD que é uma valente cagada, nem percebo porque raios o Travassos deixou isto passar... Estavam a pensar para o formato grande de um LP!? Pois, pois, erros destes havia nos anos 90! Estamos em 2017, pessoal, por favor...
Quanto a Zarabatana houve uma mudança visual da capa da primeira k7 prá esta segunda com uma imagem mais identificável com a África negra. É bem sacada mas prefiro o aspecto mais "abstracto" da primeira k7 justamente para não colocar a música em continente algum. Entretanto no bandcamp mudaram a capa da primeira k7, muito parecida com a segunda, temos Estalinismo a limpar o passado!?
Apesar dos pecadilhos de quem não sabe a bela arte de editar (oh oh oh), ainda assim estas bandas são da melhor música que se faz em Lisboa.

ccc@materiais.diversos.2017


Até 23 de Setembro, temos uma selecção de edições nossas no festival Materiais Diversos! Ide lá!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

QCDA #2000 últimos 23 exemplares!



Cover - Hetamoé

Sketch - Sofia Neto

Embrenhadas em procuras, vagueando fora do tempo, as Quatro Chavalas do APOPcalipse [Sofia NetoSilvia RodriguesHetamoé e Amanda Baeza]
vêem os percursos cruzarem-se, conjuradas pela Chili Com Carne. 
Desse encontro resulta o QCDA#2000, uma antologia de BD em formato A3. Tal como no QCDA #1000, que o precede, cada uma encontra em quatro páginas o espaço para mostrar a sua procura, seja ela de uma identidade dupla, de sobrevivência de sentido num mundo próximo da ruína, de verdade entre aqueles que não a querem ver ou de amor entre bosques densos em que a voz se perde.






Lançada no Alt Com Festival [Malmö, Suécia] e na 1359 [Lisboa], esta edição foi apoiada pelo IPDJ e pelo Alt Com

FEEDBACK: Quem está familiarizado com as publicações da Chili Com Carne poderá estranhar a capa, uma miscelânea colorida de personagens femininas que podiam ter saído de um episódio mais violento da Candy (...) encontrará uma amostra significativa da qualidade e dos caminhos de experimentação e desafio que alguns novos autores portugueses de banda desenhada parecem querer trilhar. Sara Figueiredo Costa / Blimunda ... (...) como grande projecto, estas peças das quatro autoras preenchem toda a sua superfície e profundidade. Pedro Moura / Ler BD ...  feedback positivo ao projecto QCDA no Sketchbook #7  ... 

ver todo o zine:

QCDA #2000 last 23 copies

Cover - Hetamoé

Sketch - Sofia Neto
Still with burning fingers from the bonfire, Sofia Neto, Silvia Rodrigues, Hetamoé and Amanda Baeza grubbed up carbonized remains of old stories. 
And they say 
"We are not looking for treasures or answers."
Oh! Their efforts and wanderings may seem so futile! Purposeless at first, and even their flesh garments meaningless! But look further. Yes. Look thoughtfully. Even without a battle or mission there is an incorporeal ambition in them. They know that nothing rises from rotten bodies.








Buy HERE and Ediciones Valientes (Spain), Fat Bottom Books (Barcelona), Orbital (London), Quimby's (Chicago) and Seite (Los Angeles)

Released in Alt Com Festival [Malmö, Sweden] ... supported by IPDJ & Alt Com


read it all here:

domingo, 17 de setembro de 2017

analogue 8bit frankenstein meets poltergeist playstation WTF?


for DECEMBER!

work-in-progress de RUDOLFO, that krazy kid... now grown up... kind of...




ccc@feira.do.livro.do.porto.2017


A Chili Com Carne está presente na Feira do Livro do Porto.

Este ano não estamos com a Matéria Prima como tem acontecido nos últimos anos mas a dividir um stand com a gentil Blau, uma livraria e editora de arquitectura. Uma parceria improvável mas que irá permitir uma maior exposição das nossas edições neste importante evento cultural desta amada cidade!

até 17 de Setembro encontrarão os nossos livros com promoções / livros do dia, etc... - no stand número 15 e ainda haverá sessões de autógrafos nas traseiras do stand, sempre às 18h. Eis os autores que estarão presentes:


Dia 2: RUDOLFO






dia 9: TIAGO MANUEL (com Max Tilmann, Mariette Tossel e Marcos Trindade)






quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing

Faz parte dos prazeres maiores de ser editor, além de lançar livros bonitos pró mundo, é receber uma vez ou outra uns mimos dos artistas editados ou associados. Foi o que me aconteceu no mês passado. O Nate Wooley esteve no Jazz em Agosto e foi lançado o Life is a simple mess de Travassos onde ele participa com um texto. No lançamento do livro ofereceu-me este Seven Storey Mountain V (Pleasure of the Text; 2016), um registo ao vivo de uma massa improvisada de Noise por um batalhão de músicos sobretudo de metais / sopro. Imaginem se Ligeti e Xenakis tivessem voltado do mundo dos mortos com uma fanfarra muito muito mas muito chateada. Os quase 50 minutos são de magia sonora que só quebra quando ouvimos aplausos da audiência no final do disco e que é nos diz que infelizmente voltámos à realidade. O que parece ao calhas nesta "random music" (como é gozada a cena Improv) acaba por fazer sentido na progressão da música incluindo até "o-quer-que-seja-o-instrumento-em-agonia" que aparece no minuto 30 para a frente. Disco sólido! Sólido ou sórdido!?

Com nome de banda Rock, nada mais oposto. Big Bold Back Bone e o seu In search of the emerging species (Shhpuma; 2017) é realmente banda sonora para o fundo do mar cheio de criaturas com ar assustador e fluorescente. É um disco mesmo muito má "trip", na linha de Pão e outros projectos de Travassos - tal como se pode ter uma ideia holística  do seu trabalho no CD que acompanha o Life is a simple mess. Ah! sim, a capa também vem no livro em grande que bem merece!
Ao contrário do disco de Wooley, a música "random" é aqui assumida e é mais difícil de situarmos a narração - os guinchos de ratos a partir do minuto 12 já não vêm tarde? Já não saltámos do porão e não devíamos estar em apneia nesse minuto em concreto? Ah! O Luís Lopes entra nisto! Afastar este disco de crianças e animais...

Por fim, e provando que se há editora portuguesa atenta ao mundo essa é a Shhpuma, eis Bibrax de Raphael Vanoli, um CD de nove peças de guitarra hiper-amplificada, tanto que ao que parece Vanoli basta soprar nas cordas que obtém logo música. Esta atitude artística é inspiradora, mais que a música imaginamos logo novos horizontes musicais ou situações de acidente - olha alguém a subir ao palco dele num concerto, sacar da guitarra para tocar uma malha de Immortal e deixar a audiência surda para sempre? Mas esqueçam lá isso, a música aqui é frágil e "sunset", como se fosse um avatar de Durutti Column cagasse para ritmos, vozes e Pop. É música de sofá... e ao vivo, se o Travassos ("boss" da Shhpuma) deixar-me entrar depois de ler esta resenha. Vá lá, eu juro que não sei tocar Immortal!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O Espelho de Mogli / metade da edição esgotada



   
         
                                      

O Espelho de Mogli
Por

26º volume da MMMNNNRRRG
ISBN: 978-989-97304-7-2
56p a 2 cores, 25x30cm
500 exemplares

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PVP: 10€ (desconto 30% para sócios da CCC) à venda na loja em linha da Chili Com Carne, El Pep, Mundo Fantasma, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Artes & LetrasPó dos LivrosMatéria PrimaLetra Livre, Tasca Mastai, BdManiaLACLinha de SombraUtopiaLouvre Michaelense e Nova Livraria Francesa.

ATENÇÃO:
este livro é muito frágil, devido a esse factor terá uma distribuição extremamente limitada sendo que metade da edição já se encontra esgotada.

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Olivier Schrauwen não deixa nunca de me inspirar. É o autor mais original que encontro desde Ben Katchor e Chris Ware. - Art Spiegelman 

Pegando no Livro da Selva de Rudyard Kipling, quer dizer, apenas no cenário e o nome da personagem, Olivier Schrauwen apresenta-nos uma tragicomédia entre o encontro de um símio e um menino selvagem, numa Banda Desenhada que não usa palavras e que emprega estéticas gráficas com cheiros do passado sem que isso afecte o seu real valor contemporâneo que faz dele, segundo muitos especialistas como é um dos cinco autores de banda desenhada de vanguarda mais importantes no panorama mundial actual...

O autor flamengo emprega espelhos deformados para reflectir sobre o papel do Homem no Mundo e a fina fronteira que separa o homem do animal.

Este livro é um "remake" com um novo tratamento das cores, aumento de páginas e de formato, de um livro saído em 2011 que foi seleccionado para os Prémios do Festival de BD de Angoulême.




Feedback : Schrauwen tem já um passado na àrea da animação, da ilustração e da banda desenhada. Alguns dos seus trabalhos - que partem das premissas da escola da "linha clara" mas vão bem mais além destas -, são hoje clássicos contemporâneos que receberam aplausos por parte dos seus pares, críticos, leitores ou estudantes de design e de escolas de arte. Comicology ... ¿Cómo llamamos a esto? Como género, quiero decir. ¿Comedia primitivista? Da lo mismo, claro. Es una historia que precisamente por ser muda pude profundizar en una pulsión preverbal, que podría definirnos: son pocas las especies animales que pueden reconocer su reflejo en el espejo, y ser conscientes, por tanto, de su propia identidad. Vida, muerte, sexo e identidad: Mowgli en el espejo trata todos esos temas presentes en la ficción desde sus inicios pero consigue un contraste tan violento como acostumbra al abordarlo desde la vanguardia más radical y el estilo de dibujo más inhumano del que es capaz. Entrecomics ... Se hoje vivemos no “futuro negro" e só visitamos o passado enquanto nostalgia, a única solução é restituir os dois tempos e comunicar com eles. A banda desenhada é perfeita para isso e Schrauwen um acertado porta-bandeira. Clube de Leitura Gráfica ... O oráculo de Delfos continha duas lições inscritas no seu portal: “conhece-te a ti mesmo” e “nada em excesso”. Será possível que o auto-conhecimento também poderá ter um excesso? Será esse excesso aquele atingido por Mogli? Eis uma possível interpretação de um exercício visual, narrativo, estrutural mas também filosófico, na banda desenhada, magnífico da parte deste autor.  Pedro Moura / Ler BD ... O espelho do Mogli, é muito triste. muito bom! As cores são incríveis também.Tiago Baptista (por e-mail) ... um objecto notável Sara Figueiredo Costa / Actual / Expresso ... é lindo de morrer Goran Titol ... o lançamento mais relevante de 2014 Gabriel Martins / Alternative Prison ... é sensacional André Ruivo ... Melhores do Ano 2015 (através da edição inglesa) segundo Paul Gravett  ... Com um conjunto de obras internacionalmente reconhecidas inéditas no nosso país, a primeira obra de Olivier Schrauwen publicada em Portugal em nada o envergonha, tendo sido incluída na Sélection Officielle a concurso no Festival d’Angoulême 2012. Trata-se de uma banda desenhada muda mui livremente baseada no personagem d’O Livro da Selva de Rudyard Kipling, onde é narrada uma tragicomédia com laivos de fantasia sobre o encontro do nosso selvagem com um símio. Mais que uma aventura, cria-se uma desventura obsessiva na procura de família e constituição de uma família que, aparentemente, se revelará não tão importante assim… Bandas Desenhadas ...






segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Terminal Tower - últimos exemplares!




I define Inner Space as an imaginary realm in which on the one hand the outer world of reality, and on the other the inner world of the mind meet and merge. Now, in the landscapes of the surrealist painters, for example, one sees the regions of Inner Space; and increasingly I believe that we will encounter in film and literature scenes which are neither solely realistic nor fantastic. In a sense, it will be a movement in the interzone between both spheres. J.G. Ballard

Com este 16º volume da Colecção CCC dá-se uma transformação na própria colecção. Se entremeávamos um livro de literatura por um gráfico logo a seguir, durante 14 anos, com quase sempre com os livros do Rafael Dionísio e quase sempre com as antologias de BD, a natureza da obra deste novo livro Terminal Tower de André Coelho e Manuel João Neto, deixa de fazer sentido a nossa lógica editorial ou até a distinção dos formatos dos livros literários dos gráficos.

Terminal Tower teve um processo criativo entre o artista e o escritor fora da lógica da banda desenhada - em que há um argumento para ser adaptado para desenho em sequência. Assim sendo, as ideias do livro foram sendo construídas em simultâneo pelos dois autores, tendo como premissa a de um homem isolado numa torre em estado de alerta.

Partindo dessa torre, Coelho foi criando alguns desenhos que despoletaram ideias narrativas e que potenciaram outros desenhos que por sua vez geriam as indefinições das narrativas que rodeiam esse contexto, numa espiral criativa.

A ideia central do livro é o delírio engatilhado pela paranóia, sem que se perceba se o despertar dos mecanismos da torre é real ou se existe apenas na cabeça do homem isolado na torre, pois nada parece funcionar, tudo parece uma ruína do futuro em que se cruzam referências decadentes aos universos de Enki Bilal, J.G. Ballard (1930-2009) e da música Industrial - não tivessem os dois autores ligados a esse tipo de música através do projecto Sektor 304.

Historial: lançado no dia 31 de Maio no Festival Internacional de BD de Beja com exposição dos originais ... seguido de outras exposições na El Pep / Imaviz Underground (Julho), Treviso Comics Fest (Setembro) e Amplifest (Outubro) ... nomeado para Prémio Adamastor de Ficção Fantástica em Banda Desenhada ... Sugestão de "leitura-a-três" (?) pelo jornal I ...

...

Feedback: (...) Depois da bomba, os estropiados – depois da expilação nuclear, os mutantes. A monstruosidade é uma sátira cruel à diversidade, uma fantochada feita de ruído. Não tem beleza. Não tem significado. A não ser a beleza do aleatório e o significado que decidimos impor. Criar relevo é inventar significados: vivemos numa realidade imaginada, mas as ficções que criamos não são mentiras, são exofenótipos – não se pode ser humano sem uma torre, mas aceitar a torre é aceitar o monstro. Aceitar o apocalipse. Nada é mais fácil. David Soares / Splaft! ... (...) a NASA tinha inventado o super-negro. (...)  é a BD que está a ir mais longe na busca de um super-negro psicológico, virtual… (...) Logo ao olhar para a capa somos chupados para o seu negrume, que se vai adensando ao longo das primeiras páginas. Percebemos de imediato que estamos num cenário bélico, pré ou pós-apocalíptico… Rui Eduardo Paes / Bitaites ...  Neste livro experimental os códigos da BD são levados a um extremo próximo da abstracção. Não é simpático para o leitor, pois deixa quase tudo em aberto e descarrega nele imagens fortíssimas e acutilantes. (...) Um dos traços da maturidade do género é a amplitude de um campo de expressão que vai do pueril intencional ao questionar dos limites, zona de fronteira onde este Terminal Tower tão bem se insere, mais próximo de uma sequência pictórica do que da narrativa linear. Lendo-o, ou sendo mais preciso, construindo mentalmente uma possibilidade ficcional a partir da iconografia, ressoava-me na mente o ruído elegante do noise industrial (...) Mais do que uma história, este livro é uma experiência do tipo mancha de Rorschach. Vê-se o que se espera, mas também se vê o que se sente no íntimo. E sublinho: contém ilustrações de tirar o fôlego, que se destacam no absoluto preto e branco mate do papel impressão mas se vistas no tamanho real e media original ainda são mais deslumbrantes. Artur Coelho / Intergalatic Robot ... As receitas de químicos e materiais, numa profusão de termos técnicos específicos, (...) em que uma suposta linguagem o mais objectiva possível, sendo apresentada num contexto totalmente deslocado e acompanhado pela materialidade das imagens e em relações texto-imagem inesperadas, atinge uma dimensão poética tumultuosa, que obriga o leitor a tentar coordenar elos vários, nenhum dos quais possivelmente o correcto, mas cujo objectivo é mais atingido pelo movimento de tentativa do que por uma conclusão conquistada. Pedro Moura / Ler BD ... Um livro para pensar, esta deveria ser a referência de todas as publicações, mas nem sempre é assim. Com Terminal Tower é verdade. Jorge Freitas Sousa / DNotícias ... O convívio de variadas técnicas como fotografia, colagem e sobreposição com o meio desenhado não parecem em nada deslocadas ou em choque, e denotam maturidade na manipulação do meio comunicativo, culminando no forte impacto da maioria das páginas, necessário para suster uma narrativa tão pausada e por vezes quase como que um telegrama, mas a meu ver muito adequada. Andre6 / Wook ... Terminal Tower es una joya The Watcher and the Tower

ISBN: 987-989-8363-27-5
144p. p/b + cores, 16,5x23cm
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PVP : 15 euros (50% desconto para sócios CCC, lojas e jornalistas) à venda na loja online da CCCMundo Fantasma, Matéria Prima, Louie Louie (Porto), BdMania, El Pep, New Approach Records, Utopia, Bertrand, Letra LivreArtes & LetrasVault e Linha de Sombra.
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Exemplos de páginas:

TERMINAL TOWER @ PRAXIS




I define Inner Space as an imaginary realm in which on the one hand the outer world of reality, and on the other the inner world of the mind meet and merge. Now, in the landscapes of the surrealist painters, for example, one sees the regions of Inner Space; and increasingly I believe that we will encounter in film and literature scenes which are neither solely realistic nor fantastic. In a sense, it will be a movement in the interzone between both spheres. J.G. Ballard


A transformation occurs on the CCC Collection with the release of its 16th volume. If during 14 years we intercalated a literature book with a graphic one (usually with Rafael Dionísio's books and the comics anthologies), this editorial logic or even the distinction between those two formats is now overrun by the intrinsic nature of Terminal Tower by André Coelho and Manuel João Neto.

Terminal Tower's creative process between artist and writer is positioned outsite the traditional comic book logic, in which there is a script to be adapted to sequential drawings. In this case, having the premiss of a man seculded in a tower in a state of alert, the book was developed simultaneously by both authors.

With the tower as a starting point, Coelho developed some drawings from which narrative ideas were taken and potentiated new illustrations which in their turn ran the all the narrative indefinitions forming a creative spiral.

The book's central theme is a delirium triggered by paranoia, without making clear if the engage of the tower's mechanisms is real or if it lies in the mind of the isolated man, since nothing seems to work in this ruin of the future. It can be traced references to the derelict worlds of Enki Bilal, J.G. Ballard (1930-2009) and Industrial music – it's not by mere chance that both authors also colaborate in Sektor 304 project.

Released at the Comics Festival of Beja with an exhibition of the originals on the 31st May 2014 ... exhibition at El Pep Gallery (July) and in September at Treviso Comics Fest and October at Amplifest (Oporto) ...

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ISBN: 987-989-8363-27-5
144p. b/w + colour, 16,5x23cm
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PVP : 15 euros (50% discount to journalist and stores)
BUY @ CCC online shop, Sarvilevyt (Finland), La Central (Spain), Neurotitan (Berlin), Quimby's (Chicago), Dead Head (Edinburgh), Praxis (Berlin)...
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Some pages:
Feedback: Publicado en 2014, supone una muestra del cómic más experimental. Y tengo que decir que me hea impresionado mucho. Se trata de una obra fundamentalmente gráfica, donde el argumento queda sepultado y debidamente encriptado. Es un tópico posapocalíptico, pero eso es lo de menos: lo que abruma es el despliegue expresionista, el uso de la mancha y el blanco y negro, por momentos cercanos al Frank Miller más avanzado, por momentos inmersos en la abstracción pura. La técnica mixta enriquece el resultado final al incluir imágenes fotográficas, además de toques de color en algunas páginas. En la primera mitad del libro no existen personajes humanos: se trata de una naturaleza muerta, paisaje dibujado con trazos rabiosos y planos fotográficos, cuya paz muerta sólo es perturbada por una bandada de cuervos. A partir del capítulo tres aparecen humanos, dibujados con estilos variados, algunos quizá demasiado convencionales —sobre todo las figuras dibujadas a lápiz—, porque chirrían en un conjunto tan radical, pero tienen que aparecer para que el diálogo dé paso a un final hermoso y terrible. Terminal Tower es una joya The Watcher and the Tower

O Desenhador Defunto ---------- ESGOTADO


Volume da Colecção CCC... The Dying Draughtsman / O desenhador defunto de Francisco Sousa Lobo é o primeiro livro de BD a solo nesta colecção e realmente é o primeiro romance gráfico no catálogo da Chili Com Carne!

O autor foi premiado em Outubro de 2013 no nosso concurso interno "Toma lá 500 paus e faz uma BD" com um trabalho que foi publicado em 2015, mas antes saiu este "desenhador defunto" que deu que falar para quem se atreveu abri-lo! Mas cuidado, não devem abanar muito o livro nem engoli-lo com riscos de graves para a sua saúde, riscos esses mais agudos e perfurantes que ler Will Self, Aldous Huxley e Graham Greene todos juntos e ao mesmo tempo.

O trabalho de Francisco Sousa Lobo, no campo da banda desenhada, tem sido esparso e dilatado no tempo, mas não é de forma nenhuma negligenciável, sendo alguém que vai ocupando o seu espaço de um modo tranquilo e certeiro, com uma produção pouco dada à espectacularidade e aos géneros mais usuais. Em termos tópicos, The Dying Draughtsman / O desenhador defunto (…) centrar-se-á precisamente nesse diálogo, e no espaço de tensão existente entre ambas as áreas. Francisco Koppens é um funcionário de um escritório de arquitectura, antigo projectista que agora se vê obrigado a trabalhar com programas digitais com os quais não se dá muito bem, numa Londres aparentemente inóspita a este imigrante português. É possível que haja projecções auto-ficcionais da parte do autor, mas não sendo isso nem explícito nem confirmável através de outras informações textuais, é questão de somenos (no entanto, a bem da correcção, leia-se a breve correspondência do autor com Hugo Canoilas, no fim do volume, para abrir pistas nesse sentido). Se temos alguma oportunidade para ir compreendendo algumas das crises da vida pessoal e quotidiana deste Francisco – o trabalho que corre cada vez pior, a distante relação com a mulher, a pressão da herança católica, inescapável e doentia -, é a sua posição enquanto corpo face à arte que ocupa o lugar central do livro.

Francisco Koppens parece dedicar a sua vida mais íntima, e os momentos livres, a uma obra de banda desenhada, que mescla ficção científica e social (uma sociedade no ano 3000 em que uma ditadura de mulheres terá quase exterminado os homens e mantém um poder fascista sobre a terra), possível forma de expiação dos seus pecados. Nesse sentido, Koppens tem alguns laivos de obsessivo similares à vida e obra de Henry Darger, se bem que esta personagem de Sousa Lobo aparente ainda algum grau de integração e comunicação com o mundo, pelo menos simulando algum aspecto de “normalidade”. No entanto, jamais temos acesso a essa obra propriamente dita: com a excepção de algumas vinhetas pela mesma mão do autor/narrador, o que nos leva a pensar ser somente uma projecção mental de Koppens. As pranchas desenhadas por este (uma banda desenhada dentro de uma banda desenhada) aparecem sempre com estruturas regulares mas de vinhetas ora despidas ora totalmente cobertas a negro, com linhas sobrepostas e riscadas. (…) Pedro Moura in Ler BD

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Design de Joana Pires
128p. 16,5x23 cm a duas cores
500 exemplares
ISBN 978-9898363-22-0

Historial : O livro foi lançado oficialmente no dia 1 de Novembro 2013 na Galeria Kamm, em Berlim ... Originais na exposição Abecedário Ar.Co 40 anos no Museu do Chiado ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... Seleccionado por Pedro Moura como um dos cinco dos melhores livros portugueses de BD (2013) no site de Paul Gravett ... BD de Lobo na Art Review ... Nomeado para os Troféus Central Comics 2013 para melhor Livro, Argumento e Desenho...Originais expostos no Festival de BD de Treviso ... nomeado para Prémios da BD Amadora para melhor Livro, Argumento e Desenho...

Talvez ainda encontre exemplares na Fábrica FeaturesMundo Fantasma, BdMania, Matéria Prima, Artes & Letras, Letra Livre, Tigre de Papel e LAC (Lagos).

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Podem ver aqui as primeiras páginas:

Feedback:

já li O Desenhador Defunto, nunca tinha lido nada assim, acho que amanhã vou ler outra vez, é capaz de ser um dos melhores livros publicados pela Chili, e um dos melhores do ano. 
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isto é mesmo o melhor livro da Chili. Perfeita simbiose entre arte e argumento, sem nenhuma ofuscar a outra e que no final não te deixa simplesmente arrumar o livro. 
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Se Duchamp havia descontextualizado e recontextualizado os seus trabalhos através da fotografia, Sousa Lobo fá-lo agora através da BD. 
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um dos melhores livros nacionais desta última década 
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It seems that comics finally provide Koppens, and his creator Lobo, with the style and method to write that postponed suicide note, as the remarkable graphic novel The Dying Draughtsman 
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O efeito gráfico vinca a sensação que o protagonista é ele mesmo parte de uma exposição, que a sua vida é a sua Arte, o livro uma meta-galeria onde espectadores/leitores comentam as suas desventuras. Ou, em alternativa, que a sua loucura é irremediável. O estoicismo da composição retangular e o desenho quase anódino contrastam admiravelmente com a violência extrema que fervilha logo abaixo da superfí­cie, nas reflexões e nas BDs incompletas de Francisco (Koppens). (...) Mas tudo isto são apenas elementos adicionais para um livro surpreendente, que estimula tanto pelos diálogos que tenta, como pelos silêncios que não resolve. 
... 
É sem dúvida um acto de coragem esta partilha e exposição de acontecimentos tão pessoais e tão pouco explanados habitualmente, até mesmo com uma enorme tendência para serem escondidos e ignorados pela sociedade em geral. (...) a leitura não deixa de causar um ou outro arrepio... Leitura altamente aconselhável.
Universo BD 
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um resenha sexy no Gerador e aqui
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Pero más allá de eso parece, sobre todo, una obra de autodescubrimiento a través de la ficción. Francisco, el protagonista, vive en una permanente insatisfacción. No entiende el arte de galería, no consigue avanzar en su cómic —cada página acaba siendo un bloque de viñetas en negro que tiene que romper y tirar—, su mujer no le habla desde hace diez años y en el trabajo están a punto de despedirle. El monólogo interior nos revela a un hombre extraño, religioso, con dificultades para socializar, nervioso y desconfiado. (...) Hay algo contemplativo que recuerda a ciertos mangas, y, de hecho, el mismo Sousa Lobo menciona una hipotética visita a una convención de Tsuge que no puede interpretarse más que como una inspiración. Ciertos recursos gráficos subrayan la pérdida de contacto con la realidad de Francisco, pero como parte de un tono gráfico tan neutro, todo se consigue de un modo muy sutil y orgánico. Hay un momento en el que nos damos cuenta de que no podemos estar seguros de que todo lo que hemos leído que otras personas le han dicho a Francisco sea cierto, porque, al verlo todo a través de él, es imposible separar su paranoia de la realidad; de hecho, la realidad no existe en este tebeo. En ese momento reevaluamos toda la lectura, y es entonces cuando este cómic alcanza su verdadera altura. Se trata de una reflexión sobre la mediocridad, las aspiraciones frustradas de artista y la locura como una etiqueta social. Lo que para todo el mundo es una alucinación, para Francisco es una sólida realidad. 
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domingo, 10 de setembro de 2017

O Subtraído à Vista / That Which is Subtracted from Sight [metade da edição esgotada]




O Subtraído à vista é o livro de estreia para as massas do músico e artista visual Filipe Felizardo, composto por prosa, banda desenhada e recortes de investigação patafísica.

É um livro que estuda a natureza das imagens visuais e as presunções da percepção - do ponto de vista particular de um homem cego, uma criança albina presa numa caverna com uma avestruz, e uma colecção de outros animais cujo olhar nos ensina algo sobre o que não se vê.

O livro inclui a participação de Carlos Gaspar (ilustrações) no primeiro capítulo. Edição bilingue com legendas em inglês.

Comprising prose, comics and entries of pataphysical investigation, That which is Subtracted from Sightthis first book of Filipe Felizardo studies the nature of visual images and the presumptions of perception - from the exquisite points of view of a blind man, an albino child stuck in a cave with an ostrich, and a collection of other animals whose sight teaches us something about what is not seen.

The book includes English subtitles.

500 ex.; 72p. 21x27cm p/b
ISBN: 978-989-8363-37-4

Este é o segundo livro publicado no âmbito do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! mais uma vez não é um trabalho vencedor mas sem dúvida merecedor de publicação.

PVP: 10€ (50% desconto para sócios da CCC, lojas e jornalistas) à venda na loja virtual da Chili Com CarneEl Pep, Letra Livre, BdMania, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Tasca Mastai, Artes & LetrasMatéria Prima, Mundo Fantasma, Pó dos Livros, Inc, Stet, LAC, Linha de Sombra, FNAC, Bertrand, Utopia...

Historial: Lançamento com exposição de originais na El Pep no dia 8 de Agosto 2015 e Festa no Damas ...

exemplos de páginas:


I Like Your Art Much / últimos 9 exemplares


Francisco Sousa Lobo fez um livro de banda desenhada sobre o trabalho de Hugo Canoilas
Chama-se I Like Your Art Much, é um trabalho singular de simbiose entre banda desenhada e artes plásticas, tem 44 páginas, e foi lançado em Dundee (Escócia) no dia 5 de Março de 2015 na sala principal da Cooper Gallery
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As galerias de Hugo Canoilas, a Associação Chili Com Carne e a Universidade de Goldsmiths apoiam o projecto
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O projecto foi seleccionado pela Bloomberg New Cotemporaries - De mais de 1600 candidaturas de alunos das escolas de arte do Reino Unido, o júri dos Bloomberg New Contemporaries escolheu 37 artistas. O júri é composto por Simon Starling, Jessie Flood-Paddock e Hurvin Anderson. Os artistas escolhidos são ora estudantes ora recém formados de cursos de artes plásticas.

Normalmente não são aceites candidaturas de artes gráficas, comunicação ou ilustração e BD. I LIke Your Art Much é uma excepção. A exposição esteve patente em várias galerias de Nottingham e ao Institute of Contemporary Art, em Londres.
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Vieram 78 exemplares para Portugal deste livro redigido em inglês
acessíveis EXCLUSIVAMENTE no site da Chili Com Carne 
(prioridade para os sócios da CCC)
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Francisco Sousa Lobo has a new comic book coming out, on the work of artist Hugo Canoilas
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It's called I Like Your Art Much, it's in English and printed in the UK, has 44 pages, and was released on the 5th of March 2015 at the Cooper Galley in Dundee, Scotland, with an exhibition - both exhibition and book form a singular symbiosis between comics and fine art
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Hugo Canoilas' galleries, Goldsmiths University of London and Associação Chili Com Carne supported the project.

sábado, 9 de setembro de 2017

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

The Dying Draughtsman --- SOLD OUT


The Dying Draughtsman
by
Francisco Sousa Lobo

Sinopsis: Francisco Koppens has a dying profession, a dying religion, lives in a dying home and has dying thoughts. He is a Portuguese architectural draughtsman living in London who believes he is destined to commit suicide. He talks to his wife but she doesn’t answer back. He does erotic comics as a private compulsion, only to cover them with black ink at the end. He ends up with black monochromes which he then tears to bits. The sign of the monochrome as self censorship permeates Koppens’ life. He visits endless art exhibitions, only to be smitten by dread and doubt. We follow him from depression to psychosis, and then back to a sort of starting point.

The Dying Draughtsman could be described as a fictive construction built on real, personal events lived through the life of the author.

Francisco Sousa Lobo does comics, fine art and writing, and lives in London. The Dying Draughtsman is his first graphic novel.

Critical reception: 

Chosen as part of the 10 best books of 2013 by Sara Figueiredo Costa, in the newspaper Expresso ... 
Francisco Sousa Lobo's production is inclined towards forms of comics internal interrogation, especially in their narrative form. An excellent bookPedro Moura in Ler BD 
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If Duchamp de-contextualized and re-contextualized his works through the use of photography, Sousa Lobo does it now through comics - Gabriel Martins in Rua de Baixo 
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Unpredictable and haunting, stimulating and engaging - Paul Gravett 
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Perfect symbiosis between art and writingAndré Coelho 
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One of the best books of the yearDavid Campos
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I really like it, it reminds a part of the world of Sammy Harkham and a touch of Theo Ellsworth (for the story). - Nicolas Grivel
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One of Best Portuguese Comics 2013 by Pedro Moura in Paul Gravett site 
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It seems that comics finally provide Koppens, and his creator Lobo, with the style and method to write that postponed suicide note, as the remarkable graphic novel The Dying Draughtsman - Paul Gravett in Art Review
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thanks again for The Dying Draughtsman! Not an easy read... a bit too close for comfort, as they say... but very well told. Marcel Ruijters 
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Pero más allá de eso parece, sobre todo, una obra de autodescubrimiento a través de la ficción. Francisco, el protagonista, vive en una permanente insatisfacción. No entiende el arte de galería, no consigue avanzar en su cómic —cada página acaba siendo un bloque de viñetas en negro que tiene que romper y tirar—, su mujer no le habla desde hace diez años y en el trabajo están a punto de despedirle. El monólogo interior nos revela a un hombre extraño, religioso, con dificultades para socializar, nervioso y desconfiado. (...) Hay algo contemplativo que recuerda a ciertos mangas, y, de hecho, el mismo Sousa Lobo menciona una hipotética visita a una convención de Tsuge que no puede interpretarse más que como una inspiración. Ciertos recursos gráficos subrayan la pérdida de contacto con la realidad de Francisco, pero como parte de un tono gráfico tan neutro, todo se consigue de un modo muy sutil y orgánico. Hay un momento en el que nos damos cuenta de que no podemos estar seguros de que todo lo que hemos leído que otras personas le han dicho a Francisco sea cierto, porque, al verlo todo a través de él, es imposible separar su paranoia de la realidad; de hecho, la realidad no existe en este tebeo. En ese momento reevaluamos toda la lectura, y es entonces cuando este cómic alcanza su verdadera altura. Se trata de una reflexión sobre la mediocridad, las aspiraciones frustradas de artista y la locura como una etiqueta social. Lo que para todo el mundo es una alucinación, para Francisco es una sólida realidad. The Watcher and The Tower 
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Design: Joana Pires 128p. 16,5x23 cm two colour - 500 copies - ISBN 978-9898363-22-0

Book released in Galerie Kamm, Berlin ... Auto-Critical Comix in Art Review ... Exhibition of originals in Treviso Comics Festival ...

Maybe you still can find it in Quimby's (Chicago), Gosh Comics (London), Orbital (London), Lambiek (Amsterdam), La Central (Spain), Neurotitan (Berlin) and Seite Books (Los Angeles)

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Here's some pages: