domingo, 27 de agosto de 2017

Cadernos de Fausto : ÚLTIMOS 5 EXEMPLARES


Cadernos de Fausto
de Rafael Dionísio
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Trata-se de um livro que orbita recursivamente em torno dessa personagem tentando defini-la de uma maneira obsessiva. São pequenos textos que funcionam simultaneamente ou como capítulos de uma biografia sem factos ou como capítulos de um romance que não existe. Assim temos que o livro é de um género híbrido, algures entre a ficção e a poesia, num lugar não determinado. Uma das características do livro é ter algum grau de experimentação sintáctica e semântica. É um livro, literariamente, encorpado, denso e profundo.
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volume 7 da Colecção CCC
164p. 21x14,5 cm, edição brochada
ISBN: 978-989-95447-0-3
Capa ilustrada por João Maio Pinto, paginação por João Cunha / Ecletricks
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excerto:
fausto na floresta observava a matéria viva como se esta o observasse. se ele tinha consciência da aragem e do minotauro de troncos também tinha consciência que a floresta era tudo de si próprio. assim sentia-se observado observando.
como se houvesse perigo por estar no centro da floresta, como se pudesse ser fagocitado como uma célula estranha a um organismo.
por vezes fausto chamava floresta à floresta, com o seu chão de musgo, com as folhas ecossistema caídas com todos aqueles riscos e mais riscos, tracejados de troncos, tramas, e tinha sonhado que estava a aprender a desenhar florestas.
por vezes fausto chamava à floresta "o inconsciente" ou "o meu esquecimento".
e deixava a sua mão deslizar na caruma. e sentia-se bem portanto.
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à venda no site da CCCFábrica Features, Matéria PrimaLetra LivreArtes & Letras e Pó dos Livros. Versão e-book na Todoebook
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Historial: Lançado no dia 14 de Junho 2008, na Almedina Atrium Saldanha, com apresentação de David Soares e presença do autor ... livro lançado no âmbito dos 10 anos da Chili Com Carne - "comemoração 8" ...
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Feedback: ler aqui crítica de Pedro Moura in Cadeirão de Voltaire

QCDA #1000 [ÚLTIMOS 20 EXEMPLARES]


Zé BurnayRudolfoAndré Pereira Afonso Ferreira fazem BD em Portugal (LOL). Cansados de andar por aí cada um para seu lado, a editar a sua cena em formatos betinhos, os Quatro Chavalos Do APOPcalipse decidiram reunir-se sob a benção da editora Chili Com Carne para uma antologia de BD à séria, em que cada um faz mais uma vez o que lhe dá na real gana, mas desta vez em glorioso formato A3.

Falamos do QCDA#1000, claro, que reúne quatro histórias de quatro páginas cada, com um alcance de temáticas que vai desde a prevenção do acne existencialista ao comentário da sociedade mágico-equestre contemporânea, passando pela exploração das várias correntes de arquitectura necromântica e pela análise comportamental de altas patentes do exército quando confrontadas com criaturas lendárias.




Historial : este COMIX/zine/XXL foi lançado no Angoumerde Fuck Off 2014 e em Portugal no Festival Rescaldo ... exposição de originais no Anicomics 2014 ... Nomeado para Melhor Obra Curta (de André Pereira) pelos Prémios Central Comics 2015 ...
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Capa a cores + 16p. impressas a roxo no formato A3
Design: Rudolfo
ISBN: 978-989-8363-23-7
Apoio do IPDJ e Wormgod  
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À venda na nossa loja online e nas lojas Fatbottom Books (Barcelona), BdMania, Artes & Letras, El Pep (Porto), Pó dos LivrosMundo Fantasma (Porto), LAC (Lagos), Letra Livre e Black Mamba.
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Feedback : uma óptima iniciativa que se devia repetir, regularmente. Faz favor. Planeta Satélite ...

QCDA #1000 [LAST 20 COPIES]


Zé Burnay, Rudolfo, André Pereira and Afonso Ferreira are the 4 most active brats from the new Portuguese breed of Comix authors! Yup! They make comics in Portugal (lol).

Tired of wandering around, self-publishing their stuff in puny formats, the Four Horsemen of the APOPcalypse have decided to unite, under the blessing of Chili Com Carne, for a real comics anthology in which they do what they please (as always), but this time in glorious A3 size.

We’re talking about QCDA#1000, of course, that collects four stories of four pages each, with a thematic reach that spreads from existencialist acne prevention to social commentary on the contemporary magical-equestrian society, while also exploring several varieties of necromantic architecture and analyzing the behavior of certain high-ranked officers of the army when confronted with legendary creatures of lore.


This GIANT/size/COMIX/zine was released in Angoumerde Fuck Off 2014 and in Portugal it will be released at Festival Rescaldo.

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Full colour cover + 16 pages A3 format
Design: Rudolfo
ISBN: 978-989-8363-23-7
Supported by IPDJ and Wormgod  

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Orders in our online shop and in some good stores like Fatbottom Books (Barcelona), Lambiek (Amsterdam), Ediciones Valientes (Spain), La Central (Madrid), Neurotitan (Berlin), Orbital (London), Quimby's (Chicago), Seite Books (Los Angeles)...

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Feedback : I quite enjoyed the QCDA book! Marcel Ruijters (by e-mail)... QCDA project, really cool, love it, huge weird hard to place in your bookshelf but great style and pure comics juice Alberto Corradi (by e-mail)





Kassumai / últimos 25 exemplares



segundo volume da colecção LowCCCost - porque é realmente barato viajar lendo estes livros de viagens. Depois de uma "Boring Europa", a Associação Chili Com Carne, edita agora uma experiência mais excitante e exótica na Guiné-Bissau pela mão de David Campos 

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Kassumai (saudação Felupe)
uma palavra para designar: Liberdade, Paz e Felicidade...

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3 companheiros / 6 meses numa O.N.G. / 30 e muitas etnias / 1 nova grande família / milhões de sorrisos / muitas tabancas e estradinhas de areia...

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116p. 23x16,5 cm impressas a castanho escuro, capa em cartolina com badanas; 
ISBN: 978-989-8363-16-9

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à venda na loja em linha da CCC, Fábrica Features, Matéria PrimaPalavra de Viajante, Mundo FantasmaLetra Livre, Artes & Letras, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão), BdManiaUtopia, Mundo FantasmaPó dos LivrosLAC, FNAC, Luar (Maputo) e Black Mamba.

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sobre o livro: David Campos visitou a Guiné-Bissau entre Novembro de 2006 e Maio de 2007 no âmbito de um projecto de apoio à população de S. Domingos, numa parceria entre uma O.N.G., a Acção para o Desenvolvimento, e a Câmara Municipal do Montijo. Durante a sua estadia apaixonou-se pelas pessoas que conheceu e este livro, mais que um relato de viagens neste país africano, é um diário fragmentado de vivências e contactos humanos feitos pelo autor entre o seu trabalho como voluntário e os seus tempos livres. 

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O autor nasceu em 1979 em Medons La Florett (França) mas veio para Portugal aos 4 anos, crescendo no Montijo. Tirou o curso de Formação Profissional de Desenho Animado (ETIC) e também o de Escrita para Multimédia e Audiovisuais, e na Ar.Co o curso de Ilustração e BD. Trabalhou em Cinema de Animação, têm editado alguns fanzines e participado em algumas antologias da Associação Chili Com Carne, nomeadamente Destruição ou bandas desenhadas sobre como foi horrível viver entre 2001 e 2010 e Futuro Primitivo.

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Edição apoiada pelo IPDJ 

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historial: lançado no dia 22 de Março na Livraria Sá da Costa ... no mesmo dia: exposição + festa com no Adufe Bar ... reportagem na RTP Internacional / programa Rumos ... exposição de originais no Festival de BD de Beja, 1 a 16 de Junho 2013 ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... apresentação no DOC LISBOA 2013 ... Seleccionado por Pedro Moura como um dos cinco dos melhores livros portugueses de BD (2013) no site de Paul Gravett ... exposição de originais na BD Amadora 2015 ...
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feedback: 
está muito fixe (...) surpreendeu-me muito tanto ao nivel do desenho como ao nivel de texto. Parece-me agora muito mais fluido e natural (talvez por ser autobiográfico?). 
André Coelho (via e-mail) 
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Campos não parece interessar propriamente o registo jornalístico ou de literatura de viagens, as quais quase obrigariam à procura do exotismo, a uma permanente tensão entre um “eu” (“nós”) e um “eles”, mas antes essa escrita diarística que abraça desde logo o interrelacionamento humano. Até podemos mesmo dizer que este livro é uma forma de demonstrar como a banda desenhada, se entendida (somente, redutoramente) como meio de comunicação, ela pode adaptar-se a todas e quaisquer expressões. 
Pedro Moura in Ler BD 
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Curti dos livros, só não gostei de um: aquele da viagem Bla bla bla previsível ah e tal que experiencia magnifica bla bla bla e o camandro 
Rattus (Albert Fish) via e-mail 
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é um livro muito interessante, captando instantes do percurso pessoal do autor à medida que se adapta a um país pobre, muito mais estranho do que aquilo que contava. (...) sendo um bela iniciativa de uma editora fundamental (...) Sente-se algum pudor, mas a verdade é que o livro não se liberta de uma visão pessoal (a todos os níveis), e é pena, porque se trata de um excelente ponto de partida, e o estilo do autor (entre o fotográfico e o esboço) é particularmente eficaz a retratar as distorções que a memória faz no real. 
João Ramalho Santos in JL 
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Nomeado para Melhor Publicação Nacional dos Troféus Central Comics 2014 
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Acho que a cooperação portuguesa devia distribuir um exemplar de Kassumai a todo e qualquer cooperante que partisse para África, tão intensa é esta generosidade, tão autêntica foi esta dádiva, tão festiva é toda esta experiência realçada por um desenho ingénuo, franco e leal, como leal é a amizade que ele estabeleceu com aquele chão felupe, sabe-se lá se para todo o sempre. 
Luís Graça & Camaradas da Guiné 
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Rememorar momentos da sua própria vida é uma tendência comum a escritores e a autores de BD em especial. (...)  Na novela gráfica Kassumai (...) Assistimos, graças às imagens realistas que David desenha - muitas delas com subtil apoio fotográfico - a sequência de momentos que desenha e escreve, desde confissões inesperadas (algo como "vou acabar de ler os Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez e passar a usar o livro para o pôr em cima dos desenhos quando quero digitalizá-los"), ou análises amargas das realidades que enfrenta naquele país, onde o trabalho duro é executado maioritariamente por mulheres e crianças. David Campos inclui-se como personagem na participação das situações ou, no mínimo, como observador. É uma obra que se sente prenhe de emotividade perante uma realidade tão dura, que claramente se imprime na sensibilidade de um observador jovem e sensível ao registar literária e imageticamente vários momentos marcantes da sua imersão, mesmo que apenas durante cerca de sete meses, num contexto social e humano com aspectos de desigualdade gritantes. 
Geraldes Lino 
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Durante a sua estadia apaixonou-se pelas pessoas que conheceu e este livro, mais que um relato de viagens neste país africano, é um diário fragmentado de vivências e contactos humanos feitos pelo autor entre o seu trabalho como voluntário e os seus tempos livres. É possível acompanhar o percurso do autor e a voz pessoal com que narra esta viagem, ficando deste modo registada a sua visão do que restou da memória e das fotografias capturadas. 
Nuno Sousa

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"a" maiúsculo com círculo à volta de Rui Eduardo Paes --- últimos 25 exemplares!!!


Muitas vezes, e não em poucos casos abusivamente, o punk foi/é identificado com o anarquismo. Em outra área, são habituais as analogias da chamada "livre-improvisação" com os princípios libertários, mesmo quando quem toca são músicos com perspectivas políticas e sociais influenciadas por correntes marxistas como o trotzkismo e o maoísmo. Seja como for, há mais conexões entre Música e Anarquia do que aquelas que se supõe. Um contributo para o seu desvelamento, tanto quanto para a desmitificação de algumas ideias feitas, está neste novo livro de Rui Eduardo Paes, o segundo do autor na colecção THISCOvery CCChannel, depois de Bestiário Ilustríssimo.

O novo livro de Rui Eduardo Paes relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Daniel Carter, Lê Quan Ninh, John Cage, Fela Kuti, Frank Zappa, Thom York (Radiohead) e Nicolas Collins são algumas das figuras retratadas pela escrita analítica e de dimensão filosófica, mas não raro com humor e alcance provocatório, do ensaísta e editor da revista “online” jazz.pt. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey, Murray Bookchin, Starhawk e Ursula K. Le Guin.

A
O livro é ilustrado por vários artistas da Associação Chili Com Carne: Joana Pires, Marcos Farrajota, André Coelho, Jucifer, Bráulio Amado (acumulando o cargo de Designer do livro), José Feitor, David Campos, Daniel Lopes, André Lemos, João Chambel e Ana Menezes.

A
Edição da Chili Com Carne e Thisco
80p p/b; 16,5x22cm
ISBN: 978-989-8363-21-3

à venda na loja em linha da CCC, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Flur, Letra LivreMatéria PrimaFábrica FeaturesPó dos LivrosArtes & Letras, UtopiaLAC, FNAC, Glam-O-RamaLouie Louie do PortoApop ShopBlack Mamba, Tortuga (Disgraça) e MOB.

A
Historial : lançado em 29 de Maio de 2013, na Trem Azul, Lisboa, com a participação do escritor Rafael Dionísio e do músico Paulo Chagas, seguido de concerto de Shameful Iguana [Luís Lopes: guitarra eléctrica; Hernâni Faustino: baixo eléctrico; Marco Franco: bateria] ...

A
Sobre o autor: Com quase 30 anos de actividade repartida entre o jornalismo cultural, a crítica de música e o ensaísmo teórico, Rui Eduardo Paes é autor de vários livros sobre as músicas criativas. É o editor do site jazz.pt, membro da direcção da associação Granular e autor dos press releases da editora discográfica Clean Feed. Foi um dos fundadores da Bolsa Ernesto de Sousa. Assessorou a direcção do Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e integrou o júri do concurso de apoios sustentados do Instituto das Artes / Ministério da Cultura para o quadriénio 2005-2008.

A
os textos estão soberbos e o trabalho gráfico ficou excelente! parabéns a quem concebeu e materializou este objeto literario-grafico-musical absolutamente único! António Branco ... novo livro traz é que o ponto de vista essencial é o ponto de vista político associado às manifestações estéticas contemporâneas. O título é, de resto, todo um programa de intenções: "A" Maiúsculo Com Círculo à Volta". O anarquismo histórico e as suas formas libertárias de expressão são intercaladas, pelo autor, com múltiplas abordagens a músicos, escritores, cientistas ou artistas multimédia. Um livro que, uma vez mais, prova que o autor rejeita o conformismo de pensamento e ousa analisar novas abordagens, novas relações, novos pontos de vista sobres os fenómenos artístico-culturais-sociais-filosóficos do mundo contemporâneo (...) relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey ou Murray Bookchin Kubik in O homem que sabia demasiado ... Dando sequência a uma consistente abordagem político-musicológica, por vezes fraturante e polémica, REP continua a revelar neste novo conjunto de reflexões a lucidez intelectual, a densidade de análise e o rigor enciclopédico que sempre caracterizaram a sua escrita. António Branco in Jazz.pt ... 4 estrelas (em 5) in Público ... Atenção, isto não é apenas um livro: é um perigoso "cocktail molotov" para o cérebro. E, já agora, também para os ouvidos. Nuno Catarino in Ípsilon / Público ... ambicioso, extraordinariamente documentado, e uma porta perfeita para teses de maior valor intelectual. Bons Encontros ... No abandonando su sentido del humor, desde la espiritualidad, el sexo, el amor, el ocultismo a temas más de actualidad, la ficción científica, la nueva tecnología (...) Oro Molido





quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Chili do Inferno ou Clube Com Carne?

Eis a parceria diabólica entre a Chili Com Carne e o Clube do Inferno em 2015!!!
A Maga já estava prometida à muito tempo, é uma antologia de textos ou como se sub-intitula: Colecção de Ensaios sobre Banda Desenhada e afins

Inclui textos de Tiago Baptista (entrevista), Marcos Farrajota, João Machado, João Sobral (que realizou o design da publicação) e Ana Matilde Sousa, e ainda umas BDs de Tiago de Bernarda, que nos oferecem artigos sobre BD, Indíos, Depressão, Manga, Cultura Pop, Anime, Zines, Comix e DIY a rodos...

É o volume -5 da colecção THISCOvery CCChannel, parceria da Chili Com Carne e Thisco para a edição de livros sobre "Ocultura" onde a BD se insere facilmente. São 122 páginas que se encontram na loja em linha da CCC e na Mundo FantasmaMatéria-Prima, Artes & Letras, El Pep, Linha de Sombra, BdManiaLetra LivreTasca Mastai e Pó dos Livros.

Melhor Publicação Relacionada pela Central Comics 2016



O QCDI não se deveria chamar QCDA!? Será gralha da rapaziada?  Não não não! É que estes chaval@s são do Inferno e não do aPOPcalipse! Apesar de André Pereira, Astromanta, Hetamoé e Mao disfarçarem a sua "chavalice" com barbas", sorrisos e pactos de sangue!

Fear of a Capitalist Planet
Tamanho A3! 16 páginas impressas em azul petróleo! Capa a cores!

à venda AQUI e na Artes & Letras, Matéria-Prima, El Pep, Ediciones Valientes (Espanha), Black MambaLinha de Sombra, BdMania, Letra LivreTasca Mastai, B Shop (CCB), LAC (Lagos) e Pó dos Livros...





QCDI #3000, integrado na colecção de banda desenhada QCDA da Chili Com Carne. Alguns de dos membros do Clube do Inferno já tinham participado nos números anteriores — o André Pereira no 1000, a Hetamoé no 2000 —, mas este novo volume é Clube do Inferno de uma ponta à outra.

Com o subtítulo "Fear of a Capitalist Planet", as quatro histórias operam em diferentes matizes, entre o fantástico, o político, e o onírico. Dragões, polícias e pizzas deformadas fazem parte da iconografia deste projecto em que continuam uma ideia já presente na exposição Lightning Riding Waves of Fire (na El Pep em 2014): a de que vivemos depois da catástrofe. Colocam-se de fora, no futuro, na realidade paralela, para obter tangentes que se querem alienígenas mas não alienantes.

Feedback: 
Parece haver um princípio comum, indicado pelo título e por uma nota final. Uma reflexão sobre o tardo-capitalismo actual, cujo prometido estertor tem sido sentido pela forma como se tem imiscuído em esferas várias (começando pelo da política, como temos testemunhado na Europa, não nos escusando de sentir as vibrações em Portugal). O título baseia-se num ensaio [os autores garantem "estar lá tudo"], mas se o medo é sobre algo que ainda não sucedeu, aqui é infundado, pois estamos já nele. O título parece ser já uma citação em segundo grau de um famoso álbum dos Public Enemy. 
Pedro Moura / Ler BD 
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"Quatro Chavalos do Inferno" (...) colectivo que tem desenvolvido um trabalho relevante e renovador na cena portuguesa de BD (...) questionam, desmontam, apoucam e ironizam o presente com cheiro a fim de civilização que vivemos. 
Sara Figueiredo Costa / Expresso 
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Nomeado Melhor Fanzine na BD Amadora 2015 
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Lista dos Melhores Livros de 2015 no Expresso 
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uma história de André Pereira que podia figurar igualmente numa qualquer publicação da editora britânica 2000AD. Já em Fantastic Proliferation seguimos de perto (demasiado perto) o abuso do poder por parte de Cosimo, uma personagem digna de um qualquer filme de Pasolini, cuja história, da autoria de Mao, prima não só pelo conteúdo, mas por todo o experimentalismo
Melhores de 2015 pela Deus Me livro
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Nomeado para Melhor BD Alternativa 2015 nos Prémios do Festival de Angoulême 
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Best Portuguese Graphic Novels por Pedro Moura no sítio de Paul Gravett: QCDI 3000 is actually the third volume of an ongoing project to highlight new, young comics artists who are willing to push the envelope of the art of comics-making. This particular issue is concentrated on a collective called Círculo do Inferno, a little like the Hellfire Club, and they’re no gentlemen either. The authors are Astromanta, Hetamoé, Mao and André Pereira (...). This oversized, tabloid-like anthology presents four-page pieces by each artist, not necessarily narrative: Astromanta presents a sort of science fiction essay on precariousness; Hetamoé crunches shojo manga with post-Marxist politics via high fantasy tropes; André Pereira creates a seemingly light story that actually focuses on the current political-economic crises of Portuguese society (with absolutely brilliant page compositions); and Mao brings together two distinct narrative tracks, an unclear palace intrigue and the slow progress of an oozing pizza-monster (but also an exercise in experimental composition). Weird, creative, dynamic, indeterminate in their moral but surefire in their humour and politics, this collective has not only produced top-notch contemporary comics that go well beyond classic genres and forms, but also provide much food for thought, and not only about comics themselves. 
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Nomeadas BDs de Mao e André Pereira para Melhor Obra Curta no Central Comics 2016

The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros - Obra vencedora da edição de 2013 do concurso "500 paus!" no LAC (Lagos)


The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros
de
Francisco Sousa Lobo

Obra vencedora do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! 2013

"Peter Hickey is to paedophiles what birdwatchers are to hunters". Peter Hickey dixit. What is meant by this oblique statement is the crux of this graphic novel. Peter Hickey is a godless catholic perv. Peter hickey has a saint syndrome. "Peter Hickey está para os pedófilos como os observadores de aves estão para os caçadores", assim diz Peter. O possível sentido desta frase obscura forma o próprio cerne deste romance gráfico. Peter é um católico tarado e sem deus com um síndroma de santo.

140p. duas cores 16x23cm, capa duas cores, edição brochada
ISBN: 978-989-8363-32-9
In English with Portuguese subtitles / Em inglês com legendas em português

PVP: 15€ (50% desconto a sócios da CCC, jornalistas e lojistas) à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na Pó dos Livros, Artes & Letras, El Pep, Mundo Fantasma, BdMania, Matéria Prima, Letra Livre, Bertrand, Linha de SombraTasca MastaiUtopiaLAC (Lagos) e A Vida Portuguesa.
Buy: Neurotitan (Berlin), Orbital (London), Quimby's (Chicago), Dead Head Comics (Edinburgh), Just Indie Comics (Italy), Ugra Press (S.Paulo)...

Historial: Obra vencedora do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! (2013) ... Lançamento na BD Amadora 2015 ... Lista dos Melhores Livros de 2015 no Expresso ... My Top Ten International Graphic Novels of 2015 (non-UK/North American published originally in English or bilingual) by Paul Gravett ... Best Graphic Novels (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site ... Nomeado para Melhor Argumento pela BD Amadora 2016 ... Um dos Melhores Livros de 2016 no Expresso (apesar de ter saído em 2015... weird!) ...

"peeping tom" aqui / here





Feedback:  

Já li o livro do Francisco Sousa Lobo. Gostei, apesar de toda a problemática do pedófilo e de às vezes ser difícil lidar com o que se possa sentir pela personagem (mas pensei que em relação a isso o livro era mais problemático e comprometedor), tem momentos muito bonitos, dos pássaros presos na rede, ele a conversar com as aves, desadequação do personagem ao mundo... e a parte final em que enlouquece (não estaria já louco?) e se deita do chão de cara para baixo à espera de um raio que o fulmine. Achei bastante poético. 

I like its mysteries and allusions, the gaps left in the dialogues, great use of the gaps and faultlines between what we are shown and what we are told.  Congrats, it’s further proof of Francisco's great work and development.
Paul Gravett (by e-mail)

Um dos mais discretos e interessantes autores portugueses de banda desenhada regressa com uma edição bilingue, uma narrativa que revolve as vísceras da natureza humana para as mostrar frágeis e inúteis enquanto conta a história de um homem que podia ser o nosso vizinho do lado. 
Sara Figueiredo Costa in Parágrafo, suplemento de Ponto Final (Macau) 

Desta vez Sousa Lobo debruça-se sobre um dos assuntos mais sensíveis, o da pedofilia. Esta é a história de Peter Hickey, um homem que parece acreditar que “está para os pedófilos como os observadores de aves estão para os caçadores”, um conceito que será explorado ao longo destas páginas naquele que é, sem qualquer hesitação, um dos mais portentosos livros do ano.

Is eager birdwatcher Peter Hickey ‘a godless Catholic perv’ or does he have ‘a Saint syndrome’? Deeply discomforting themes of sin and sincerity are cleverly underplayed and implied. I enjoy the book’s allusiveness, the gaps Lobo leaves in the dialogues, and his great use of the faultlines between what we are shown and what we are told, leaving what is left for us to tease out. “Words can become phantom limbs we never knew we had…”

LE PETIT OISEAU VA SORTIR... The Care Of Birds est un roman graphique de Francisco Sousa Lobo publié initialement en 2014 par Chili Com Carne, une maison d'édition post-psychanalytique portugaise dédiée à la BD et au dessin. Peter Hickey est ornithologue: il a été formé à 9 ans par un homme qui aimait beaucoup lui tenir la main. A présent, à 60 ans, il aimerait transmettre sa passion pour les oiseaux, en tout bien tout honneur. Dans cette histoire, où "les mots sont des membres fantômes", le dessin ne fait que suggérer ce que le langage ne recouvrira jamais. Le personnage principal communique avec les oiseaux, qu'il aime plus que tout étudier en compagnie de jeunes garçons. Les oiseaux lui disent des choses, et semblent lui obéir. L’ambiguïté de ses rapports avec ses petits collaborateurs est développé à la manière d'un malaise onirique, d'une torpeur fiévreuse.
Benjamin Efrati in Droguistes (e-mail newsletter)

The Care of Birds é, sem qualquer dúvida, um livro maior. Um livro que se desprende de toda e qualquer amarra de género e dos mecanismos (narrativos, visuais, estruturais) habituais da banda desenhada, portuguesa ou outra. Um título que não tem qualquer ambição de chegar a “todo o público”, nem sequer de serenar ou emocionar aquele ao qual chegará. A poeticidade de Francisco Sousa Lobo é sofrida, exigente, abole quaisquer consensos possíveis. Sem efeitos de pirotecnia emocional, lê-lo é uma armadilha se se toca a raia dos seus perigos. Difícil, profundo, angustiante, de uma lentidão que não significa tranquilidade, desprovido de quaisquer adornos e de efeitos, The Care of Birds é um jogo de tensões entre o melodrama de um Dostoievsky e a paralisia de um Kafka.
Pedro Moura in Ler BD

Despite its 100-plus pages, The Care of Birds is a tale mostly made of silences and doubts, both of the protagonist and the reader. Peter Hickey is an older man, an accomplished birdwatcher, birdsong imitator and bird draughtsman. But he is assaulted by strange feelings of seemingly innocent friendship toward children, which might be interpreted by many as pedophilia. A profound Catholic, Hickey is at the same time well aware of an uncrossable line but also haunted by sinning, that may or may not have taken place. All the questions that arise from the little plot there exists, if answered, are ambiguous. Difficult, profound, agonising, slow-paced but not tranquil, bereft of adornment and effects, The Care of Birds is a tour de force between Dostoevskyan drama and Kafkesque inaction, making it not only a great book within the Portuguese context but internationally as well.
Pedro Moura in Paul Gravett site


I just red The Care of Birds, liked the how the narration goes and the angle, remind me a bit of Hornschmeier work 
Franky (Les Requins Marteaux)

Spanish Edition in 2017 - for all Spanish language countries

Nomeado para Melhor Publicação Nacional, Melhor Desenho e Melhor Argumento  Central Comics 2016

Se quisermos reduzir Sousa Lobo ao Santo Graal da assinatura do artista, podemos falar num programa que é recorrente no seu trabalho e que envolve estruturas de autoridade, doença mental e perversão. (...) Com um pezinho dentro e outro fora, entrar na galeria de arte ou na igreja com uma BD debaixo do braço continua a ser mais que uma provocação. É um acto de rebelião.
Hugo Almeida in Mundo Fantasma

O Fantasma de Creta e outros contos no LAC (Lagos)



O novo livro de Rafael Dionísio, chama-se O Fantasma de Creta e Outros Contos

O título é auto-explicativo: são quinze contos que espelham as contradições e dificuldades das relações humanas. Psicologias complexas, relações de poder, eventualmente violentas e sexualidades mais ou menos desviantes. Com uma concisão admirável e uma segura mão narrativa, estes contos são um prazer e, por vezes, contém pequenas e grandes surpresas para o leitor.

Os contos que se reúnem neste livro foram escritos entre 2012 e 2015.
Alguns já viram a luz do dia, em publicações como a Flanzine ou a Nicotina, outros já foram lidos pelo seu autor em público.

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Uma co-edição Bicicleta (selo editorial da Mandrágora) e Chili Com Carne
capa de João Chambel
108p 20x20cm, capa a 2 cores
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PVP: 13€ (30% desconto sócios, lojistas e jornalistas) à venda na loja em linha da Chili Com CarneLeituria, Artes & Letras, Letra Livre, FNAC, Bertrand, Pó dos Livros, El Pep, Matéria Prima, LAC (Lagos)...


Historial: lançado no dia 7 de Abril de 2016 na Leituria

Os Meus 21 Tormentos ( 19 )


O Tempo da Geração Espontânea / ÚLTIMOS EXEMPLARES




O Tempo da Geração Espontânea
[novo romance]
de Rafael Dionísio

Sinopse : Este livro Atravessa o arco temporal de fins do século XIX até aos anos oitenta do século XX. No entrelaçar da vida de algumas personagens estalam as contradições do colonialismo, da esquerda, da revolução e da vida depois disso. É um retrato de uma certa geração que nasceu em Angola e que cresceu dentro do regime, na posição de estarem contra ele, e das dificuldades e adaptações que sofreram para se manterem à tona, cada um à sua maneira. É uma obra de um maior fôlego narratológico, sendo, simultaneamente um romance histórico e uma reflexão sobre Portugal. Mas tudo isto a la Dionísio, como é evidente.

356 p. 21x14,5 cm, edição brochada, capa a cores
ISBN: 978-989-8363-26-8
Capa de David Campos
Design de Rudolfo

à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na El Pep, Artes & Letras, Letra Livre, Bertrand, FNAC, LAC, Pó dos Livros, Linha de Sombra, Matéria PrimaLAC (Lagos) e Utopia...

Historial: lançamento brasileiro e universal n'A Bolha (Rio de Janeiro) ... lançamento lisboeta na IV Feira Morta por Pedro Madeira, nos Estúdios Adamastor ...

Feedback: pretexto para reflectir sobre colonialismo, esquerda e revolução e pós-revolução I

Errata online aqui







Sobre o autor: nasceu em 1971 e é sobretudo escritor. Presente desde a primeira hora na Chili Com Carne publicou seis livros nesta Associação. Começou a publicar pequenos textos no já há que tempos extinto DN Jovem. Durante os anos 90 participou com textos em publicações alternativas como a Ópio, Número, Utopia, Bíblia,... Participou em diversas exposições de artes plásticas e durante um pequeno período escreveu recensões na revista Os meus livros. Auto-editou dois fanzines de poesia, refúgios e alguns slides, numa altura em que se ainda não tinha decidido definitivamente pela narrativa. Continua a publicar textos em publicações como Nicotina ou Flanzine.
Andou a estudar para engenheiro no Técnico e, depois, para arquitecto na Faculdade de Arquitectura de Lisboa tendo desistido a meio dos dois cursos. Também estudou Desenho no Ar.Co e houve uma época em que quis ser artista plástico, tendo pintado bastantes quadros e destruído muitos deles. Entretanto atinou com os estudos e enveredou por Estudos Portugueses, na Nova, onde tirou sucessivamente, licenciatura, mestrado e doutoramento em Crítica Textual estando aos papéis do Ernesto de Sousa.
É monitor de cursos de Escrita Criativa, especialmente vocacionados para a narrativa. Em 2014, com os Stealing Orchestra fez um EP que foi recebido com boas criticas pela imprensa.

sábado, 12 de agosto de 2017

Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology na LAR / LAC (Lagos)


Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology
de
Marcos Farrajota
Oitavo volume da Colecção Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines.
80p. 15 x 21 cm
666 exemplares
ISBN: 978-989-8363-34-3

PVP: 10€ (50% desconto para sócios, jornalistas e lojistas) à venda na Chili Com Carne, Mundo Fantasma, BdMania, Letra Livre, Artes & Letras, LAC, Matéria Prima, Linha de Sombra, El Pep, Pó dos Livros, Bertrand, RastilhoTigre de PapelLAR / LAC (Lagos) e Vault.

Eis a terceira compilação das BD's autobiográficas de Marcos Farrajota depois de Noitadas, Deprês e Bubas (2008) e Talento Local (2010) ambos pela Chili Com Carne nesta mesma colecção. O novo livro Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology reúne material disperso em várias publicações - incluindo o livro do DVD do 15º Steel Warriors Rebellion Metalfest mas também em vários zines e revistas como Cru, Prego (Brasil), Pangrama, Stripburger (Eslovénia) e ainda antologias de países começados por "s" como a Suécia ou a Sérvia!

As Bds que se encontram aqui são cada vez menos os episódios mundanos como noutras BDs de Farrajota para dar primazia a ensaios críticos sobre a cultura portuguesa e subculturas underground... Talvez por isso que só agora é que são compiladas as míticas tiras da série Não 'tavas lá!? que fazem crítica aos concertos assistidos pelo autor publicadas na mítica Underworld : Entulho Informativo e vários outros zines e revistas. Podem encontrar nestas tiras bandas famosas como os Type O Negative ou Peaches, de culto - Puppetmastaz, Repórter Estrábico ou Dälek - como algumas "fim-da-linha" como os Dr. Salazar (quem?), para além de ainda relatar conferências (Jorge Lima Barreto), museus e instalações sonoras (MIM de Bruxelas ou MACBA de Barcelona) mostrando um gosto ecléctico mas sobretudo amor à música.



O livro foi lançado em Outubro na exposição homónima na Mundo Fantasma  no 10 de Outubro e lançamento sulista no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, no âmbito da exposição SemConsenso a inaugurada no dia 31 de Outubro.

Ah! O Rudolfo participa no livro... com aquela BD sobre drogas que saiu no Prego e com o design da capa/contra-capa!



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sobre o autor: Marcos Farrajota (Lisboa; 1973) trabalha na Bedeteca de Lisboa tendo sido responsável por várias publicações e eventos como o Salão Lisboa 2003 e 2005. Faz BD e fanzines desde 1992 quando criou com o Pedro Brito o zine mutante Mesinha de Cabeceira que ainda hoje edita (26 números). Criou a editora MMMNNNRRRG "só para gente bruta" em 2000 mas antes fundou a Associação Chili Com Carne em 1995.

Participou em vários fanzines, jornais, revistas e livros com BDs ou artigos sobre cultura DIY e BD: Publish or Perish, Amo-te, Osso da Pilinha, Stereoscomics (França), Milk & Wodka (Suiça), Prego (Brasil), Cru, White Bufallo Gazette (EUA), Shock, Blitz, Free! Magazine (Finlândia), Bíblia, V-Ludo, Umbigo, Pangrama, Stripburger (Eslovénia), Pindura (Brasil), My Precious Things, Banda, Page, Biblioteca, La Guia del Comic (Espanha), Quadrado, Underworld / Entulho Informativo, Zundap, Inguine Mah!gazine (Itália), Splaft!, Kuti (Finlândia), š! (Letônia), Hoje, a BD - 1996/1999 (Bedeteca de Lisboa), Crack On (Forte Pressa), Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa (Museu Berardo), Boring Europa (Chili Com Carne), Futuro Primitivo (Chili Com Carne), No Borders (Alt Com), Sculpture? (Cultural Center of Pancevo), Komikazen - Cartografia dell'Europa a fumetti (Edizioni Del Vento), Metakatz (5éme Couche) e Quadradnhos : Sguardi sul Fumetto Portoghese (Festival de Treviso).

Criou e escreveu a série Loverboy (4 volumes) com desenhos de João Fazenda, tal como já escreveu BDs para Pepedelrey, Jorge Coelho e Fábio Zimbres. Tem feito capas, cartazes e BD's para bandas punks e afins: Acromaníacos, Agricultor Debaixo do Tractor, Black Taiga, Censurados, Crise Total, Çuta Kebab & Party, Gnu, Gratos Leprosos, Ideas For Muscles, Jello Biafra, Lacraus, Lobster, Melanie is Demented, Peste&Sida, Rudolfo, Sci-Fi Industries, shhh..., Sunflare, Vómito e Whit. Organizou ou fez parte de organização de vários eventos como BD & Cafeína - performance de 24h (1997), Feira Laica (2004-2012), Pequeno é Bom (2010),... Bem como de acções de formação (Ar.Co, IPLB,...), colóquios, um programa de rádio - o Invisual (Rádio Zero, 2008-09) - e sessões de unDJing tendo já "tocado" (pffffff) nos Maus Hábitos, Festival Rescaldo, Jazz em Agosto, Bartô, Sabotage Club e Damas.

Já participou em algumas exposições de BD sobretudo colectivas - sendo de salientar a Zalão de Danda Besenhada, o último salão dos independentes na Galeria ZDB (2000), LX Comics 2001 na Bedeteca de Lisboa (2000/01); Mistério da Cultura na Work&Shop (2008) e Tinta nos Nervos na Colecção-Museu Berardo (2011); bem como em vários festivais: BoDe, Xornadas de Ourense, Salão do Porto, Salão Lisboa, KomikazenMAGA e BD Amadora.

Exposições individuais só houve uma, Auto de Fé(rrajota) na Biblioteca da Universidade de Aveiro (1998), e é por isso que o autor aceitou com muito gosto e lágrima no olho ao desafio de mostrar originais seus (horríveis e em visível degradação perversamente antecipada) na galeria da loja Mundo Fantasma - um grande chi-coração ao Zé e ao Júlio!

Estava previsto um "stand up comedy" para a inauguração mas o autor não foi rápido o suficiente para preparar a peça! Shame on tha nigga!

Bibliografia: É sempre tarde demais (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), Loverboy (c/ desenhos de João Fazenda, 4 volumes, Polvo, Chili Com Carne; 1998-2001, 2012), NM2.3: Policial Chindogu (c/ desenhos de Pepedelrey, Lx Comics #9, Bedeteca de Lisboa; 2001), Noitadas, Deprês & Bubas (Mercantologia 3, Chili Com Carne; 2008), Raridades, vol.1 (c/ arg. Afonso Cortez Pinto, Zerowork Records; 2009); Talento Local (Mercantologia 4, Chili Com Carne; 2010), 15º SWR DVD (SWR inc.; 2013).


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FEEDBACK: Toast!!!And the Jamaican use of the word refers to "extemporary narrative poem or rap" like in reggae music, but toast also means a call to drink's at somebody's health or good news. In our case, the release of the Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology book !!! DJ Balli ... UAUH..... respect.... 666 exemplares? o must :-) Luís Lopes ...  ... FINALMENTE!!! O livro do ano!!! Gamão (Putman was the bastard) já li o free dub modafoca seguido de bué géneros musicais hauntology (...) o Rudolfo fez pra lá umas tripalhices bem giras. as que curto mais são "punk e hardcore", o especial swr, o cristão colorido e o como enviar livros pelo correio. já tinha lido quase tudo mas tudo compilado é outra coisa! devias fazer mais cenas sobre o Zaire,os desenhos de infância foi alta jogada. David Campos ... Gostei muito da péssima critica aos Boris no teu livro. Fez-me sentir menos sozinho no meu desdém por essa bandazeca tão estranhamente hype e sem consequência que felizmente desapareceu do mapa. Pastor Gaiteiro ... ah, já chegou o livro, altamente!! lá foi de uma acentada. morro a rir com o teu humor-caricatura-psico. para não falar nos desenhos, sempre descomprometidos e podres. do caralho como se diz aqui pelo norte. Rodrigo Cardoso ... Curti o teu livro, especialmente a parte do festival de Barroselas. Devias fazer aquilo todos os anos, deve ter cenas hilariantes, mas realmente deve ser duro, haha! Nunsky ... no seu conhecido estilo de borrifamento universal, e as suas figuras rapidamente rabiscadas em esferográficas ou canetas o mais à mão possível, e sobre restos de papel, senão mesmo páginas descartáveis de Bíblias impressas (o autor respiga vinheta de histórias umas para as outras, ou constrói uma prancha final a partir de vinhetas rasgadas noutro local), Farrajota transforma sempre qualquer oportunidade para, ao aparentemente querer dar conta de um evento de modo objectivo, ou partilhar uma opinião de maneira descontraída, acaba por revelar traços dessa tal identidade que faríamos bem em questionar. Daí que o uso do vocábulo filosoficamente prenhe de “hautologia”, de Derrida, não seja um rodriguinho, mas um caso sério. A visão particular sobre o dito mercado independente de edição de livros ou música, o estado da arte e as suas misturas com os negócios camarários, a forma como interesses comerciais rapidamente co-optam, como se costuma dizer, movimentos culturais que poderiam ter sido alternativos, são alguns desses elementos. Mas acima de tudo está uma certa bonomia e complacência da “cultura média burguesa” para com a nossa própria história, o que nos leva poucas ou nenhumas vezes a pormos em causa aquilo que achamos que faz de Portugal “um grande país”, ou dos portugueses “um povo nobre”, e coisas quejandas. Algumas das sendas das histórias enveredam pela autobiografia, mesmo rebuscando o passado, dando continuidade a uma das linhas que o autor mais cultivou, em larga medida, quase isoladamente no nosso país. Há ainda uma divertida participação de Rudolfo, que ilustra um aviso sobre os perigos da droga aos mais jovens. Muito pedagógico. Seguramente que seria um ganho para o PNL. Pedro Moura in Ler BD ... Não conheço ninguém que tenha como maior ambição piorar em vez de melhorar, só esta ave rara. Coisas bonitas são para betinhos, acha. Presumo que seja um trauma, pois o rapaz cresceu em Cascais. O certo é que deixou já uma marca. Basta ver uns quadradinhos com aqueles garatujos para saber que estamos perante uma obra de Marcos Farrajota, figura incontornável da BD nacional underground (não o irão ver no Canal 180!) e, deixem-me acrescentar, um dos autores da dita com mais sentido narrativo. O gajo sabe contar uma história. Neste livrinho conta algumas, tendo-o a ele próprio como protagonista, e não se preocupa em sair bem das ditas. Ou melhor, como qualquer punko-descendente que se preze, e como autor de banda desenhada que quer mexer com as consciências dos leitores, ele sabe que o pessoal prefere seguir as ridículas atribulações de um Robert Crumb do que os relatos de um tipo certinho e dado a intelectualices como Will Eisner. O curioso é que, quando entra neste registo, a nossa personagem torna-se umas vezes num jornalista e outras num crítico musical. Daqueles que fazem juízos de valor peremptórios e não medem as palavras, tipo Lester Bangs. O giro é que, se o virulento Bangs contribuiu para a fama dos Black Sabbath e dos Jethro Tull cascando neles, os grupos que Farrajota arrasa também acham graça. As suas bedês críticas e jornalísticas são mais acutilantes do que os textos sobre música que escreve para o blogue Mesinha de Cabeceira e a blogzine da Chili Com Carne. Nelas está na sua água, boiando à grande, e nestes é como se vestisse pele alheia. Nas primeiras é simplesmente um mamado de cerveja na mão, um aficionado que só não segue os princípios científicos da dúvida metódica ou o cepticismo filosófico do taoismo porque até estas fabricações mentais interferem comas reacções epidérmicas, as únicas em que devemos confiar. Nas prosas, pelo contrário, e quando o desagrado estala, adopta inadvertidamente o tom de deploração condescendente que têm os académicos quando observam a vida real. Algo, de resto, que me leva a mim, escrevinhador profissional, a constantes autovergastadas… Rui Eduardo Paes in Bitaítes