sexta-feira, 26 de maio de 2017

ccc@festival.de.beja


Vamos estar lá, ao que parece... com o unDJ MMMNNNRRRG!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Como ser sócio da Associação Chili Com Carne?

O regime de sócios da Associação Chili Com Carne passa pelo pagamento de uma jóia no valor de 30€ (15€ para menores de 30 anos) e o envio dos seguintes dados para o nosso e-mail: ccc@chilicomcarne.com

_nome
_data de nascimento
_morada
_tlm
_e-mail
_www
_fotografia (um jpg qualquer para fazer o cartão de sócio)

O valor da quota deve ser depositado na conta do seguinte EBAN: PT50003502160005361343153 (swift / bic: CGDIPTPL); ou através de paypal.

Quais as regalias de ser sócio da CCC?
_Oferta do livro Futuro Primitivo, uma antologia de "screwed and chopped comix";
_30% de desconto sobre as edições da CCC;
_30% de desconto sobre as edições da MMMNNNRRRG;
_Desconto sobre outras edições presentes no catálogo online da CCC;
_informação em primeira mão de projectos da CCC;
_apoio a projectos editoriais*.
_descontos no uso do projector de vídeo.


E depois disto?
Passado um ano há um quota a pagar de 10€ e ainda recebe um exemplar d'O Andar de Cima de Francisco Sousa Lobo!



* Apoio a projectos editoriais Ao longo do tempo a CCC tem vindo a definir de forma mais precisa qual a vertente de actividades para a qual está mais vocacionada, sendo que a edição em suporte de papel tem sido aquela que a CCC melhor tem sabido gerir. Os sócios da CCC com projectos editoriais poderão solicitar o apoio no campo da produção, distribuição e promoção. A selecção de projectos será discutida consoante cada caso. Sendo que seja imperativo ler este MANUAL!

Subsídios para MMMNNNRRRG #1 na Nouvelle Livrarie Française

o primeiro fanzine de Art Brut português!!!


Editado por Marcos Farrajota e Joana Pires têm as colaborações de João Bragança (editor do extinto zine Succedâneo), João Mascarenhas (Stealing Orchestra e You Are Not Stealing Records), A.C.P., Manuel Correia, Jucifer, Jakob Klemencic (Eslovénia, ligado à Stripburger), Latrina do Chifrudo, Pakito Bolino (do Le Dernier Cri), uns putos se Sesimbra e Rafael Dionísio para tratar dos seguintes temas: Caretos de Podence, Kurents (da Eslovénia), Moliceiros da Ria de Aveiro, Franklin, o jardim da família F***, Match de Catch à Vielsam, Raw Vision, Metal e Deusa Loira apaixonada por Cradle of Filth 2006.
...
São 128p. 13x20cm a cores, 2 capas diferentes (uma para metaleiros, outra para pessoas normais).
A tiragem foi de apenas 300 exemplares que estão disponíveis na shop online da CCC, Fábrica Features, Casa da AchadaMatéria Prima, Letra Livre, NeurotitanStaalplaatXYZ BooksTigre de PapelBooks & Records Megastore by Largo, N.L.F. e FNAC.
...
Historial : versão online lançada a 21 de Julho 2010 ... versão física lançada Janeiro 2011 ...
Feedback : muito interessante publicação, com um artigo bem pertinente e divertido sobre a nossa exposição “Onde Mora o Franklim?” Museu de Etnologia ...

Exemplos de páginas:

ANARCO-QUEER? QUEERCORE! na Tortuga (Disgraça)


O livro mais f.o.d.i.d.o. de 2016!!!

ANARCO-QUEER? QUEERC0RE!
de 

Uma edição 
CHILI COM CARNE / THISCO

com ilustrações e grafismos de 
e capa de

O queercore foi-se esvaziando nos últimos anos, apesar da existência de novas bolsas de liberdade, apesar dos sinais de que a hecatombe do capitalismo pode mesmo acontecer e apesar do nomadismo dos sexos. Muito de bom foi produzido no impulso de enfiar os dedos em lugares quentes e húmidos, mas não será pouco? O hardcore queer ainda resiste, mas resiste porque está na defensiva, porque está fraco. É como se tivesse sido geneticamente programado para falhar. Mas quando ouvimos um estridente feedback dos Apostles e dos Nervous Gender tudo, absolutamente tudo, parece possível… Vamos acreditar que sim, OK?


PVP: 10€ à venda no sítio da Chili Com Carne, Linha de Sombra, Letra Livre, Artes & Letras, MOB, Glam-O-Rama, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Pó dos Livros, Flur, Tasca Mastai, FNAC, El Pep, Bertrand, Tigre de Papel, UtopiaBlack Mamba, XYZ / A Ilha, Tortuga (Disgraça) e Matéria Prima.


ilustração de Astromanta

Historial: entrevista no Bodyspace ... lançamentos a 8 de Abril no MOB 9 de Abril de 2016 na SMUP com apresentações de Daniel Lourenço (Lóbula; poeta, activista queer) e João Rolo (A Lata Music, Música Alternativa; divulgador de rock independente), com mostra de videos de bandas queercore (Nervous Gender, Super 8 Cum Shot, Limp Wrist, The Gloryholes, Shitting Glitter, Lesbians on Ecstasy, Hidden Cameras, The Clicks), DJ sets de Pussybilly (MOB) e Lóbula (SMUP) e concerto de Vaiaapraia e as Rainhas do Baile (SMUP) ... artigo n'Observador ... artigo na Time Out ... reacção de José Smith Vargas ao artigo da Time Out in Mapa Borrado (secção de BD do jornal Mapa)
...










Feedback:
parabéns pela edição do queercore, está alta objecto, o livro!
Bernardo Álvares (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Zarabatana,  Älforjs)

Quase a acabar de ler e foi, sem dúvida, uma agradável surpresa (...) empolgante de ler. A verdade é que aguça a curiosidade e a vontade de saber mais. (...) Daqueles livros que nos fazem olhar para as coisas com outro olhar e em diferentes perspectivas. Aconselho vivamente!
Margarida Azevedo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova)

Característica fundamental deste livro é o próprio formato físico e a sua paginação atípica, que se aproxima do formato “fanzine”. Numa escolha estética pouco comum (e exemplificativa do espírito rebelde do livro), cada capítulo é paginado e ilustrado por um artista nacional diferente (...) Este é um documento atípico que pode interessar a curiosos que queiram descobrir um universo musical pouco explorado. 
Nuno Catarino in Bodyspace

Bandas como Gay For Johnny Depp (...) ou Tribe 8 entre outras, são retratadas numa narrativa húmida e sem preconceitos.
Luís Rattus in Loud!

ccc@comunicar:design.2017


como já aconteceu no passado vamos lá espreitar as novas produções das Caldas... 
Atenção: só estaremos no dia 23 de manhã!

+ info aqui

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Presidente Drógado apresenta Quatro Dramas de Faca e Alguidar



Este Sábado que passou, finalmente saiu um disco - um vinilo 12" gravado de um só lado - que marca não só o regresso da saudosa Imprensa Canalha como o do Presidente Drógado a edições decentes, isto para quem tem feito uma carreira fonográfica de CD-Rs pobrezitos (excepção prá edição da Burning Desire). Escrevi "edições decentes"? Meus caros, esta edição é a razão porque se compra discos em vinilo.
'Tá Top! É bem capaz de ser a melhor edição em vinilo em Portugal nesta década ou milénio, já não digo melhor edição fonográfica porque ninguém até hoje bateu as edições da Matarroa desenhadas pelo designer Chemega. Capa em serigrafia, textos explicativos da enorme saga de três anos que demorou para sair o disco - o problema principal, é que com a moda do vinilo, as fábricas de discos estão a ignorar os pedidos de editoras mais pequenas.
Baseado num caderno antigo do século XIX descoberto pelo João Bragança (Succedâneo) que contava uma estória de drama e crime, foi dado o mote para uma pequena recolha im-popular de "murder ballads" em que o Drógado é perito. As gravações vão de 2008 a 2015 e inclui excelentes participações de Patrícia Filipe (com quem partilham o projecto Come-se a Pele), Filipe Felizardo e Rita Braga - que várias vezes apareceu marciana em concertos e gravações do Drógado.
Advertência aos fãs agarrados: as músicas do Drógado neste disco são "dark" e mais trágicas que cómicas, o que poderá fazer algum choque a quem espera apanhar letras irónicas sobre o consumo de estupefacientes ou os clichés da vida contida de Rock'n'Roll deste Lou Reed de Linda-A-Velha. Há um tom de seriedade que casa com o grafismo do disco em perfeição. O simples facto de se colocar o disco na aparelhagem e ouví-lo à medida que se consulta os textos percebe-se que estamos num mundo Pop em estado de "slow food", há que apreciar isto com calma e gosto. Há o espectro "trash" que paira no disco, claro, afinal falamos de baladas populares e que até são descobertas literalmente no lixo mas é daquele "trash" que foi transformado em luxuo e será guardado para sempre nas prateleiras dos doze polegadas...
Parabéns Zé!

domingo, 21 de maio de 2017

Tentativa Punk!

remix de desenhos de Vicente (9-11 anos) para capa de um dos livros
Sai em Junho na Feira do Livro de Lisboa - pavilhão C39, fixem lá isso! - dois livros em um, ou seja um split-book, bem à punk! E é isso mesmo, sobre o Punk: Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal por Afonso Cortez Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal por Marcos Farrajota.

O livro será acompanhado por um CD que reúne faixas exclusivas de Grito!, Mandrake, Albert Fish, Melanie Is Demented, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Putan Club, Presidente Drógado com Banda Suporte, FDPDC, GG Allin´s Dick, dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS e Estilhaços Cinemáticos (Adolfo Luxúria Canibal, António Rafael, Henrique Fernandes e Jorge Coelho).

O livro vai entrar para gráfica esta semana!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

MUSCLECHOO - SIDE STORY FILE 001 - TRUMP CARD @ Ler BD



After finding an underwater base at Water Moon Sigma 14-B, Musclechoo goes inside and loses contact with Iris and then it starts to get really weird…

Musclechoo makes a comeback on a new book drawn between August 2014 and December 2016. For fans of Fort ThunderGhost in the Shell and Trading Card Games.
80 pages. 16x21cm. Offset printing. Perfect bound. 333 copies. Co-published by Chili Com Carne and Ruru ComixSupported by IPDJ.

Buy @ Chili Com Carne online shop, Ruru Comix, Letra LivreBdMania, Linha de Sombra, Tasca Mastai, Artes & Letras, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), Tigre de Papel, Mundo Fantasma, Utopia, Fatbottom Books, Le Monte-en-l'air, Black Mamba, Inc, Pó dos Livros, Matéria PrimaMOB and Bertrand. Soon @ Matéria Prima,...

Feedback: 
Se (...) Livros de bonecos é que é a vossa cena. Pois bem, não percas tempo. A Chili Com Carne acaba de editar a nova BD de Rudolfo, Trump Card. É o primeiro livro a solo do autor e nele encontram a sua personagem fétiche, Musclechoo, embrenhado numa aventura bem esquisitinha. Como vocês gostam. Ambos os dois. Seus tarados!Vice Portugal 
...
I already read Musclechoo and liked it. Actually I loved drawings and characters in it. Do you have any idea is it possible to find earlier zines? (...) there is some kind of collection coming but still. I fancy to own those original zines. They are looking really good in photos google found. - Marko Turunen
...
Trump card was some good shit indeed... A total teenage action comic fantasy. The violent/gore bits are the best, for real. Those stiff action panels are awesome. Idk if that was the idea, but those moments felt a lot like Prison Pit. - Héctor Cimbrón ... Trump Card ganha uma desenvoltura diferente (...) foi totalmente improvisado na sua “escrita” e “desenho preparatório” (...) uma espécie de mistura de Magic the Gathering, Pokemon, MMORPGs e sabe Deus Nosso Senhor mais o quê numa sopa tão pouco credível como certamente satírica. Com efeito, é difícil não ver em Trump Card um exercício de deboche sarcástico em torno de toda uma linha de cultura popular, de Star Trek a novos jogos digitais, mas ao mesmo tempo mostrando algum gosto por essa mesma cultura. (...) Apesar do título ter tudo a ver como o jogo de cartas, e aparecer uma espécie de “tirano sapo” obcecado com sexo, não deixa de haver uma ideia de explorar a actualidade política internacional. Mas ir por aí é como patinar num sabão em chão de mármore. Todo o cuidado é pouco e equilíbrio, nenhum. Uma espécie de Image dos pobres, em que a verve daquela editora norte-americana em revisitar e revitalizar toda uma série de géneros clássicos, mas com os instrumentos imediatos e de pêlo da venta do punk (8-bit breakcore, entenda-se) zinesco, Musclechoo deve estar mesmo para ficar. Deus nos acuda. - Pedro Moura - Ler BD

quinta-feira, 18 de maio de 2017

BRUMA de AMANDA BAEZA na Tigre de Papel

El deslumbrante debut de Baeza (...) Autobiografía de vanguardia para el siglo XXI. 
The Watcher
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un estilo y una narrativa subversiva en la que la artista (...) utiliza el humor, juega con la ironía y desarrolla un discurso en el campo social y político que la propia autora ha decidido bautizar como activismo visual.
Cactus
.
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Amanda Baeza nasceu em Lisboa, em 1990, cresceu no Chile e regressou a Portugal com 10 anos. Talvez seja por ter crescido entre dois hemisférios que haja quem diga que os seus desenhos vêm de outro mundo.

No entanto sabemos que as bandas desenhadas seleccionadas neste volume baseiam-se em eventos e sentimentos reais. O seu grafismo tem tanto de assertivo como de mutante e é na fusão com as palavras que nos surgem estas originais narrativas e poesias visuais.

Baeza actualmente reside em Lisboa e desde 2012 que trabalha para várias publicações internacionais. Bruma compila quase duas dezenas de histórias, a maior parte delas inéditas em Portugal, uma delas com texto de Pedro Moura.

Já se encontra à venda na nossa loja em linha e na Linha de Sombra, Letra Livre, Artes & Letras, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), MOB, A Ilha, Pó dos LivrosBdMania, Matéria PrimaTasca Mastai, STET, Tigre de Papel, Bertrand, FNAC e Mundo Fantasma.









10º volume da colecção Mercantologia
160p. 15x21cm a cores, edição brochada
edição apoiada pelo IPDJ

Sairam entre o final de 2016 e juntamente com esta edição, um livro em castelhano pela Fulgencio Pimentel - Nubes de Talco (128p., formato 17x24cm) - e em inglês pela letã kuš! - Brume (116p., formato A5). Na realidade isto foi uma parceria entre os três editores para reunir o trabalho desta estimada autora sendo a edição portuguesa a mais completa, a espanhola a mais bonita e a inglesa a mais universal.
:)

Dankas very muchas Cesar & David!

;.;

sobre o livro:

Apresentado oficialmente no dia 26 de Março 2017 na Feira Morta na Estrela (Lisboa) com uma exposição dos trabalhos da autora.
...

Quando a maioria das obras de banda desenhada portuguesa editadas anualmente é distribuída por canais alternativos às livrarias e aos pontos de venda de periódicos (...) cabe ao leitor interessado fazer um esforço extra para acompanhar as obras dos autores que lhe interessam, sem garantias absolutas de sucesso nesta demanda. A sua exposição reduzida implica que sejam lidas e analisadas por poucos, correndo o risco da memória histórica nem sempre as considerar. Foi a pensar em tal, que a Chili Com Carne concebeu a sua série Mercantologia, dedicada à reedição de “material perdido”. O seu 10.º volume (...) não poderia simbolizar mais o propósito da coleção. Amanda Baeza é uma das mais interessantes e prolíficas autoras nacionais – com o devido respeito à sua origem chilena – cuja obra mui raramente chegou às livrarias e, nesses poucos casos, sempre em antologias de vários autores. A acrescentar ao nem sempre fácil acesso ao mundo dos zines e demais edição independente, Baeza tem sido publicada em diversas línguas e países, por vezes com material inédito em Portugal. Por tudo isto, uma antologia dedicada à obra de Baeza era imperativa há já algum tempo e finalmente os leitores interessados poderão conhecer um importante conjunto de bandas desenhadas representativo do seu trabalho. Bandas Desenhadas
...
Foda-se, este livro é mesmo bom. Para além de ser um assombro, de ser bonito - coisa rara na Era Irónica -, para além de ser o melhor que a BD pode ser, para além de ser um livro em que se sente o que se está a ver como se fosse um deleite déjà-vu, é um livro que deve ser aberto quando precisamos de nos relembrar ocasionalmente de que somos humanos. Obrigado, Amanda Baeza. Filipe Felizardo

Uma compilação de quase duas dezenas de histórias, grande parte inéditas em território nacional, muito "focadas em temas sociais", conta a jovem de 26 anos ao P3. E "muito íntimos" e biográficos. (...) uma brevíssima BD em que Amanda fala da sua experiência ao chegar a Portugal e do "estigma" que enfrentou desde criança como imigrante. "Embora as ruas tenham um ambiente multicultural, é por trás de quatro paredes que as pessoas expressam todos os seus medos e preconceitos", lê-se, num dos balões. O traço tem sempre algo de mutante e alienígena, quebrando as barreiras tradicionais da BD ("Tenho muito a influência do design e, como não estudei banda desenhada, quebro muito a estrutura") e, hoje em dia, dando especial importância à cor ("Não é apenas decorativo, é outra linguagem"). P3 / Público 

Aquilo que é salientado, em primeiro lugar, é o campo magnífico visual em que Amanda Baeza trabalha. Há aqui um felicíssimo encontro entre uma figuração ultra-estilizada e uma liberdade dos espartilhos estruturais mais clássicos da banda desenhada que a lança a vários experimentos de organização do campo visual, da estruturação narrativa, da concatenação de linhas divergentes, modos de atenção, etc.(...) A re-descobrir de um modo sustentado ou como primeira apresentação, Bruma, esperemos, será um gesto de introdução de uma autora com uma voz particularmente original Pedro Moura in Ler BD

(...) Amanda consegue fazer um trabalho perfeitamente perturbador. Tiago Baptista in Cleópatra #10

....
Sobre a edição espanhola: Las escenas no responden a una lógica, porque Baeza parte de una certeza que muchos otros autores autobiográficos soslayan: los hechos tal y como sucedieron se han perdido para siempre y son irrecuperables. ¿Qué queda, entonces? Las emociones, las imágenes deformadas tras años de anidar en nuestro cerebro, a veces algo inconexas. Baeza no reconstruye lo que pasó, sino la impronta que dejó en ella. Es una autobiografía emocional, por inventar algún palabro que alcance a explicar un poco su trabajo. The Watcher

Sobre a edição em inglês: They experience a broad range of nuanced emotions, but they also seem to be completely untethered to our world of muddled pop-cultural references and political worries, as well as a little more physically amorphous than earthly people. Rookie 

It’s no longer I that liveth @ Comics Alternative



It’s no longer I that liveth 
by 
Franciso Sousa Lobo
was published by Mundo Fantasma in Porto 
and Associação Chili Com Carne 
- those are the only places where you can buy this book
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303 limited edition 
88 pages 15,5x21,5cm
layout by Sofia Neto
this book was produced in Risograph on Munken Pure paper with 130g and 240g for the cover, which was laminated with ‘velvet’ plastic, the binding and finishing were made in Litogaia printing house
.
It's no longer I that liveth is a book about being thirteen years old in 1986. It portrays the life of Francisco Ferreira. It is set between Lisbon and Évora. Francisco Ferreira is at the worst of ages. He is at an age when the God of childhood is already dead, and no new God has come to replace him. An age when you no longer play and you don't have true friends yet. A nihilistic age. An age without anything. Nevertheless, Ferreira uncovers something, attaches himself to something.
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Mundo Fantasma disclaimer: The underlying technology of the Risograph permits ink to pass into the voids of a very fragile perforated master. The Risograph produces work with an intensity close to that of silkscreen. Small misprints are common, and so is some smudging and variation between proofs, thus making each published book a single, stand-alone object. Our editions are quite small, normally in duotone and produced on site. These editions also include illustrated prints and other memorabilia. Some proofs are signed by the authors. 
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It’s no longer I that liveth 
por
Franciso Sousa Lobo
foi co-editado pela loja/galeria Mundo Fantasma
(no âmbito da exposição homónima do ano passado)
e pela Associação Chili Com Carne 
- sendo estes os únicos sítios onde o livro poderá ser adquirido
.
limitado a 303 exemplares
88 p. 15,5x21,5cm
layout por Sofia Neto
Este livro foi impresso em Risografia em papel Munken Pure de 130g para o miolo e 240g para a capa que foi plastificada com plástico “veludo”. O acabamento foi realizado na Litogaia.

It's no longer I that liveth é um livro sobre ter treze anos em 1986. Relata alguns meses na vida de Francisco Ferreira, entre a região de Lisboa e Évora. Francisco Ferreira tem a pior das idades. Uma idade em que o Deus da infância já não existe e não há ainda outro Deus que o substitua. Uma idade em que já não se brinca e ainda não se tem amigos verdadeiros. Uma idade niilista. Uma idade sem nada. Mesmo assim Ferreira descobre qualquer coisa, agarra-se a qualquer coisa.

Sobre a Risografia e as edições da Mundo Fantasma: a risografia faz passar a tinta para o papel através de um "master" perfurado muito frágil, produzindo resultados quase com a intensidade da serigrafia. São comuns pequenos erros de impressão, alguma sujidade e variações entre cada exemplar, tornando cada livro editado desta forma, um objecto único. As nossas edições são muito limitadas, habitualmente a duas cores e produzidas dentro de portas. Incluem geralmente estampas ilustradas e outra memorabilia. Alguns exemplares estão assinados pelos autores.

FEEDBACK:  Os textos dele lembram-me muito alguns livros do James Joyce! - Goran Titol ... Menos do que um Bildungsroman, It's No Longer That I Liveth é uma demolição da personalidade, uma mortificação, para nela tentar ver se existe alguma fagulha ainda sobrevivente... Pedro Moura ...  Lobo uses more often than not very regular page compositions, with strict grids or simple panel divisions, and within the panels he explores many non-naturalistic approaches. His characters are constructed with minimalist, thick black loose lines. The backgrounds can appear with a few details, but they’re quite often reduced to landscapes and interiors straight out of a Donald Judd catalogue. Printed in Risograph in black and yellow, this book continues the artist’s usual work in two colors. It would be tempting to color-code each title, perhaps finding in this yellow, at one time, the bright, disseminated sunlight of the Summer in Alentejo, in Southern Portugal, a blinding inner light that comes from God and which confronts Francisco with the possibility of the end of his own faith in it, but it is also possible that these are somewhat abusive interpretations. In any case, yellow reinforces the reduced, flattened dimensionality of the visual field. - Pedro Moura / Comics Alternative ...

quarta-feira, 17 de maio de 2017

The Dying Draughtsman --- LAST COPIES


The Dying Draughtsman
by
Francisco Sousa Lobo

Sinopsis: Francisco Koppens has a dying profession, a dying religion, lives in a dying home and has dying thoughts. He is a Portuguese architectural draughtsman living in London who believes he is destined to commit suicide. He talks to his wife but she doesn’t answer back. He does erotic comics as a private compulsion, only to cover them with black ink at the end. He ends up with black monochromes which he then tears to bits. The sign of the monochrome as self censorship permeates Koppens’ life. He visits endless art exhibitions, only to be smitten by dread and doubt. We follow him from depression to psychosis, and then back to a sort of starting point.

The Dying Draughtsman could be described as a fictive construction built on real, personal events lived through the life of the author.

Francisco Sousa Lobo does comics, fine art and writing, and lives in London. The Dying Draughtsman is his first graphic novel.

Critical reception: Chosen as part of the 10 best books of 2013 by Sara Figueiredo Costa, in the newspaper Expresso ... Francisco Sousa Lobo's production is inclined towards forms of comics internal interrogation, especially in their narrative form. An excellent bookPedro Moura in Ler BD ... If Duchamp de-contextualized and re-contextualized his works through the use of photography, Sousa Lobo does it now through comics - Gabriel Martins in Rua de Baixo ... Unpredictable and haunting, stimulating and engaging - Paul Gravett ... Perfect symbiosis between art and writingAndré Coelho ... One of the best books of the yearDavid Campos ... I really like it, it reminds a part of the world of Sammy Harkham and a touch of Theo Ellsworth (for the story). - Nicolas Grivel ... One of Best Portuguese Comics 2013 by Pedro Moura in Paul Gravett site ... It seems that comics finally provide Koppens, and his creator Lobo, with the style and method to write that postponed suicide note, as the remarkable graphic novel The Dying Draughtsman - Paul Gravett in Art Review ... thanks again for The Dying Draughtsman! Not an easy read... a bit too close for comfort, as they say... but very well told. Marcel Ruijters ... Pero más allá de eso parece, sobre todo, una obra de autodescubrimiento a través de la ficción. Francisco, el protagonista, vive en una permanente insatisfacción. No entiende el arte de galería, no consigue avanzar en su cómic —cada página acaba siendo un bloque de viñetas en negro que tiene que romper y tirar—, su mujer no le habla desde hace diez años y en el trabajo están a punto de despedirle. El monólogo interior nos revela a un hombre extraño, religioso, con dificultades para socializar, nervioso y desconfiado. (...) Hay algo contemplativo que recuerda a ciertos mangas, y, de hecho, el mismo Sousa Lobo menciona una hipotética visita a una convención de Tsuge que no puede interpretarse más que como una inspiración. Ciertos recursos gráficos subrayan la pérdida de contacto con la realidad de Francisco, pero como parte de un tono gráfico tan neutro, todo se consigue de un modo muy sutil y orgánico. Hay un momento en el que nos damos cuenta de que no podemos estar seguros de que todo lo que hemos leído que otras personas le han dicho a Francisco sea cierto, porque, al verlo todo a través de él, es imposible separar su paranoia de la realidad; de hecho, la realidad no existe en este tebeo. En ese momento reevaluamos toda la lectura, y es entonces cuando este cómic alcanza su verdadera altura. Se trata de una reflexión sobre la mediocridad, las aspiraciones frustradas de artista y la locura como una etiqueta social. Lo que para todo el mundo es una alucinación, para Francisco es una sólida realidad. The Watcher and The Tower ...

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Design: Joana Pires 128p. 16,5x23 cm two colour
500 copies
ISBN 978-9898363-22-0

Book released in Galerie Kamm, Berlin ... Auto-Critical Comix in Art Review ... Exhibition of originals in Treviso Comics Festival ...

You can buy this book at our site (free postage for EU) and at Quimby's (Chicago), Gosh Comics (London), Orbital (London), Lambiek (Amsterdam), La Central (Spain), Neurotitan (Berlin) and Seite Books (Los Angeles)

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Here's some pages:

O Desenhador Defunto ---------- últimos exemplares!!!


Volume da Colecção CCC... The Dying Draughtsman / O desenhador defunto de Francisco Sousa Lobo é o primeiro livro de BD a solo nesta colecção e realmente é o primeiro romance gráfico no catálogo da Chili Com Carne!

O autor foi premiado em Outubro de 2013 no nosso concurso interno "Toma lá 500 paus e faz uma BD" com um trabalho que foi publicado em 2015, mas antes saiu este "desenhador defunto" que deu que falar para quem se atreveu abri-lo! Mas cuidado, não devem abanar muito o livro nem engoli-lo com riscos de graves para a sua saúde, riscos esses mais agudos e perfurantes que ler Will Self, Aldous Huxley e Graham Greene todos juntos e ao mesmo tempo.

O trabalho de Francisco Sousa Lobo, no campo da banda desenhada, tem sido esparso e dilatado no tempo, mas não é de forma nenhuma negligenciável, sendo alguém que vai ocupando o seu espaço de um modo tranquilo e certeiro, com uma produção pouco dada à espectacularidade e aos géneros mais usuais. Em termos tópicos, The Dying Draughtsman / O desenhador defunto (…) centrar-se-á precisamente nesse diálogo, e no espaço de tensão existente entre ambas as áreas. Francisco Koppens é um funcionário de um escritório de arquitectura, antigo projectista que agora se vê obrigado a trabalhar com programas digitais com os quais não se dá muito bem, numa Londres aparentemente inóspita a este imigrante português. É possível que haja projecções auto-ficcionais da parte do autor, mas não sendo isso nem explícito nem confirmável através de outras informações textuais, é questão de somenos (no entanto, a bem da correcção, leia-se a breve correspondência do autor com Hugo Canoilas, no fim do volume, para abrir pistas nesse sentido). Se temos alguma oportunidade para ir compreendendo algumas das crises da vida pessoal e quotidiana deste Francisco – o trabalho que corre cada vez pior, a distante relação com a mulher, a pressão da herança católica, inescapável e doentia -, é a sua posição enquanto corpo face à arte que ocupa o lugar central do livro.

Francisco Koppens parece dedicar a sua vida mais íntima, e os momentos livres, a uma obra de banda desenhada, que mescla ficção científica e social (uma sociedade no ano 3000 em que uma ditadura de mulheres terá quase exterminado os homens e mantém um poder fascista sobre a terra), possível forma de expiação dos seus pecados. Nesse sentido, Koppens tem alguns laivos de obsessivo similares à vida e obra de Henry Darger, se bem que esta personagem de Sousa Lobo aparente ainda algum grau de integração e comunicação com o mundo, pelo menos simulando algum aspecto de “normalidade”. No entanto, jamais temos acesso a essa obra propriamente dita: com a excepção de algumas vinhetas pela mesma mão do autor/narrador, o que nos leva a pensar ser somente uma projecção mental de Koppens. As pranchas desenhadas por este (uma banda desenhada dentro de uma banda desenhada) aparecem sempre com estruturas regulares mas de vinhetas ora despidas ora totalmente cobertas a negro, com linhas sobrepostas e riscadas. (…) Pedro Moura in Ler BD

_-_-_-_

Design de Joana Pires
128p. 16,5x23 cm a duas cores
500 exemplares
ISBN 978-9898363-22-0

Historial : O livro foi lançado oficialmente no dia 1 de Novembro 2013 na Galeria Kamm, em Berlim ... Originais na exposição Abecedário Ar.Co 40 anos no Museu do Chiado ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... Seleccionado por Pedro Moura como um dos cinco dos melhores livros portugueses de BD (2013) no site de Paul Gravett ... BD de Lobo na Art Review ... Nomeado para os Troféus Central Comics 2013 para melhor Livro, Argumento e Desenho...Originais expostos no Festival de BD de Treviso ... nomeado para Prémios da BD Amadora para melhor Livro, Argumento e Desenho...

Pode ser adquirido no nosso sítio oficialFábrica FeaturesMundo Fantasma, BdMania, Matéria Prima, Artes & Letras, Pó dos livros, UtopiaLetra Livre, LAC, FNAC, Tigre de Papel e Black Mamba.

...

Podem ver aqui as primeiras páginas:

Feedback:

já li O Desenhador Defunto, nunca tinha lido nada assim, acho que amanhã vou ler outra vez, é capaz de ser um dos melhores livros publicados pela Chili, e um dos melhores do ano. 
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isto é mesmo o melhor livro da Chili. Perfeita simbiose entre arte e argumento, sem nenhuma ofuscar a outra e que no final não te deixa simplesmente arrumar o livro. 
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Se Duchamp havia descontextualizado e recontextualizado os seus trabalhos através da fotografia, Sousa Lobo fá-lo agora através da BD. 
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um dos melhores livros nacionais desta última década 
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It seems that comics finally provide Koppens, and his creator Lobo, with the style and method to write that postponed suicide note, as the remarkable graphic novel The Dying Draughtsman 
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O efeito gráfico vinca a sensação que o protagonista é ele mesmo parte de uma exposição, que a sua vida é a sua Arte, o livro uma meta-galeria onde espectadores/leitores comentam as suas desventuras. Ou, em alternativa, que a sua loucura é irremediável. O estoicismo da composição retangular e o desenho quase anódino contrastam admiravelmente com a violência extrema que fervilha logo abaixo da superfí­cie, nas reflexões e nas BDs incompletas de Francisco (Koppens). (...) Mas tudo isto são apenas elementos adicionais para um livro surpreendente, que estimula tanto pelos diálogos que tenta, como pelos silêncios que não resolve. 
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É sem dúvida um acto de coragem esta partilha e exposição de acontecimentos tão pessoais e tão pouco explanados habitualmente, até mesmo com uma enorme tendência para serem escondidos e ignorados pela sociedade em geral. (...) a leitura não deixa de causar um ou outro arrepio... Leitura altamente aconselhável. Universo BD 
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um resenha sexy no Gerador e aqui
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Pero más allá de eso parece, sobre todo, una obra de autodescubrimiento a través de la ficción. Francisco, el protagonista, vive en una permanente insatisfacción. No entiende el arte de galería, no consigue avanzar en su cómic —cada página acaba siendo un bloque de viñetas en negro que tiene que romper y tirar—, su mujer no le habla desde hace diez años y en el trabajo están a punto de despedirle. El monólogo interior nos revela a un hombre extraño, religioso, con dificultades para socializar, nervioso y desconfiado. (...) Hay algo contemplativo que recuerda a ciertos mangas, y, de hecho, el mismo Sousa Lobo menciona una hipotética visita a una convención de Tsuge que no puede interpretarse más que como una inspiración. Ciertos recursos gráficos subrayan la pérdida de contacto con la realidad de Francisco, pero como parte de un tono gráfico tan neutro, todo se consigue de un modo muy sutil y orgánico. Hay un momento en el que nos damos cuenta de que no podemos estar seguros de que todo lo que hemos leído que otras personas le han dicho a Francisco sea cierto, porque, al verlo todo a través de él, es imposible separar su paranoia de la realidad; de hecho, la realidad no existe en este tebeo. En ese momento reevaluamos toda la lectura, y es entonces cuando este cómic alcanza su verdadera altura. Se trata de una reflexión sobre la mediocridad, las aspiraciones frustradas de artista y la locura como una etiqueta social. Lo que para todo el mundo es una alucinación, para Francisco es una sólida realidad. 
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