quinta-feira, 30 de março de 2017

Boring Europa ::: últimos 20 kilometros, digo, exemplares!!!

 

primeiro volume nova colecção da Chili Com Carne, LowCCCost, dedicada a livros de viagens
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de Ana Ribeiro, Joana Pires, Marcos Farrajota, Ricardo Martins 
e Sílvia Rodrigues


em Espanha, Itália, Eslovénia, Sérvia, Áustria, Alemanha e França
8000 km / 15 dias


sobre a tour europeia da Chili Com Carne realizada entre 1 e 15 de Setembro 2010 nas cidades de Valência, Bolonha, Ljubjana, Pancevo, Graz, Berlim, Poitiers e Vigo.


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participações especiais de Karol Pyrcik, Jorge Parras, Martin López Lam, Jakob Klemencic, Aleksandar Zograf, Simon Vuckovic, Vuk Palibrk, Christina Casnellie, Andrea Bruno, Igor Hofbauer, Edda Strobl, Helmut Kaplan, Pilas versus Nanvaz, e ainda com Gasper Rus, David Krancan, Matej de Cecco, Matej Lavrencic, Katie Woznicki, Letac, Boris Stanic e Johana Marcade nas comic jams feitas em Ljubljana e Pancevo.


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banda sonora gratuita em linha: "A Grande Explosão" de Ghuna X via Phonotactics


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128 p. 23 x 16,5 cm impressas a azul escuro, capa impressa a branco sobre cartolina Dali bluemarine 285 gr com badanas; ISBN: 978-989-8363-11-4

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sobre o livro: a tournê europeia Spreading Chili Com Carne Sauce in Boring Europa tinha como objectivo principal divulgar o trabalho da Associação e dos seus artistas. Até pode parecer um acto desesperado de querer mostrar "à força" o nosso trabalho mas, desde sempre, a CCC trabalhou com projectos e autores estrangeiros – Mutate & Survive, Mike Diana, Greetings from Cartoonia, MASSIVE, Festival Crack, etc... O problema é que quase nunca vemos estes nossos amigos, dada a solidão imposta pela nossa posição periférica. Fomos dizer "olá" ao pessoal amigo! E aos que só comunicávamos por correio! E, claro, conhecer malta nova! Fomos percorrer 8000 Km de Europa em 15 dias oferecendo um pacote completo de cultura underground portuguesa a quem nos recebesse: concertos de R- e Ghuna X, festa animada com o unDJ MMMNNNRRRG, exposição de impressões e serigrafias, e, claro, uma enorme selecção de zines, livros e discos independentes. Em troca queríamos apenas simples alojamento, comida (se fosse possível à organização) e dinheiro das entradas para os espectáculos. Se os punks e metaleiros fazem isto porque não podemos fazer a mesma coisa com livros? Get in the van!


Decidimos chamar a coisa de boring, pelo sim pelo não, porque vivemos numa uniformização cultural capitalista à escala global - como tão bem ironiza Jakob Klemencic algures no livro - em que as identidades nacionais ficaram reduzidas a meia dúzia de artefactos rurais e rituais anacrónicos prontos para serem vampirizados pelos comportamentos fotográficos dos “turistas = terroristas”.


Desde o início pensámos que só podia ser bom editar um livro com os desenhos dos viajantes - um relato on the road das pessoas com quem nos cruzámos, das cidades e dos países que visitámos, etc... Era impossível de falhar: seis pessoas a desenhar, seis livros de esboços fundidos num livro "oficial". Pura ingenuidade! A excitação de conduzir, o esforço físico de alguns trajectos, a desistência da Sílvia Rodrigues, logo ao terceiro dia, e a falta de confiança em desenhar da maior parte dos participantes deixou-nos apenas com UM caderno de esboços da Ana Ribeiro. Todas as outras participações tiveram de ser feitas à posteriori, complicando com os prazos pessoais e profissionais de quem gozou estas férias diferentes. Juntámos textos, BDs, desenhos “acabados” bem como “esboços” da Ana Ribeiro, Joana Pires, Marcos Farrajota, Ricardo Martins e Sílvia Rodrigues; e bds de autores estrangeiros que relatam a recepção da nossa “caravana” - Jorge Parras, Martin López Lam, Jakob Klemencic, Aleksandar Zograf, Vuk Palibrk e Christina Casnellie. Outros cederam-nos desenhos ou bds sobre viagens para enriquecer esta edição - Andrea Bruno, Igor Hofbauer, Edda Strobl, Helmut Kaplan, Pilas versus Nanvaz. Compilámos as melhores BDs-cadáver-esquisitos ou comic jams feitas em Ljubljana e Pancevo - são bds feitas numa sessão com várias pessoas em que cada um desenha uma vinheta continuando o trabalho dos anteriores perdendo-se sempre o controlo do avanço da “estória”.
Em "Lissabon", a Karol Pyrcik ficou a tomar conta das gatas do Marcos e da Joana, e a fazer um diário gráfico sobre a sua estadia, contrapondo as nossas visões, mas fez batota e produziu umas divertidas ilustrações sobre futilidades lisboetas e quotidianas.
Criámos um inovador “Frankenstein comix” ou uma Babel impressa? Em breve teremos reacções a este livro. Esperamos ter surpresas exteriores tão agradáveis como as que tivemos quando chegávamos aos sítios durante a digressão. 


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Apoios (tour e livro): GRRR Program + Centro Cultural de Pancevo, IPJ, MMMNNNRRRG e Neurotitan

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Historial: Realização da tour Spreading Chili Sauce around Boring Europa (1-15 Set) ... Lançamento 27 de Março na MapDesign (Lisboa) e 2 de Abril na Feira do Jeco (10 anos dos Maus Hábitos) ... referência no Gabinete de Crise ... Cabaz Underground (sorteio dia 3 de Abril nos Maus Hábitos) ... reportagem na Câmara Clara (RTP2) ...

Feedback : reacções de viajantes aqui ... I love tour books about la merde de la europa / jes we can Igor Hofbauer ... O nome dificilmente poderia ser mais sugestivo e paradoxal (...) Porque, por mais quilómetros que façamos (...) o Velho Continente é cada vez mais um corpo uno. Ainda assim, o que vem dentro das páginas (...) é tudo menos entediante. Muitas ilustrações, desenhos e BD, uma forte componente gráfica e um sem-número de diálogos impróprios para gente sem sentido de humor. Tudo a duas só cores, azul e branco. Rotas & Destinos ... (...) espécie de périplo autoreflexivo na forma mista de diário/ reportagem sobre uma viagem por uma Europa de movimentos independentes, que se transforma numa espécie de mini-manifesto (é algo pomposo, mas adequado) sobre modos de pensar a arte, a vida, o mundo. Destaque aqui para o importante trabalho de Marcos Farrajota, que, com todas as suas limitações formais, tem aqui um papel crucial ao unir as diferentes contribuições e preencher espaços em branco, destacando-se ainda o seu olhar sobre as várias contra-culturas que o grupo vai encontrando na viagem, entre a extrema empatia/admiração e o desprezo ácido (o episódio de Berlim é particularmente elucidativo). Sem este fio condutor o livro seria uma amálgama de acasos individuais, e não faria grande sentido. JL ... (...) é um livro que deve tanto à mítica Torre de Babel como às auto-estradas europeias, misturando várias línguas e registos tão diversos (...) Surpreendentemente, o resultado é tão coerente como são caóticos os dias aqui retratados. Mais do que uma colagem de histórias e fragmentos, Boring Europa é um livro de viagens, uma aventura em 8000 quilómetros de estrada e, sobretudo, um contributo relevante para se pensar a Europa e as suas relações internas. Agora que a ajuda entre países (mais ou menos forçada) anda na boca de toda a gente, seis pessoas e uma carrinha dizem mais sobre as vias possíveis para o encontro e sobre a capacidade de nos conhecermos para lá das fronteiras do que todas as directrizes da União Europeia. Sara Figueiredo Costa in Ler ... Hace casi un año tuve la oportunidad de presenciar una de las exposiciones más atrevidas y frescas de ilustración y cómic de todo el tiempo que llevo dedicado al mundo gráfico y a la autoedición. Acostumbrado a una corrección profesional y buen rollista, que muchas veces rosa el aburrimiento y mojigatería, que encuentro habitualmente en la gráfica convencional -en la prensa, en la calle y en las estanterías de las librerías-, la expo-guerrilla del colectivo portugués Chili Com Carne resultó ser un contundente puñetazo visual e ideológico que demostraba, con la práctica, otras maneras de entender la ilustración y el quehacer visual. La exposición duro sólo dos días y era la primera parada en el tour "Spreading Chili Sauce around Boring Europe" que llevó a los CCC por España, Serbia, Austria, Francia, Italia, Eslovenia y Alemania, en 15 días y cuyo diario de viaje, publicado bajo el título "Boring Europe", cuenta el cómo, cuando, cuanto y por qué recorrer alrededor de 8000 km con una furgo cargada de fanzines, y puede servir como guía de lo que es la autogestión cultural. Martin López in Bólido de Fuego ... Quase todas as histórias tocam, portanto, aspectos autobiográficos, referentes aos acontecimentos destas visitas, mas ao mesmo tempo são também testemunho de variadíssimas práticas alternativas. Não apenas da cultura (música, artes visuais, festas, feiras) mas também das práticas propriamente ditas. Ou seja, da angariação de fundos, da organização de eventos, na forma como se gere um fundo de maneio, nos modos como se criam alternativas ao(s) mercado(s) convencional(ais), como se recebem os convidados, da cozinha à dormida, e sem esquecer aspectos de turismo (...) E além disso, as jantaradas e conversas em torno de cervejas e cigarros, que levam a discussões breves mas que apontam a interessantes tomadas de posição face aos estereótipos, expectativas e jogos de projecção que o encontro de “nacionalidades” forçosamente fornece. São muitos os pormenores estranhos e curiosos deste livro, deste a sua forma de organização, à “sinalização” que identifica as autorias, até ao tal orçamento ou custos da aventura, e os dados dos espaços visitados, que poderia até funcionar como convite à visita dos leitores (...) Pedro Moura in Ler BD Um livro on the road, desenhado durante e após o tour dos autores num registo quase sempre próximo do biográfico. Foram 8000 Km de Europa percorridos em 15 dias, a bordo de uma carrinha e com orçamento reduzido. Mais do que um pout-pourri colado à pressão do trabalho dos diferentes autores, existe nesta obra um vero fio condutor (no pun intended), graças a um excelente trabalho de editor. É também um importante testemunho da existência de alternativas: à edição, à distribuição, à venda, à performance, à BD, à música, à arte, ao entretenimento, à festa, à viagem, à estadia, à habitação, ao turismo, à amizade, ao conformismo. E paralelamente vai-se criando a evidência de que, enfastiante ou não, não existe uma mas sim várias Europas. Afinal, mais do que estereótipos nacionais, somos todos indivíduos. Bandas Desenhadas



 exemplos de páginas:

Os Meus 21 Tormentos (3)


REP @ Queercore special


O Camarada REP vai meter video-clips de barulheira punk-rock-não-binária numa noite do Lounge dedicada ao Queercore. O cartaz psicofalocrata é do nosso amado Camarada Bráulio!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Música Morta

Bem sei, sou um leviano a comprar cultura underground e tal. A k7 de estreia dos Veenho está bem sexy com um artwork fixe e o plástico da k7 é um azul a lembrar as k7s dos jogos para o Zx Spectrum! Claro, comprei a coisa na última Feira Morta sem saber o que fazia. Não me arrependo completamente, o Garage Rock dos Veenho lembra os Us Forretas Ocultos e a pandilha Beekeeper ou o quebrar de gelo das Pega Monstro - a Xita Records (colectivo/ editora) é vista como uma segunda geração do "modelo Cafetra". Ok, estamos perante mais bandas de putos descontraídos, o que é melhor que as poses de puta das starletes 'tugas. Se é verdade que em 1997 estava-me a cagar para os sucedâneos de Dinosaur Jr. e que não será que em 2017 que vou ficar atento a isso, também é verdade que não fiquei ofendido a ouvir esta k7. Ao perceber que o lado B era a repetição do lado A até achei piada voltar a ouvir os mesmos temas, como se tivesse voltado a por a agulha na música de um single em vinil para voltar a ouvir aquele tema orelhudo - só que aqui este single tem 5 temas! Estranho, conquistaram-me, estou a ficar mole?

Infelizmente o gato da fotografia aqui ao lado não está incluído na compra da k7. Apesar do design/ embalagem parece ter sido feito pela C+S de Odivelas a música é insidiosa para esquecermos esse facto. Não sei qual o título desta k7 (em plástico branco paneleiro) editada pela Nariz Entupido - e lançada na Morta -, acho que é Folclore Impressionista na SMUP Parede ou talvez Folclore Impressionista & convidados | Smup Parede | 15 de Janeiro 2017, quem sabe? Nem o Sombra sabe!
Os convidados é gente má-onda - e ainda bem! -como o Ondness, Caramelo e Jejuno. A música é glória 1987 experimental assim dronaria dark pós-pós-industrial, que ao ouvir em loop durante horas torna-se tão promiscua que se perde a autoria das músic@s tornando-se num som infinito de sonho e meditação. Mais do que perfeita para o gato aninhar-se ao colo!

Cena otária foi comprar o 10" Tracked Love From The Electric (Nooirax Producciones + Odio Sonoro + RodeoFest + Noma Records + Radix Records + The Bloody Dirty Sanchez; 2011) dos The Happiness Project. Auto-otário, bandas espanholas nunca me bateram - estou a ser injusto com o punk basco, o breakcore da costa este (jajajajaja) e os Grabba Grabba Tape! O "projecto alegria" é Power Violence o que me alegrou como ideia mas sei lá pá! Já ouvi tanto Man is the Bastard que não quero sequelas ainda por cima com uma vozinha de toureiro. Bela produção gráfica!
Quem está distribuir este material é a Boira Discos, editora espanhola que mudou de instalações para Lisboa, tem um catálogo excelente para jovens-já-velhos...

Mas o melhor de música nesta Morta foi o fanzine Cleópatra #10 (Façam Fanzines & Cuspam Martelos) de Tiago Baptista. É o título "perzine" deste autor que fica pasmado com muita coisa na vida, uma delas é que já se passaram 10 anos desde que criou o zine. Ao menos comemorou-o com pompa e circunstância (como aliás todos os zines merecem) com uma bela edição onde publica BDs e ilustrações suas - em que se vê uma mudança subtil do seu registo gráfico, cheira-me que o Tiago vai dar muitas surpresas nos próximos tempos. O que deu-me gozo especial neste número foram as suas resenhas críticas a discos e livros de BD, em especial a selecção de música que juro-que-é-verdade se o Cleópatra saísse nem que fosse uma vez por ano deixava de assinar a The Wire. O Tiago tem bom gosto, caramba: Edward Artemiev - compositor russo que fez bandas sonoras para o Andrey Tarkovsky (um realizador que é uma obsessão de Tiago) -, Sonny Sharrock, Mal D'vinhos ou Munir Bashir... não é qualquer um! Que um gajo já tenha ouvido falar neles é uma coisa, mais nomes entre mil referências, mas com alguém como o Tiago a filtrar a informação, a digeri-la e a servi-la com nova apresentação, dá mesmo gosto ir à procura e ouvir dos discos que ele comenta. Obrigado!

PS - Not music: é de estar atenta a esta autora: cargocollective.com/sondelwondel - do colectivo Confio - Desisto, Confio, Dor de Cotovelo,... que se passa com os nomes desta malta!?

segunda-feira, 27 de março de 2017

Aspiração Horrífica / Vacuum Horror ±±± últimos 20 exemplares!!!


Comix by Aaron $hunga
Published by MMMNNNRRRG
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Infamous and legendary 'net comix finally in bookform... In English with Portuguese subtitles. First published the extinguished site "uranium cocktail" this is a delirious comix that could be compared to Manga Ero Goru (Japonese grotesque erotica comics) / Infame e lendária bd na 'net finalmente publicada como livro... Em inglês com legendas em português. Publicada originalmente no extinto site "uranium cocktail", esta delirante banda desenhada pode ser comparada com Manga Ero Goru - bd japonesa erótica e grotesca. O autor entretanto tem sido publicado em Portugal através do prestigiado zine Lodaçal Comix, editado pela Ruru Comix.
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56p 16,5x23cm b/w with colour cover
LAST 20 copies AVAILABLE from 500 copies printrun / ISBN: 978-989-97304-3-4
Design: Joana Pires / Tradução para português: Ondina Pires


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PVP: 6,66€ compra / buy: Associação Chili Com Carne, Mundo Fantasma, Letra Livre, StaalplaatTimeless Shop (França), Artes & Letras, Quimby's (Chicago), Floating World Comics (Portland), Lambiek (Holanda), LAC (Lagos), Sarvilevyt (Finlândia), Orbital (London), Fat Bottom Books (Barcelona), Seite Books (Los Angeles), Ugra Press (S. Paulo) e Black Mamba.
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Historial: publicada originalmente no extinto site uraniumcocktail.com em 2004 ... lançado como livro na 19ª Feira Laica Internacional ... edição finlandesa para Março 2012 pela Huuda Huuda ...

Feedback : I got this Aaron K comic in high school, and it is one of my all-time favorites. I think I've lent it to more friends any other comic I own Michael Deforge ... Vacuum Horror is... so good... haven't read something so good in quite a while... I'm going to be promoting it over the internet in the next days.. everyone must read it!!! $hunga is a genius... I remember his stuff from livejournal and it seemed too obscure for me, but now i totally get it!!! Inês Estrada ... El planteamiento de $hunga es sencillo y a la vez delirante: el presidente de Estados Unidos declara, por televisión, que solo por el día de mañana todos los crímenes serán legales: pillaje, vandalismo, uso de drogas, cualquier acto violento y, por supuesto, VIOLACIÓN. La cosa pinta bastante bien ¿Quién no ha pensado en eso cuando te hacen esa pregunta tan chorra de qué harías el último día de tu vida? Porque la cosa esta clara: mañana es el último día de vida en el planeta tierra. Pero esto nadie lo sabe, y mejor. No perdamos el tiempo con arrepentimientos, buenas acciones ni pasarlo en familia. Bueno, en familia si, ya que la pederastia también está permitido ¿no? Y eso. Que lo de $huga se deberá a las tormentas solares o a la lectura compulsiva de Shintaro Kago o Suehiro Maruo entre otros. Si te estas preparando para el fin del mundo, este es tu cómic, segurísimo. ¿Qué más puedo añadir sobre "Vacuum Horror"? ¿Mencioné que los invasores son aspiradoras extraterrestres provenientes de una galaxia lejana y que su lider es un gato?... Bolido de Fuego ... the Vacuum Horror book is one of the strangest I have seen in years. It may have some Maruo influences, but vacuum cleaners? Now there is an obscure fascination. Marcel Ruijters ... Cuando lees Vacuum Horror, sientes el trazo de Aaron lleno de fuerza, como si estuviera desesperado por contar esa historia de la manera más directa y al mismo tiempo sin escatimar en detalles. Todas las escenas de gente siendo destripada y destazada están expuestas perfectamente, con un ritmo impecable que te hace sentir cada golpe y cada corte. Y en un parpadeo, acabas de leer todo el libro y no sabes qué hacer. Es un drama horriblemente bello. Vice (México) ... I don't know is it is conscious or not, but strong influence/feel of Shintaro Kago. Weird absurd story of Abraham Lincoln starting apocalypse by announcing day free of penalties for any criminal actions. Instantly entire population appears to plan for child rape and murder. Vacuum cleaners from outer-space are approaching to annihilate mankind. And all sorts of weirdness. (...) Should be worth grabbing if you see somewhere. Freak Animal / Special Interests ... Só pela capa e contracapa já se justificava a compra deste Vacuum Horror escrito e desenhado por Shunga de modo completamente alucinado. o argumento não lembraria a mais ninguém: o presidente dos estados unidos anuncia na televisão que no dia de amanhã todos os crimes serão legais. Tortura, roubo, morte, violação... tudo será permitido apenas por um único dia, mas isto é o bastante para a extinção do Planeta Terra, cujo arsenal nuclear nele existente poderia arrebentar 10 vezes com o mundo. (...) Uma boa edição mas que não é para todos os gostos. André Azevedo / BD no Sotão ... tem início com um temeroso anúncio na TV por parte do presidente dos Estados Unidos (que estranhamente parece ser o Abraham Lincoln). Segundo o mesmo no próximo dia toda e qualquer tipo de criminalidade será permitida durante 24 horas. Rapidamente percebemos que isto não é uma boa ideia, particularmente quando uma das personagens lança um olhar perverso para debaixo da saia da sua própria filha. (...) Não será uma história comum ou muito menos tradicional, quando os envolvidos são uma jovem e um aspirador, mas Vacuum Horror no seu cerne acaba por ser uma história de amor e sobre as barreiras que por vezes se quebram para este triunfar. Como pano de fundo temos uma das mais severas e exacerbadas críticas ao lado negro da Humanidade, onde temas como o niilismo ou o meio-ambiente são explorados pelo autor (...) Para quem gosta de BD's provocadoras, sem qualquer tipo de limites, mas principalmente para os apaixonados pelo bizarro, deixo esta sugestão de uma curta mas, sem dúvida, inesquecível história. Alternative Prison ... Vacuum Horror de Aaron Shunga nos pone en un supuesto con el que varios creadores están especulando ahora en plena crisis: días de purga. (...) es un título delirante que juega a medio camino entre el exceso, lo transgresor y la experimentación a través de una estética feista que recuerda a los maestros del ero guro, que busca en su base desarrollar un discurso propio a través de una narrativa que no tiene nada que ver con el comic independiente al uso. Miguel A. Perez-Gomez / Entrecomics



algumas páginas aqui / preview some pages here:



sábado, 25 de março de 2017

ccc@feira.morta.no.estrela

cartaz de João Carola
Mais uma Feira Morta, desta vez na Estrela (na Graça, Lx) em que para além de estarmos com a mesa dos livros da Chili Com Carne & cia, lançamos oficialmente no DOMINGO colectânea Bruma de Amanda Baeza, livro que anda a fazer furor! Não é à toa que a autora foi convidada para exposição Arquivo Morto - estudos, esboços, testes, colagens, pré-impressões, arranjos, textos…um cenário infindável de formas e ferramentas de pesquisa e de trabalho que nos ajudam a perceber os meios de cada autor, como um raio-x, para chegar ao seu objecto final. Ostracizados, marginalizados, envergonhados no fundo de uma gaveta qualquer, alguns já amarrotados e outros então não escaparam ao destino do lixo: eis a ressurreição do Arquivo Morto.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Caminhando Com Samuel : NOVA EDIÇÃO (mais bonita, nova capa, mais páginas) na Matéria Prima


Nova edição do livro de bd de Tommi Musturi
pela MMMNNNRRRG

Tommi Musturi é um dos autores mais importantes na Finlândia, e também como dinamizador da BD. Já visitou três vezes Portugal: Salão Lisboa 2005, na Feira Laica 2009 na Bedeteca de Lisboa, onde estava patente a exposição da antologia GlömpX, que participou como autor, comissariou e editou, e recentemente no Festival de BD de Beja (2014). Também já publicou em Portugal na revista Quadrado e no Mesinha de Cabeceira, tendo já um certo culto à sua volta.

Caminhando com Samuel é um livro universal porque a BD é muda (sem palavras), colorida e tão atraente que atinge vários quadrantes de público: o público infantil (embora haja um episódio sangrento), o adulto (que terá trips metafísicas), os colecionadores e os generalistas, os cromos da BD, da ilustração e do street-art (todos irão aprender com a técnica de Musturi), e até os "peter-pans" dos toys terão tesão - é uma promessa séria porque na MMMNNNRRRG sempre fomos muito sérios!
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160p. a cores, 21x21cm, capa dura
com marcador de fita
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PVP : 20€ à venda na loja em linha da Chili Com Carne (com desconto para sócios), BdmaniaFábrica FeaturesXYZ BooksEl Pep, MongorheadPanta RheiLa IntegralClose EncountersMundo Fantasma, Matéria Prima, Artes & Letras, Letra Livre, Tasca Mastai, Pó dos LivrosTigre de Papel, Bertrand, FNAC, Bar IrrealBlack Mamba, It's a BookMatéria Prima e Utopia.

exemplos de páginas :




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Historial: 
obra seleccionada para a Bedeteca Ideal 
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nomeado para Melhor Álbum, Melhor Desenho e Melhor Argumento Estrangeiro para os Prémios Central Comics 
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Feedback: 
é muito bom o livro - vou precisar de outro livro porque ofereci o meu 
Travassos (Cleanfeed, Shhhpuma)

um dos nomes de primeira água da banda desenhada finlandesa contemporânea (...) um roadbook cosmogónico onde o olhar da descoberta primordial se mantém até ao fim. Mas onde as cosmogonias (entre elas o Génesis) encenam a criação num tempo recuado e definitivamente perdido, Samuel parece assumir uma condição atemporal, um estado de permanência que o faz atravessar eras, estados de alma e espaços com o mesmo deslumbramento e a mesma disponibilidade para o mundo que trazia no início, quando surgiu por entre a vegetação. (...) Aqui, não há respostas, só deslumbramentos
Sara Figueiredo Costa / Expresso 

(...) não necessita que se diga muito sobre ela. E não é por ser uma bd muda. Nesta edição excelente da Mmmnnnrrrg é uma obra que precisa sobretudo de ser saboreada. Ao som ritmado dos passos 

Dos gelos da Finlândia chega a saga psicadélica do pequeno gnomo Samuel. É a mais relevante edição de BD produzida em território nacional este ano. 
João Chambel (Heróis da Literatura Portuguesa)

But Samuel is not the ultimate Godhead, as we have seen; he is played by a higher hand: Samuel is not just any puppet, he is THE puppet, a perfect in-between character, a mirror of both God and us.

I have been looking at the Musturi comic every day since I got it, so beautiful and imaginary!
Christopher Webster (Malus)

Gramei o Samuel. BD contemplativa. é um equilíbrio bem subtil entre o desenho clínico, o abstraccionismo da história e o uso das cores. Fiquei curioso com a continuação: a recompensa do final acaba por não ser o mais importante aqui (...)
B Fachada

ACEDIA de ANDRÉ COELHO - Obra vencedora do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD!" (2015) na Matéria Prima



Acedia é o novo livro de André Coelho e na realidade é o seu verdadeiro primeiro livro a solo - os outros livros foram colaborações como, por exemplo, o caso de Terminal Tower com Manuel João Neto...

Acedia é um romance gráfico que foi o vencedor do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD deste ano e junta-se a uma série de livros da Chili Com Carne que resultam dos resultados desse concurso onde vamos encontrar O Cuidado dos Pássaros / The Care of Birds (vencedor de 2013) de Francisco Sousa LoboAskar, O General de Dileydi Florez e O Subtraído à Vista de Filipe Felizardo.

Um livro que consegue estabelecer um equilíbrio entre experimentação e tradição na banda desenhada estabelecendo um paradoxo entre a sua energia criativa com o ambiente mórbido da narrativa. Especulamos que a personagem do livro seja um alter-ego do autor e que alguns episódios sejam autobiográficos mas na essência estamos no domínio da ficção - ou da auto-ficção?

Sinopse: Um homem, Daniel, sofre de distorções na sua percepção visual devido a um corpo estranho alojado algures na cavidade ocular. Apesar da insistência das notificações hospitalares para dar início aos seus tratamentos, ele vê-se confrontado com a hipótese das suas alucinações estarem a proporcionar-lhe uma fuga para uma nova percepção da realidade. Daniel terá que optar entre encarar a sua doença como um sinal evidente da sua mortalidade ou como uma intensificação da vida.


Eis algumas páginas da obra:


104p. (muito) preto e branco 18x24,5cm, 500 exemplares

O concurso 500 paus tem o apoio IPDJ e de todos os associados da Chili Com Carne.

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PVP: 10€ (50% desconto para associados e jornalistas) à venda na loja em linha da Chili Com Carne e nas lojas BdMania, Mundo Fantasma, Letra Livre, Linha de Sombra, El Pep, Tigre de Papel, Artes & Letras, Fatbottom Books (Barcelona), Tasca MastaiMOBUtopia, Bertrand, Black Mamba, Ugra Press, Pó dos Livros e Matéria Prima. E não na FNAC...

Historial Lançado no dia 6 de Outubro 2016 no Lounge Lisboa com actuações dos Smell & Quim e Rasalasad vs shhh... ... entrevista ao autor e editor na revista Umbigo ... apresentação no North Dissonant Voices 2017 no Black Mamba ...


André Coelho nasceu em 1984 em Vila Nova de Gaia, onde reside. Tem vindo a desenvolver o seu trabalho como ilustrador no âmbito do Rock, Punk, Metal e música experimental, criando capas de discos, merchandising e cartazes.

Paralelamente faz edições de pouco ou nenhum sucesso através da Latrina do Chifrudo, editora que mantém com Sara Gomes, na qual edita fanzines e discos. Tem vindo a trabalhar regularmente com a Witchcraft Hardware e com a Malignant Records. Entre várias bandas que fez parte destacam-se os Sektor 304 e Profan. Têm participado nas várias antologias da Chili Com Carne com desenho, BD e textos e em exposições pelo Reino Unido, Finlândia, Suécia, EUA, Espanha, Itália, Portugal e Brasil.

A sua estreia monográfica foi com Terminal Tower, em 2014, em parceria com Manuel João Neto. Neste mesmo ano, os originais do livro foram mostrados no Festival de BD de Beja, Amplifest (Porto) e no Treviso Comics Fest.

Bibliografia: SWR Chronicles (SWR; 2014), Terminal Tower c/ Manuel João Neto (Chili Com Carne; 2014), Sepultura dos Pais c/ David Soares (Kingpin; 2014) e Evan Parker - X Jazz (c/ prefácio de Rui Eduardo Paes, Chili Com Carne + Thisco; 2015) Colectivos: MASSIVE (Chili Com Carne; 2010), Destruição (Chili Com Carne; 2010), Subsídios para MMMNNNRRRG #1 (MMMNNNRRRG, 2010), Futuro Primitivo (Chili Com Carne; 2011), É de noite que faço as perguntas c/ David Soares et al. (Saída de Emergência, 2011), Inverno (Mesinha de Cabeceira #23, Chili Com Carne; 2012), Antibothis, vol.4 (Chili Com Carne + Thisco; 2012), "a" maiúsculo com círculo à volta c/ Rui Eduardo Paes et al (Chili Com Carne + Thisco; 2013), Zona de Desconforto (Chili Com Carne; 2014), PostApokalyps (AltCom, Suécia; 2014), Quadradinhos : Looks in Portuguese Comics (Treviso Comics Fest + MiMiSol + Chili Com Carne, Itália; 2014) e Altar Mutante #3 (Espanha, 2015).


Feedback: Livro curto, Acédia é o primeiro trabalho de longo fôlego a solo de André Coelho que se apresenta como uma narrativa coerente, e não colecção de desenhos ou improviso em torno de um tema. Novela concentrada, negra, lacónica, a escrita de Coelho espelha-se em todos os elementos que compõem a narrativa e é necessário ler a sua forma e superfície para libertar os seus significados. Tal qual o tema proposto, há uma realidade que nos é apresentada mas cujo desvendamento se associa à percepção do leitor e poderá mesmo ser intransmissível. Pedro Moura / Ler BD ... Os livros de André Coelho lêem-se como murros no estômago, e este não é excepção. Obra a solo, o poder narrativo de Coelho não é diluído pelos argumentos de outros autores. O murro é mais forte. O carácter duro do grafismo, entre o experimental e o clássico, com um traço ao mesmo tempo rude e elegante, misturando estéticas, recorrendo à mistura de iconografias entre imagética técnica e desenho Intergalatic Robot ... recomendado pela Vice Portugal ...


Espero chegar em breve na Matéria Prima



Novo número (#28) do zine Mesinha de Cabeceira e outra vez com o Nunsky!!!

Edição Nunsky Comics com o apoio da MMMNNNRRRG
44p. p/b, 16x23cm
ed. brochada, capa a cores em cartolina texturada

Já está disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Linha de Sombra, Pó dos LivrosArtes & LetrasMundo Fantasma, Tigre de Papel, MOB, Bertrand, FNAC, Bar Irreal, Tasca Mastai, UtopiaMatéria Prima e Black Mamba...

Nunsky (1972) é um criador nortenho que só participou no Mesinha de Cabeceira. Assinou o número treze com 88 considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...

Desde 2014 que este autor regressou à BD e com toda a força: primeiro com Erzsébet sobre a infame condessa húngara que assassinou centenas de jovens na demanda da eterna juventude, e em 2015 com Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno, verdadeiro deboche gráfico entre o Hair Metal de L.A. dos 80 e a distopia do RanXerox.

Este ano apresenta este um belo trabalho sobre um homem que recupera consciência do seu sono criogénico a bordo de uma nave especial. A Inteligência Artificial não consegue reparar o problema e Kemmings vê-se obrigado a manter-se acordado mas fisicamente paralisado durante dez anos da travessia sideral. Como a maior parte da obra de Philip K. Dick (1928-82), este conto questiona o que é ser humano e o que é a realidade.


Feedback 


O isolamento criativo dos autores, mesmo numa cena incipiente como a portuguesa, poderá dar francos frutos. Num curto período, o elusivo Nunsky, que havia apresentado uma fulgurante mas fugaz novela com 88 (...) há 20 anos, regressou para apresentar toda uma bateria de trabalhos acabados, coesos, densos, inteligentes e graficamente vincados, cada qual com a sua própria personalidade de humor, género, tradição, e exigência de leitura. (...) Apesar do tema ser claramente a do cerne que torna um ser humano tal coisa, isto é, a teia da identidade, a verdade é que as implicações filosóficas mais tipificadas de Dick não deixam de se fazer sentir imediatamente. (...) A adaptação do conto pelo autor português é fiel, precisa, quase extrema, quase ipsis verbis, mesmo, (...) Apesar dos desenhos de Nunsky serem reconhecíveis como tal, com a sua austera e sólida figuração, notar-se-á de forma evidente que a assinatura do traço acompanha um registo distinto daquele de Erzsébet e de Nadja, seguindo métodos de artes-finais particulares. O uso de linhas paralelas para marcar as sombras, a oscilação entre momentos melodramáticos, de poses estáticas e construções simbólicas – a recorrente apresentação simultânea do rosto de Kemmings tal qual no seu semi-sono criogénico e a sua consciência interna acordada (usada de forma excelente e retro-psicadélica na capa) - , faz recordar muitas das assinaturas clássicas que emergiram nos comics de terror e de ficção científica da EC Comics (...) Em 41 pranchas, a densidade intelectual de Dick (chamar isto de “ficção científica” somente é falhar o alvo) e expressiva de Nunsky unem-se para apresentar uma soberba novela. Pedro Moura in Ler BD 
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Melhores livros de BD de 2016: Nunsky é cada vez menos um cometa na BD nacional, (...) afirmando-se como um dos mais relevantes autores no panorama nacional. Que se mantenha sempre presente. Gabriel Martins in Deus Me Livro
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(...) A obra é uma deliciosa inversão da IA perseguidora, trocando os papéis: quem inflige o terror é o protagonista a si mesmo. (...) Nunsky demonstra, uma vez mais, a sua qualidade, ao adaptar-se ao estilo e exigências da história, com uma cuidada estruturação da narrativa e uma adaptação de estilo. Nos momentos em que isso é exigido, o autor dança entre a sombra e a luz, num equilíbrio que já o caracterizava na adaptação da depravação de Erzsébet (...) Este autor português consegue a proeza de justificar o seu regresso, insistindo em ser um dos melhores a trabalhar na 9.ª Arte. Acho que Acho

Simplesmente Samuel na Matéria Prima


As novas caminhadas existênciais de Samuel

Simplesmente Samuel de Tommi Musturi

160p. 20x20cm a cores em papel Orla Cream 140g
capa dura a cores, marcador de fita
PVP: 20€

à venda na loja em linha da Chili Com Carne, BdMania, El Pep, Artes & Letras, Letra Livre, Tasca Mastai, Linha de Sombra, Pó dos Livros, Mundo FantasmaTigre de Papel, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), MOB, Bertrand, FNAC, Bar Irreal, Utopia, Matéria PrimaA Ilha / XYZBooks & Records Megastore by Largo e Black Mamba.

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Simplesmente Samuel é uma narrativa visual silenciosa, uma homenagem à vida e à existência humana. Samuel é uma figura fantasmagórica que caminha por um mundo colorido (muito parecido com o nosso) praticamente invisível para o que está ao seu redor, como um verdadeiro herói da nossa vida quotidiana e mundana. As vinhetas sem palavras de Simplesmente Samuel lidam com o individualismo e o conceito de liberdade, ponderando nossas atitudes diárias, escolhas e os valores por trás delas - tudo isso através das acções e expressões de Samuel.

Simplesmente Samuel é a continuação de Caminhando Com Samuel (2009), primeiro trabalho de Tommi Musturi com este "pequeno fantasma que caminha", e escolhido pelo jornalista Paul Gravett para o livro de referência 1001 Comics You Must Read Before You Die.

O traço de Musturi exprime uma narrativa contundente, combinando psicadelismo dos seus mundos interiores com uma precisão matemática no acabamento e no design. O universo rico em cores e formas funciona como uma parte da narrativa ecléctica que continua a surpreender o leitor página a página.

Simplesmente Samuel é um romance gráfico peculiar, que induz o leitor a ver e experimentar a arte impressa a um novo nível.

Simplesmente Samuel foi lançado simultaneamente em nove países diferentes - a edição portuguesa foi em parceria com a brasileira A Bolha - e foi agora lançado nos EUA pela Fantagraphics Books.

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Sobre o Caminhando Com Samuel:

um dos nomes de primeira água da banda desenhada finlandesa contemporânea (...) um roadbook cosmogónico onde o olhar da descoberta primordial se mantém até ao fim. Mas onde as cosmogonias (entre elas o Génesis) encenam a criação num tempo recuado e definitivamente perdido, Samuel parece assumir uma condição atemporal, um estado de permanência que o faz atravessar eras, estados de alma e espaços com o mesmo deslumbramento e a mesma disponibilidade para o mundo que trazia no início, quando surgiu por entre a vegetação. (...) Aqui, não há respostas, só deslumbramentos. Sara Figueiredo Costa / Expresso (...) 4 estrelas em 5

edição excelente da MMMNNNRRRG é sobretudo uma obra que precisa de ser saboreada - João Ramalho Santos / Jornal de Letras

Belo objecto - Jornal de Notícias


E entretanto sobre o novo título:

(...) o mesmo tempo entrega-nos instrumentos de interpretação que poderiam permitir-nos ler Simplesmente Samuel como uma imagem de algo para além da aparente simplicidade prometida. O livro é, portanto, uma pequena máquina que tanto permitirá uma leitura de consulta rápida, em que nos deleitamos nas cenas isoladas, nas anedotas por si mesmas, mas também uma mais aturada e ponderada consideração do seu significado holístico (...) Pedro Moura in Ler BD. 

I just had Sam for lunch today, such a visionary guy, childish but in a twisted way, I like him for now, but I have to get to know him better DJ Balli (email)

Samuel es un personaje vacío, sin personalidad, un conducto para que la aventura gráfica se desarrolle. Sin embargo, al mismo tiempo es lo mismo y otra cosa diferente, una recopilación de páginas más experimentales y profundas, donde Musturi ha logrado dar un salto al vacío y llegar un territorio nuevo. The Watcher (em relação à edição espanhola)

Nunca tínhamos visto os colhões ao Sapo Cocas, obrigado Tommi Musturi. Clube do Inferno

Melhores Livros de BD de 2016 no Deus Me Livro













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Tommi Musturi nasceu em 1975, é um dos autores mais excitantes num país onde onde surgem dezenas de autores excitantes!

Desde miúdo que é um activista, começou por editar nos anos 90 singles de Noise Rock e zines de BD sob a chancela Boing Being, em que se destaca a antologia Glömp cujo último número explorou narrativas em três dimensões - número experimental, luxuoso e basilar que teve direito a uma exposição que passou pela Bedeteca de Lisboa em 2009. Apesar de viver em Tampere é um dos elementos mais activos do atelier Kuti Kuti (de Helsinquia) que edita o muy psicadélico jornal de BD Kuti - um caso único no mundo, diga-se de passagem.

As bandas desenhadas de Musturi são quase sempre mudas (sem texto) e de uma comicidade camuflada. Acima de tudo é um humanista que apresenta o seu mundo e as suas personagens de todos ângulos de forma a girá-los num círculo em que a verdade apresenta-se sempre em mutação. No ano de 2011 ganhou o prémio principal da BD finlandesa, Puupäähattu, pela Sociedade Finlandesa de BD. Os seus trabalhos tem sido exibidos e publicados em mais de 10 países - como o The Books of Hope editado pela importante Fantagraphic Books.

No caso português participou nas antologias Quadrado (3ª série, Bedeteca de Lisboa), Mesinha de Cabeceira Popular #200 e no MASSIVE - ambas da Chili Com Carne. Foram também publicado os livros To a stranger (Opuntia Books; 2010) e Beating (MMMNNNRRRG; 2013) dedicados à sua obra gráfica. Este autor já nos visitou várias vezes entre elas na Feira Laica na Bedeteca de Lisboa (2009) e no Festival de BD de Beja (2014).

Os livros Caminhando Com Samuel e Simplesmente Samuel, com edição em nove países, têm lhe granjeado fama internacional, sendo que o primeiro título foi uma das obras seleccionadas para o livro de referência 1001 Comics you must read before you die.