quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Música caseira

Quando soube que os The Dirty Coal Train iam participar no CD Punk Comix pensei "olha mais uns garageiros tristes, ainda por cima vou ter de os aturar um dia destes"... Mal sabia eu que já tinha conhecido o simpático casal Reverend Jess e Conchita Coltrane (hum... Coal Train? I get it!) e que em conversa na Dona Edite iria comprar o EP 7" Weird (Zip-a-dee-doo-dah; 2015)... O que me convenceu foi pelo facto de me terem dito que este disco foi gravado em casa e ter percebido que havia da parte destes Coltranes sujos uma profunda ética DIY. O vinil é branco virgem e tem seis temas que soam naturalmente ao espectro Garage/Blues/Surf mas pelo lo-fi e falta de dogmatismo pelos cânones dos géneros revelam ser mais interessantes do que a média "retro" de que já não cu que aguente. Este pode ser um bom disco para se começar a apreciar a banda... Nice to meet you!

A k7 Música testada em animais (Baby Yoga; 2016) do Banana Metalúrgica é um retomar de insanidade musical em Portugal que há muito se perdeu com os Kromleqs - e retomado timidamente pelos nado-mortos dos Go Suck a Fuck... Num país de gente séria, poseur e/ou beta - as opções não são muitas nem muito boas - é saudável ouvir música psicótica, se desculparem o contra-senso. Isto para além que uma capa com uma pila/vagina a ejacular e com duas bolas vermelhas sci-fi são sempre uma vantagem contra qualquer capa "photoshopada" ou com ilustrações da modinha. Entre Nurse With Wound com dificuldades e MMP dado ao MDMA, são 11 temas absurdos que desfilam perante ouvidos cépticos. De asséptico isto não tem nada, foi uma boa descoberta nesse grande evento que foi o Zinefest Pt.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O Tempo da Geração Espontânea / ÚLTIMOS EXEMPLARES




O Tempo da Geração Espontânea
[novo romance]
de Rafael Dionísio

Sinopse : Este livro Atravessa o arco temporal de fins do século XIX até aos anos oitenta do século XX. No entrelaçar da vida de algumas personagens estalam as contradições do colonialismo, da esquerda, da revolução e da vida depois disso. É um retrato de uma certa geração que nasceu em Angola e que cresceu dentro do regime, na posição de estarem contra ele, e das dificuldades e adaptações que sofreram para se manterem à tona, cada um à sua maneira. É uma obra de um maior fôlego narratológico, sendo, simultaneamente um romance histórico e uma reflexão sobre Portugal. Mas tudo isto a la Dionísio, como é evidente.

356 p. 21x14,5 cm, edição brochada, capa a cores
ISBN: 978-989-8363-26-8
Capa de David Campos
Design de Rudolfo

à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na El Pep, Artes & Letras, Letra Livre, Bertrand, FNAC, LAC, Pó dos Livros, Linha de Sombra, Matéria Prima e Utopia...

Historial: lançamento brasileiro e universal n'A Bolha (Rio de Janeiro) ... lançamento lisboeta na IV Feira Morta por Pedro Madeira, nos Estúdios Adamastor ...

Feedback: pretexto para reflectir sobre colonialismo, esquerda e revolução e pós-revolução I

Errata online aqui







Sobre o autor: nasceu em 1971 e é sobretudo escritor. Presente desde a primeira hora na Chili Com Carne publicou seis livros nesta Associação. Começou a publicar pequenos textos no já há que tempos extinto DN Jovem. Durante os anos 90 participou com textos em publicações alternativas como a Ópio, Número, Utopia, Bíblia,... Participou em diversas exposições de artes plásticas e durante um pequeno período escreveu recensões na revista Os meus livros. Auto-editou dois fanzines de poesia, refúgios e alguns slides, numa altura em que se ainda não tinha decidido definitivamente pela narrativa. Continua a publicar textos em publicações como Nicotina ou Flanzine.
Andou a estudar para engenheiro no Técnico e, depois, para arquitecto na Faculdade de Arquitectura de Lisboa tendo desistido a meio dos dois cursos. Também estudou Desenho no Ar.Co e houve uma época em que quis ser artista plástico, tendo pintado bastantes quadros e destruído muitos deles. Entretanto atinou com os estudos e enveredou por Estudos Portugueses, na Nova, onde tirou sucessivamente, licenciatura, mestrado e doutoramento em Crítica Textual estando aos papéis do Ernesto de Sousa.
É monitor de cursos de Escrita Criativa, especialmente vocacionados para a narrativa. Em 2014, com os Stealing Orchestra fez um EP que foi recebido com boas criticas pela imprensa.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Feliz Natalixo! Porque o Natalixo é quando um homem quer!



Mesinha de Cabeceira #27 : Special XXXmas : Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno de Nunsky

Publicado pela MMMNNNRRRG ... 44 páginas a cores 16x23cm

PVP: 9,5€ (30% desconto para sócios da CCC) à venda na loja em linha da Chili Com Carne, El Pep, BdMania, Artes & Letras, Letra Livre, Mundo Fantasma, Matéria Prima, VaultQuimby's (Chicago), Linha de Sombra, Purple Rose, Dead Head Comics (Edimburgo), Seite Books (Los Angeles), Bar Irreal, UtopiaBlack Mamba.


Nunsky (1972) é um criador nortenho que só participou neste zine, o Mesinha de Cabeceira. Assina o número treze por inteiro, um número comemorativo dos 5 anos de existência do zine e editado pela Associação Chili Com Carne. Essa banda desenhada intitulada 88 pode ser considerada única no panorama português da altura (1997) mas também nos dias de hoje, pela temática psycho-goth e uma qualidade gráfica a lembrar os Love & Rockets ou Charles Burns. O autor desde então esteve desaparecido da BD, preferindo tornar-se vocalista da banda The ID's cujo o destino é desconhecido. Nunsky foi um cometa na BD underground portuguesa e como sabemos alguns cometas costumam regressar passado muito tempo...

Em 2014 o regresso deste autor foi feito com o romance gráfico Erzsébet (Chili Com Carne), 144 páginas que regista a brutalidade da Erzsébet Bathory, a infame condessa húngara que assassinou centenas de jovens na demanda da eterna juventude. O livro venceu o Melhor Desenho do Festival de BD da Amadora em 2015 e terá uma edição no Brasil pela Zarabatana Books.

Em 2015 Nunsky apresenta-nos este Nadja - Ninfeta Virgem do Inferno... verdadeiro deboche gráfico anti-cristão para quem curte bandas de Hair Metal de Los Angeles dos 80, fãs distópicos do RanXerox e revivalistas da heroína. A MMMNNNRRRG nunca deseja "Feliz Natal" aos seus amigos mas com a Nadja até... ehhh





Historial: lançado no dia 17 de Dezembro 2015 no Lounge Bar com o concerto da banda canadiana Nadja, organizado pela Associação Terapêutica do Ruído.

Feedback: A 32.ª publicação da MMMNNNRRRG é a mutável Mesinha de Cabeceira #27, desta vez subintitulada XXXmas Special. Na verdade, é uma obra a solo de Nunsky, intitulada Nadja – Ninfeta Virgem do Inferno. Esta trindade é transposta no design de Joana Pires, com a capa a evocar duplamente o fanzine com 24 anos de existência e a banda desenhada de Nadja (...) Após o registo a preto e branco de Erzsébet, que galardoou Nunsky com o Prémio Nacional de Banda Desenhada Amadora BD 2015 de Melhor Desenho para Álbum Português, o autor regressa a uma temática demoníaca – desta feita mais expressa que evocada – mas com uma palete de cores, cujos tons saturarão a visão dos mais incautos. Nuno Sousa ... a um só tempo, pesada e leve, séria e cómica, fresca e desesperante. (...) Existem traços de alguma soberba crença na mundividência católica e a associada crença no Demo. Tratar-se-á este Nadja de um tortuoso panfleto de um Católico atormentado por gostar dos discos dos Slayer e Iron Maiden e querer ver realizadas as suas capas? Uma homenagem a todo um historial de comics de séries Z? (...) Nadja é um bafejo de hálito quente e cerveja quente. Pedro Moura ... O especial de Natal assinado por Nunsky não terá estado entre as oferendas mais populares da quadra, mas vale a pena não o perder mesmo depois disso. Numa banda desenhada onde se cruzam o hardrock metálico-meloso dos anos 90, um fascínio adolescente por satanismos e uma estética onde a sexualidade explícita e o kitsch se misturam sem remorso, Nunsky volta a confirmar por que é que o seu trabalho há-de ser sempre uma surpresa renovada. Blimunda ... Merci pour ton envoi satanique Bertoyas ... es una marcianada muy divertida. Cuando Marcos Farrajota me explicó su contenido, me dijo que se parecía a la obra de Benjamin Marra, y en cierta forma estoy de acuerdo con él: se trata de una apropiación del material de serie Z más casposo, del terror barato y descerebrado que mezcla erotismo soft con invocaciones a Satán, grupos heavies e internados para niñas. (...) Nadja, una cría de doce años, se mete una droga chunga con su novio, Franz, y acaba en el infierno, donde Satán le ofrece un pacto: la enviará de vuelta a la Tierra con «supernatural satanic powers», y por cada alma que lleve a la perdición, podrá pasar un día con su amado Franz. The Watcher and the Tower



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Brouhaha do Erzsébet:

Muito boa BD, me inspira para criar logotipos - Lord of The Logos

Erzsébet, o livro, é o relato implícito, emudecido, de um receio: o de que a morte escape definitivamente ao controlo masculino. Afinal, é a morte que conduz cada um e todos os passos da humanidade, tal e qual como vem anunciando a estética gótica em todas as suas formas. Nunsky recorda-nos isso mesmo com esta edição… - Rui Eduardo Paes

Consegue ter aquele espírito dos filmes do Jess Franco e afins, em que por vezes é mais importante a iconografia e a imposição de elementos simbólicos / esotéricos ou fragmentos de actos violentos e ritualizados (como as mãos nas facas ou as perfurações e golpes) do que termos uma continuidade explicita e lógica da narrativa, o que cria toda uma tensão e insanidade ao longo do livro e de que há forças maiores do que a nossas a operar naquele espaço. André Coelho

o romântico está presente antes na sua dimensão histórica e o trágico se aproxima do monstruoso. - Pedro Moura





sábado, 24 de dezembro de 2016

Natalixo b.s.o.

Depois de uns discos virtuais e umas k7s este é a primeira vez que um disco de AtilA sai imediatamente em CD e em LP (para 2017) como se fosse quase o seu primeiro disco "oficial" - só V é que depois de sair em k7 é que depois foi lançado em CD.
Body (Dissociated + Hið Myrka Man; 2016) é um disco algo estranho ao que AtilA habitou com IV e V, não que tenha ficado mais suave ou menos Dark, nada disso... Apenas ficou mais sofisticado e complexo, menos bruto, o que lhe dá menos impacto nas primeiras audições e quem sabe até desilusão aos fãs mais primários. Tal como o "artwork" do disco é feito de nus artísticos também o som é mais dado a uma pose coreográfica e um ambiente controlado. Ironia dos destinos, para um disco intitulado de "corpo" este será o disco menos físico de AtilA. Dupla ironia é que um corpo humano é daquelas coisas mais sujas que há no Universo, segrega ranhocas ilimitadas e liberta gases inesperados que é coisa estúpida, isso é o que este disco não faz...

A Chili tem 5 exemplares deste disco a preço de pré-lançamento. Prioridade para sócios. O Natalixo é para esquecer com música que limpe as cabeças...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

LISBOA é VERY VERY TYPICAL - edição quase esgotada!!!




Lisboa é Very Very Typical

experiências de quem estudou ou trabalhou em Lisboa

1 Capital europeia / 12 autores estrangeiros / 9 países / 3 continentes

Nesta colecção para quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro" já se deram muitas voltas, da Europa aborrecida à Guiné-Bissau. Pela primeira vez, vira-se para o umbigo e viaja por Portugal, ou melhor... por Lisboa!

Todas as nossas antologias nascem de ideias puras mas por serem tão ingénuas acabam sempre erráticas... Não nos estamos a queixar antes pelo contrário, glorificamos o erro! A culpa é da "espanhola do caralho" que nos foi impingida para entrar na Zona de Desconforto, colectânea de autores de BD portugueses que contavam as suas experiências no estrangeiro enquanto estudantes ou trabalhadores. Begoña Claveria seria um contra-ponto, uma estrangeira a comentar Portugal, uma ideia com piada mas que não coube nesse volume e a sua BD ficou em águas de bacalhau...

Passado um ano e dado ao sucesso que obtivemos com Zona de Desconforto, pensamos que seria um bom desafio juntar estrangeiros que vivem ou viveram em Portugal. Plano arriscado! Há assim tantos autores que tenham passado por cá? E que queiram arriscar a fazer uma BD?

Há! E muitos! Ao ponto de alguns não terem deixado de dar notícias - temos muita pena dos autores africanos que nos deixaram na mão... Outros apareceram e sem papas na língua. De três continentes diferentes e com experiências variadas, muitas em volta das questões laborais portuguesas, eis Lisboa é Very Very Typical.

Lisboa!? Não era para ser sobre Portugal? É coincidência mas a verdade é que todas as BDs tem a capital como centro geográfico dando razão ao que se diz que "o resto é paisagem"! Talvez de futuro tenhamos de fazer uma antologia sobre estrangeiros no Porto ou Alentejo, até lá fiquem com as visões de Anica Govedarica (Croácia), Taís Koshino (Brasil), Elias Taño (Espanha), Alejandro Levacov (Argentina), BNK TNK (Japão), Martina Manya (Espanha), Aude Barrio (Suiça), Nicolae Negura (Roménia), Dileydi Florez (Colômbia), Alain Corbel (França) e Téo Pitella (Brasil). A capa é da responsabilidade do alemão Lars Henkel - autor que já estudou também em Lisboa e chegou a participar numa Feira Laica.

Historial: mostra de originais do livro na BD Amadora 2015 ... Festa de lançamento no dia 29 de Outubro na Zaratan organizada pela 1359 com unDJ MMMNNNRRRG ...

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136p a verde branco, 8p p/b 16,5x23cm, capa a cores com badanas
sem ISBN porque a APEL pretende humilhar os pequenos editores
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Últimos exemplares à venda na loja em linha da Chili com CarnePó dos Livros, Artes & Letras, Mundo Fantasma, El Pep, BdMania, Matéria Prima, Neurotitan (Berlim), Tasca Mastai, Letra LivreLinha de SombraBertrand, Palavra de ViajanteTigre de PapelUtopia e A Vida Portuguesa.

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Feedback:

Depois de Zona de Desconforto, livro que reunia bandas desenhadas de vários autores portugueses vivendo no estrangeiro, o novo volume colectivo editado pela Chili Com Carne junta autores estrangeiros que vivem em Lisboa. O propósito é o mesmo: dar espaço à reflexão sobre as experiências individuais, as pequenas histórias, as expectativas, potenciando uma leitura mais ampla sobre como é ser-se estrangeiro numa cidade (e logo numa que cada vez mais se promove como destino de sonho para turistas) nos dias que correm. 
Blimunda 
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Uma Lisboa posta à mesa pelos atípicos (...) é uma obra de arte e em simultâneo o relato na primeira voz o que é ser-se estranho num lugar tão típico. 
Dif 
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Com várias antologias originais de banda desenhada no currículo (...) a Chili Com Carne tem sabido rodear-se de alguns dos mais prometedores autores de banda desenhada, muitas vezes apostando em principiantes, sempre sem ceder no capítulo da qualidade e da vontade de experimentar caminhos a partir da linguagem da banda desenhada. (...) Com um título como este, o livro arrisca-se a aliciar turistas para uma suposta cidade que, afinal, não cabe nestas páginas. Apesar disso, Marcos Farrajota acredita que Lisboa É Very Very Typical não deixa de ser um cartão de visita da capital, sobretudo para quem não ande à procura de tuk-tuks, tascas gourmet e casas de fado com preços astronomicamente inflacionados: “Não é um diário de viagem ou um daqueles livros de esboços chatos. Quase nunca se vê a cidade, mas daí, qual o problema disso? São as pessoas que fazem as cidades e não os monumentos e museus. Se calhar até é um livro de despedida da Lisboa anacrónica e do século XX para uma nova, menos romântica, provavelmente...” Menos romântica, mas com espaço para gente que se descobre estrangeira apesar de falar a mesma língua, como na história de Téo Pitella, infiltrações inevitáveis nos prédios antigos, a despertarem a bronquite e a narrativa de Alejandro Levacov, casas que desaparecem e voltam a erguer-se à medida que alguém precisa de as habitar, na história de Taís Koshino. 
Páragrafo 
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cria um rosto real, tangível, endereçado que nos permite entrar em diálogo imediato com o que está a ser discutido. Não se procura nenhum tipo de concordância imediata, mas antes uma compreensão dessa mesma perspectiva. Assim, a Lisboa ou Portugal que emerge destes retratos pode revelar-se menos gloriosa do que muitas vezes “nós” pintamos. Em segundo lugar, essas mesmas discussões não têm uma tonalidade pedagógica e institucionalizada – lá está, supostamente objectiva. Reforçando o aspecto dialogal. 
Pedro Moura / Ler BD
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(...) título brincalhão com que se apresenta um livro coligindo bandas desenhadas da autoria de artistas estrangeiros - homens e mulheres - que estiveram, ou ainda permanecem em Portugal, e que escolheram Lisboa para simples passagem ou mesmo fixação. É exactamente o caso da pintora Nina Govedarica, que veio da Croácia visitar Portugal em 1998, escolheu Lisboa, cidade de que gostou de imediato, aqui conheceu Fernando Relvas, casaram, e ficou a morar com ele na Amadora. Assim, quando o editor Marcos Farrajota da Chili Com Carne teve a ideia (bem interessante) de convidar artistas estrangeiros, de passagem ou a viver em Lisboa, a transformarem em banda desenhada as suas impressões sobre a Mui Nobre e Sempre Leal cidade, Nina aceitou o desafio, ela que nunca fizera BD (...) além de provar ter invulgar capacidade ilustrativa, demonstrou um fino sentido crítico em relação aos lisboetas (extensível aos portugueses em geral), gozando, por exemplo, com o significado que é dado à palavra amanhã, sempre muito variável, tanto pode querer dizer para a semana, no próximo mês, para o ano, ou mesmo nunca.
sobre os autores:

Aude Barrio (1985, França)… a mãe é suiça e o pai português. Vive e trabalha entre Genebra e Lisboa. Faz parte da editora Hécatombe (que já esteve presente numa Feira Laica e exposição na Matéria Prima) e participou em várias antologias como Un Fanzine carré ou Turkey Comics (The Hoochie Coochie). Em 2014, realizou o seu primeiro livro a solo Petit Lapiin Chouin Chouiiin e inaugurou Zonas de Habitabilidade, colecção de BDs "à quatro mãos" com Barbara Meuli, em 2015.

Begoña Claveria (Lleida, 1982) Graduada em Design Gráfico pela Escola de Disseny i Art (Barcelona), fez também uma pós-graduação em ilustração pela mesma escola. Entre 2005 e 2009 trabalhou como designer e ilustradora colaborando com vários ateliers. Em 2009 mudou-se para Lisboa onde realizou um estágio com a PVK Editions e em 2010 começou a trabalhar na Ivity Brand Corp. Actualmente trabalha em regime de part-time nesta firma e colabora habitualmente em projectos no âmbito da edição e da ilustração. Publicou seu primeiro livro de desenhos em 2014 Vous avez de la biére? Non, juste le whiskey bérbère pela Senhora do Monte, editora que ajudou a fundar com Anafaia Supico e Nuno Barroso.

Alain Corbel (Bretanha, França, 1965) viveu em lugares tão diferente como Bruxelas, Marselha, na Gasconha, em Lisboa e Baltimore. É conhecido como ilustrador e colaborou com muitos autores portugueses. É também autor de BDs, escreve, faz fotografias e sestas com muito gosto. Desde 2000, e a seguir o projecto de livro Ilhas de fogo (ACEP; 2002), viajou regularmente nos países africanos de língua portuguesa, assim como em Timor-Leste, onde organiza oficinas de ilustração e escrita. É é professor no departamento de Ilustração do Maryland Institute College of Art (EUA) e é também o coordenador do programa Unspoiled Africa.

Dileydi Florez ( Bogotá, 1990) É ilustradora e Designer. Estudou Design no IADE e Ilustração Artística na Universidade de Évora. Em 2013/14 foi bolseira e finalista do curso de Ilustração e BD no Ar.Co. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. A sua primeira obra de BD Askar, o General (Chili Com Carne; 2015) é inspirada em iluminuras persas e gravuras japonesas.

Anica Nina Govedarica (Zagreg; 1971) Estudou Belas-Artes em Zagreb durante quatro anos, desde 1997 que se dedica às artes plásticas e participou em numerosas exposições individuais e colectivas em Portugal, Croácia e Inglaterra. Esta é a sua primeira experiência em BD.

Taís Koshino (Brasília, 1992) é estudante de Comunicação Social com habilitação em audiovisual na Universidade de Brasília, tendo feito programa de intercâmbio na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É co-fundadora do selo editorial Piqui, criado em 2011, com mais de dez publicações e participações em feiras nacionais e internacionais.

Alejandro Levacov (Buenos Aires; 1973) Três anos depois de nascer começou a Ditadura mais sangrenta do seu país. Desde então já passaram 14 Presidentes por este país (4 deles ditadores), mega-desvalorizações e uma bancarrota. A história recente argentina exemplifica a capacidade de improvisação e sobrevivência que caracteriza os seus habitantes. Emigrou para a Europa em 2002 (pós "corralito") morando em Barcelona, Lisboa, Maputo e Porto e trabalhando como Designer, ilustrador, cozinheiro, modelo, actor… Retornou ao seu país em 2013 com Júlia Tovar – ver Zona de Desconforto (Chili Com Carne; 2014) vivendo os dois (três!) em Buenos Aires.

Martina Manyà (Barcelona, 1983) estudou nas Belas Artes de Barcelona. No início de 2006 muda-se para Lisboa, para fazer um Erasmus, e desde então não conseguiu deixar Portugal. Tirou o curso de Ilustração e BD no Arco e actualmente vive e trabalha entre as duas cidades.

Nicolae Negura (Vaslui; 1987) é um ilustrador e artista romeno que desde há alguns anos tem feito de Lisboa a sua casa e fonte de inspiração. Gosta de utilizar cores fortes e garridas mesmo quando aborda temáticas mais depressivas . Outra fonte de inspiração é a BD vintage, que define completamente o seu traço.

Téo Pitella (1985) tirou o curso de Design Gráfico na Universidade Federal do Paraná, Gravura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e é Mestre em Arte Multimédia com especialização em Fotografia na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Actualmente dirige o projecto editorial 1359, onde trabalha com Risografia e edições de autor. Já realizou exposições no Brasil, Portugal, França, Moçambique e EUA. Tem experiência em fotografia editorial produzindo material para edições de diversas revistas e jornais.

BNK TNK (1976; Tóquio) chegou a Portugal em 2005 com um diploma em arte do vidro (TAMA - Universidade de Arte em Tóquio) e um amor por todas as coisas relacionadas à luz e reflexos. Rapidamente apaixonou-se pela luz de Lisboa e, consequentemente, decidiu ficar e completar a sua formação, tirando um curso avançado de Artes Plásticas no Ar.Co. Foi um passo natural combinar o conhecimento adquirido e sua grande paixão por culturas orientais - tanto o lado artístico e espiritual a fim de desenvolver diferentes formas de artes cénicas, sempre inspirados na natureza e no seu interior e os fluxos de energia exteriores. Desde esse momento tem realizado inúmeras intervenções, espectáculos e performances a solo e em colaboração com diversas instituições, passando por países como Itália, Japão e Portugal.

Elías Taño (1983) é desenhador e editor ocasional na cidade de "Violência" desde 2004. Dedica o seu tempo a andar para cima e para baixo com livros e outras coisas, viajando sobretudo pelas penínsulas europeias (a italiana e a ibérica) e por outros lugares do sul do mundo com a companhia de teatro-político Atirohecho. O seu grafismo tem fins políticos e de insurreição e trabalha em cartazes sobre os muros da cidade de forma totalmente anónima. Edita desde 2011, a revista Arròs Negre. Trabalha em serigrafia num edifício em ruínas que partilha com um escritor das ruas e um indigente napolitano.

sábado, 17 de dezembro de 2016

ccc@dona.edite.03


Lá estaremos até porque a MMMNNNRRRG lança um fanzine de um associado nosso...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Mucomorphia #1


Se tivesse de fazer as listas dos melhores do ano, este primeiro número do zine de Filipe Felizardo merecia estar no Top 3 de Melhores Fanzines de BD ao lado do Outro Mundo Ultra Tumba de Rudolfo Mariano e A Day de Mariana Pita... Com a ligeira vantagem de que editorialmente Mucomorphia é um desafio como poucos nos dias de hoje. Tal como o Gato Mariano (raios, o Mariano #1 devia estar também nesse Top 5 e o catano!) também eu não faço listas de zines no final de ano...
Pretende-se serializado, tiragem ilimitada (yes! é d'omem!!!) e é uma publicação smörgåsbord do output desta área de criação de Felizardo, não esquecendo que ele é mais conhecido por músico mas também como artista plástico e fotógrafo. Nestas páginas também está incluído a construção do seu próximo romance gráfico, A Conference of Stones and Things Previous. Muito mais solto do que em O Subtraído à Vista não deixa de estar também muito mais rigoroso no plano técnico. De resto tal como na música e outras áreas de intervenção de Felizardo, há processos de pesquisa que se vão metamorfoseando num plano cosmogónico que nem toda a gente está a fim de lá entrar. Azar! Título a acompanhar esperando o seu editor cartas à antiga [R. dos Douradores, 202, 5ºD, 1100-208 Lisboa] para uma secção de leitores (ó que belo gesto anacrónico que desejo que corra bem!) e encomendas à séc. XXI [ardo.zilef@gmail.com].

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Acedia - press release



Acedia it's the new graphic novel by André Coelho actually his true first solo book - Terminal Tower was a collaboration with Manuel João Neto... This book manages to strike a balance between experimentation and tradition in the "comics" field by establishing a paradox between the creative energy and the morbid atmosphere of the narrative. It can be speculated that the main character is an alter ego of the author or that some episodes should be autobiographical... but let's establish that we are in the realm of selffiction.

Acedia is this year the winner project of a graphic novel contest - Toma lá 500 paus e faz uma BD - promoted by Chili Com Carne. Other titles resulting from this contest includes The Care of Birds (2013 winner) by Francisco Sousa Lobo to be published in Spain next year, Askar, O General by Dileydi Florez and That which is Subtracted from Sight by Filipe Felizardo.





Sinopsis: Due to a strange body housed somewhere in his eye socket, Daniel suffers from perceptual deformations. Although the insistance on the urgency of medical treatments, he becomes confronted with the chance given by these hallucinations to escape towards a new perception of reality. Daniel will have to choose between facing his illness as a sign of his own mortality or accept it as life intensifier. 




Some pages:


104p., black and white, 18x24,5cm, 500 copies

Contest supported by IPDJ and all Chili Com Carne members.

Buy at Chili Com Carne online store and Fatbottom Books (Barcelona)... Soon at Neurotitan and other stores...

History Released October 2016 at Lounge Lisboa with live-acts of Smell & Quim and Rasalasad vs shhh... ...


André Coelho (b.1984, Portugal) is an Oporto based illustrator and comic book author. For 10 years he has developed fanzines, short stories and four graphic novels to date, as well as posters, record covers, merchandising and other graphics for different music scenes. This includes Amplifest, SWR Barroselas Metalfest, Lovers & Lollypops, Witchcraft Hardware and the American Industrial label Malignant Records, among many others. 

In 2016 he was awarded with the first prize of “Toma lá 500 Paus” comic book competition and was part of the Amadora Comics Festival 2014 award winning anthology Zona de Desconforto. His work ranges from traditional drawing or painting techniques and mediums to collage and digital manipulation. 

Besides Portugal, his work has been exhibited in several countries such as Brazil, Sweden, United Kingdom, United States of America, Italy or Spain.

Selected English bibliography: SWR Chronicles (SWR; 2014), Terminal Tower w/ Manuel João Neto (Chili Com Carne; 2014), Evan Parker - X Jazz (c/ prefácio de Rui Eduardo Paes, Chili Com Carne + Thisco; 2015) Colective books: MASSIVE (Chili Com Carne; 2010), Destruição (Chili Com Carne; 2010), Futuro Primitivo (Chili Com Carne; 2011), Inverno (Mesinha de Cabeceira #23, Chili Com Carne; 2012), Antibothis, vol.4 (Chili Com Carne + Thisco; 2012), PostApokalyps (AltCom, Suécia; 2014), Quadradinhos : Looks in Portuguese Comics (Treviso Comics Fest + MiMiSol + Chili Com Carne, Itália; 2014).



domingo, 11 de dezembro de 2016

Diz Mantra

Continua a série de edições de Rasalasad em colaboração com algum cromo deste planeta. Desta vez é com o francês Amantra e em formato mini-CD - as outras edições foram em k7. Infelizmente pela negativa continua o grafismo pobre que se tem pautado desde sempre e o que é mais infeliz é que a Thisco tem escolhido formatos e embalagens bem giras que permitiriam ter "algo mais" (seja lá isso que quer dizer) a acompanhar o objecto.
Resta-nos a música que é de qualidade, "mash-up" de guitarra em registo drone com um "ambient" em sintonia. E quem espera ficar em posição fetal engane-se, a "coisa" começa com ruído e só depois é que acalma (spoiler sorry!), o que não deixa de fascinar para apenas 19 minutos de música desta rodelinha perfeitinha intitulada de Thisturbia!

sábado, 10 de dezembro de 2016

Pipocas Botox Neve Doce

Ricas edições que me chegaram recentemente! Tudo graças ao facto das capas serem feitas pelo Camarada Uránio! Esse monstrinho da colagem bling bling sci-fi moino-mutante! Felizmente a música é bem fixe e pode-se falar dela, ufa...

DW Robertson é a nova personagem de Ergo Phizmiz, um reconhecido ilusionista sonoro que trabalhou com People Like Us, por exemplo. Disco Carousel, vol. 1 é a sua estreia e foi lançado numa pequena editora inglesa, a Discrepant. A segunda coisa mais bonita deste disco depois da capa (claro) é a contra-capa que, à antiga, tem uma sinopse do que se propõe a rodela deste mini-LP. E é música mecânica levada in extremis, apenas porque dizem que esta é a forma de entretenimento mais gratificante de sempre, infelizmente abandonada pelo machismo da electricidade e pelo euro-dance. Eis a alavanca vinilica para isso mudar!

A dupla k7 Samboia Kanguick é mais atinada e cerebral, como os portugueses preferem. O músico é português embora Gonzo soe a marreta anglo-saxónico. Sem sabermos quais os nomes dos temas nem que ordem seguir, é pegar numa das k7 e siga para bingo, ou melhor para "memórias distorcidas da infância & sonhos inventados", diz muito bem a parte detrás da embalagem. Realmente um gajo perde-se a ouvir estes quatro lados das k7s, entre frases cortadas e ambientes oníricos, sem saber muito bem o que pensar. Ao mesmo tempo a música tem corpo presente para quem espera adormecer a ouvir isto. Um corpo de Cristo V.A.L.I.S. que não poder ser ignorado, não foi assim na infância? [Não sabe/ Não responde]

A Discrepant é distribuída pela Matéria-Prima, que já reabriu o seu espaço físico no Porto mas não é uma loja aberta ao público. Infelizmente vai ser preciso agora bater à porta, tipo segredinho da cidade do loúcóst... Mas porquê!?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Keep it boring, make it fast!

Com a web 0.2 e a revolução digital, a produção de informação aumentou que é coisa doida, numa escala inacreditável que não tem equivalente à explosão DIY do Punk nos anos 70 e décadas seguintes. Eis-nos numa Aldeia Global em que todos produzem e consomem conteúdos em simultâneo, sem pensamento crítico e moral - essa é feita pelos Padrecos da 'Net que nos tiram fotos de mamas (com ou sem cancro) do "fezesbook".
Há documentários de tudo, sobre queijo ou a vida sexual dos rinocerontes ou sobre o punk português como é o caso deste Bastardos: Trajetos do Punk português (1977-2014) produzido pelo projecto KISMIF. Todos acabam por ter o mesmo apelo e qualidade estética quando a máxima é "filma-se, edita-se, mete-se na 'net e tá feito".
É positivo que a informação apareça e no caso do punk português que vivia de obscuridade, é de salutar qualquer tipo de iniciativa. Só que ficamos por aqui no que diz a Bastardos, os agentes que se envolveram em fazer Punk sucedem em filmagens em locais feios e sem imaginação, a maior parte é do Norte (abaixo de Lisboa nem se fala!), com discurso fragmentado e pouca ou nenhuma documentação visual a ser mostrada. E quando mostrada é de forma tão fria que nem dá para perceber os artefactos. Ah! E sempre tudo centrado na música, como se o Punk se reduzisse a isso... Felizmente Joe Corré recentemente relembrou-nos que não, que a música não tinha nada haver com o Punk! Cheers, mate!
Este tipo de produção poderia vir de um amador, o que tudo lhe seria perdoado mas infelizmente este documentário veio do meio académico, onde deveria haver mais rigor e discurso, sobretudo de quem se está a tornar (em teoria, ó dupla ironia) na referência sobre o assunto. Nem o Sid Vicious era inocente nem o KISMIF o é. Entre pontos de avaliação pró CV e subsídios da praxe, o que vale é apenas fazer por fazer para que essa máquina de pontinhos e dinheiro não pare.
De resto, a edição em DVD (2015) com as chancelas da Chaosphere, Raging Planet e Zerowork é de uma pobreza atroz, em o que safa ainda é a capa do Esgar Acelerado (espero que tenha sido pago!) porque de resto é isso, uma rodela dentro de uma caixa de DVD. Pelo conteúdo ou pelo objecto o que se pode resumir é que Bastardos não é o "livro branco" do Punk português, é apenas uma marca branca.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Demónios

Como já deviam saber aqui na Chili Com Carne adoramos o murciano Magius - tanto que ajudamos a sua visita à Santa Terra do Metal este ano. Tem dois novos zines, como sempre A5 capa a cores, títulos autónomos, caramba, são zines ou "chapbooks"?

America infelizmente não trata directamente do tramposo novo presidente dos EUA como a capa promete. A história que é contada é influenciada pelo Gangues de Nova York (2002) de Martin Scorsese mas por analogia inconsciente chega intacta de racismo, violência, xenofobia e corrupção. Do século XIX para o XXI, eis uma América "devoluída" ou "involuída" que Magius tão bem contrasta entre capa e miolo.

Ehieh é um bacanal mitológico do Génesis cristão com as divindades Sumérias com uma narração tão fluída como as de Larry Gonick ou David B., nomes que surgem também pelo esforço cosmográfico - nesse caso deveria-se meter ao barulho também o Rodolfo Mariano, porque não?

De resto, Magius é um obcecado pela sua terra natal, a Múrcia, ao ponto de de ter feito umas cartas Tarot com temas da região. Quem as tiver terá um futuro mais glorioso e acertado certamente! Com o Tarot não se brinca!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O Subtraído à Vista / That Which is Subtracted from Sight [metade da edição esgotada]




O Subtraído à vista é o livro de estreia para as massas do músico e artista visual Filipe Felizardo, composto por prosa, banda desenhada e recortes de investigação patafísica.

É um livro que estuda a natureza das imagens visuais e as presunções da percepção - do ponto de vista particular de um homem cego, uma criança albina presa numa caverna com uma avestruz, e uma colecção de outros animais cujo olhar nos ensina algo sobre o que não se vê.

O livro inclui a participação de Carlos Gaspar (ilustrações) no primeiro capítulo. Edição bilingue com legendas em inglês.

Comprising prose, comics and entries of pataphysical investigation, That which is Subtracted from Sightthis first book of Filipe Felizardo studies the nature of visual images and the presumptions of perception - from the exquisite points of view of a blind man, an albino child stuck in a cave with an ostrich, and a collection of other animals whose sight teaches us something about what is not seen.

The book includes English subtitles.

500 ex.; 72p. 21x27cm p/b
ISBN: 978-989-8363-37-4

Este é o segundo livro publicado no âmbito do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! mais uma vez não é um trabalho vencedor mas sem dúvida merecedor de publicação.

PVP: 10€ (50% desconto para sócios da CCC, lojas e jornalistas)
à venda na loja virtual da Chili Com CarneEl Pep, Letra Livre, BdMania, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Tasca Mastai, Artes & LetrasMatéria Prima, Mundo Fantasma, Pó dos Livros, Inc, Stet, LAC, Linha de Sombra, FNAC, Bertrand, Utopia...

Historial: Lançamento com exposição de originais na El Pep no dia 8 de Agosto 2015 e Festa no Damas ...

exemplos de páginas:


domingo, 4 de dezembro de 2016

LOVE HOLE / last copies...



After almost two years of being serialized in LODAÇAL COMIX, and shocking some readers with it’s ego-tripping-misogyny-homophobia-hate-fueled character Josh, Afonso Ferreira's LOVE HOLE gets a disgusting treatment and is compiled into a book.
This is a Chili Com Carne and Ruru Comix co-edition, the 6th volume of Mercantologia collection, dedicated to reprinting lost material from the zine world. Supported by IPDJ 

IN ENGLISH
Two color cover + one (red) color 48pages. 
Offset edition of 666 copies. 
ISBN: 78-989-8363-17-6

It can be purchased in CCC online store, Ediciones Valientes (Spain), Matéria PrimaMundo FantasmaNeurotitan (Berlin), Fábrica FeaturesArtes & LetrasLetra Livre, Ugra Press (Brazil), BdManiaQuimby's (Chicago), LAC (Lagos), La Central (Spain), Sarvilevyt (Lahti), Fatbottom Books (Barcelona), Orbital (London), Purple RoseDead Head (Edinburgh) and Seite Books (Los Angeles).

feedback: 
Afonso Ferreira é sem dúvida um dos mais talentosos, e estranhos, autores nacionais. 
André Azevedo / BD no Sotão 

Love Hole is pretty crazy shit (...) The style is pretty cool, too! 

I really enjoyed Love Hole. Great artist! 

Esta história mistura vários géneros, mas acima de tudo é uma desvariada combinação de ficção científica, horror gore, slacker e pornografia humorística. (...) os eventos em catadupa, encadeados de forma quase mecânica, lançam-no em novas acções cada vez mais absurdas e estrambólicas, envolvendo pickles de partes de corpo humano, canibalismo, e monstruosidades capilares com habilidades psicocinética. Mas acima de tudo, o que está no centro da história é uma fantasia sobre o desdobramento de si-mesmo, com vários graus de variação, e a experimentação sexual que isso poderia implicar. Fôssemos adeptos de psicanálise biografista barata, haveria algo a dizer sobre essas fantasias acabarem por abordar uma espécie de homofobia que não vela assim tanto o seu próprio homoerotismo, o que é revelador tanto do humor como do tormentoso que Love Hole provoca. 

 En ese aspecto el texto brilla por una estética amable con la que el autor juega para hacer un texto escabroso sobre los recovecos de la degradación humana, porque Love Hole no deja de ser un viaje a lo que el protagonista cree que es humillante. 

Publicação controversa, Love Hole foi acusado de homofobia (...) e mal lida por gente que tinha obrigação de saber comportar-se. Para rolar com a bola, Love Hole, ao deslindar peripécias dum gajo que tem oportunidade de se foder a si próprio, era literalmente homofóbico. Atenção que o Oxford Dictionary acabou recentemente com a distinção entre literal e figurativo, tão corrupto é o uso que fazemos dos dois termos. Literalmente homofóbico quer dizer que enfrentava a coisa de frente, e punha em cena um fantasma do heterossexual, enquanto ria de barriga cheia. 

Fucking awesome 
Monad
  ...

Historial : exposição na Purple Rose Erotic Shop em 2013 ... trabalho escolhido para a exposição de BD portuguesa em Treviso 2014 ...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

ccc@zine.fest.pt


Lá estaremos... nos dias 2 e 3 de Dezembro!

Dia 2, às 19h temos conversa Help me please! com Marcos Farrajota, moderador (Chili Com Carne), João Pedro Azul (Flanzine), André Pereira (Clube do Inferno), Sofia Neto e Marco Mendes ( Carne & Osso) e Rudolfo (Ruru Comix e zine Lodaçal Comix) sobre A edição de trabalhos colectivos versus a explosão das publicações monográficas na produção contemporânea de edição independente.

+ info aqui